<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comments on: Elephant (2003)</title>
	<atom:link href="http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143</link>
	<description>"because madness is your special friend"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 03:09:26 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6</generator>
		<item>
		<title>By: Marcus Pessoa</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143#comment-237</link>
		<dc:creator>Marcus Pessoa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2006 08:33:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.havesometea.net/MadTeaParty/?p=143#comment-237</guid>
		<description>Concordo inteiramente com você, Dani, a respeito da cena do beijo. Eu a achei bastante verossímil, mas, por outro lado, entendo que possa ser mal-interpretada. Van Sant parece que ficou em dúvida se a colocava ou não, e houve pelo menos uma versão do filme sem ela, pelo que li na época.

Entre os filmes dele que você citou, eu destacaria Good Will Hunting, que tem a moldura de filme comercial mas uma liberdade narrativa e temática que remete ao cinema de autor.

Gostei muito de Elephant, e estou cansado de cineastas que tentam colocar suas idéias sobre a realidade a golpes de martelo em nossa cabeça. Nesse filme, Van Sant dá apenas algumas pistas, deixa que o próprio espectador tire suas conclusões. Talvez a cena com Beethoven seja uma referência a Clockwork Orange. Talvez seja também, sei lá, uma referência ao senso de inadequação de quem tem um pouco mais de horizontes culturais (pois os meninos não eram meros idiotas) e não consegue viver nesse mundo onde estamos. Tudo fica em aberto, e isso é muito bom.

Sim, existe uma cultura de violência que ainda vai produzir muitas tragédias no futuro. Mas a reação daqueles que têm o poder é a pior possível. Imaginar que censurando filmes e jogos de computador vai adiantar alguma coisa é como a história de tirar o sofá da sala.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo inteiramente com você, Dani, a respeito da cena do beijo. Eu a achei bastante verossímil, mas, por outro lado, entendo que possa ser mal-interpretada. Van Sant parece que ficou em dúvida se a colocava ou não, e houve pelo menos uma versão do filme sem ela, pelo que li na época.</p>
<p>Entre os filmes dele que você citou, eu destacaria Good Will Hunting, que tem a moldura de filme comercial mas uma liberdade narrativa e temática que remete ao cinema de autor.</p>
<p>Gostei muito de Elephant, e estou cansado de cineastas que tentam colocar suas idéias sobre a realidade a golpes de martelo em nossa cabeça. Nesse filme, Van Sant dá apenas algumas pistas, deixa que o próprio espectador tire suas conclusões. Talvez a cena com Beethoven seja uma referência a Clockwork Orange. Talvez seja também, sei lá, uma referência ao senso de inadequação de quem tem um pouco mais de horizontes culturais (pois os meninos não eram meros idiotas) e não consegue viver nesse mundo onde estamos. Tudo fica em aberto, e isso é muito bom.</p>
<p>Sim, existe uma cultura de violência que ainda vai produzir muitas tragédias no futuro. Mas a reação daqueles que têm o poder é a pior possível. Imaginar que censurando filmes e jogos de computador vai adiantar alguma coisa é como a história de tirar o sofá da sala.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Erwin</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143#comment-236</link>
		<dc:creator>Erwin</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2006 10:54:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.havesometea.net/MadTeaParty/?p=143#comment-236</guid>
		<description>mundus vult decipi, decipiatur ergo
— “o mundo quer ser iludido, logo, que o seja”.

São poucos os que nos avisam do que está acontecendo. E dentre eles gostaria de misturar Kafka, Shopenhauer, Lars Christensen e Gus Van Sant. 
Todos mostram que caminhamos para um clima de violência sem precedentes na história. 
Todos tentam mostrar o porquê disso tudo, alguns escrevendo como o Kafka, Christensen e Shopenhauer, outros filmando como o Gus.
Alguns dizendo que é a solidão apesar da multidão que nos torna assim, outros que a sociedade nos oprime de uma tal maneira que perdemos totalmente o ponto de referência. 
Outro ainda alerta que temos que parar para pensar. Não para pensar como ensinou um ou outro, mas para pensar por nós mesmos.
Todas as teorias foram absolutamente falhas em demonstrar cabalmente qualquer coisa que não tenha sido a sua própria incapacidade, portanto temos que apreciar as coisas de nossa própria maneira, se formos práticos.
Finalmente Gus Van Sant mostrou com um filme, tudo e mais um pouco.
Mostrou cenas de um cotidiano absolutamente corriqueiro, que não espanta em nada, e que dá uma sequência de um filme belíssimo, que chama atenção pela beleza estética, que tanto apreciamos.
E vai formando um quebra cabeças que jamais poderíamos imaginar que terminaria como terminou?
Só soubemos pela imensa gritaria que se formou ao seu redor. Todos nós ficamos postados ao lado do trágico acidente querendo saber quem estava na contra-mão, houve excesso de velocidade, quem foi que morreu ?
Os parentes foram avisados?
Apenas ficamos atraídos pela morbidez do espetáculo digno do mais chulo do circo já imaginado pelo homem.
O que é isso senão um pedido clamoroso para pensarmos no Elefante que temos em nossa sala ? Ou que tocamos diariamente em algo que não sabemos definir, mas que o resultado é esse ?
Que pela rigidez e pela forma, apesar de não o vermos, parece ser um Elefante.
Li sobre a história de um vitralista que trabalhava sem o uso das mãos. ‘Quando era perguntado a respeito do significado de sua obra respondia: “Para quê? As crianças entendem sem fazer perguntas...”.’
Temos que voltar à infância. Acreditar nas coisas simples, senti-las. Voltar à espontaneidade e sensibilidade da criança. 
Essa que desenvolvemos não resolveu e não resolverá.
Esse filme nos anuncia com essa mesma simplicidade que a natureza não se culpa por qualquer terremoto, ou qualquer tsunami, ela não se vinga, ela age. Essa também será a nossa natureza ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mundus vult decipi, decipiatur ergo<br />
— “o mundo quer ser iludido, logo, que o seja”.</p>
<p>São poucos os que nos avisam do que está acontecendo. E dentre eles gostaria de misturar Kafka, Shopenhauer, Lars Christensen e Gus Van Sant.<br />
Todos mostram que caminhamos para um clima de violência sem precedentes na história.<br />
Todos tentam mostrar o porquê disso tudo, alguns escrevendo como o Kafka, Christensen e Shopenhauer, outros filmando como o Gus.<br />
Alguns dizendo que é a solidão apesar da multidão que nos torna assim, outros que a sociedade nos oprime de uma tal maneira que perdemos totalmente o ponto de referência.<br />
Outro ainda alerta que temos que parar para pensar. Não para pensar como ensinou um ou outro, mas para pensar por nós mesmos.<br />
Todas as teorias foram absolutamente falhas em demonstrar cabalmente qualquer coisa que não tenha sido a sua própria incapacidade, portanto temos que apreciar as coisas de nossa própria maneira, se formos práticos.<br />
Finalmente Gus Van Sant mostrou com um filme, tudo e mais um pouco.<br />
Mostrou cenas de um cotidiano absolutamente corriqueiro, que não espanta em nada, e que dá uma sequência de um filme belíssimo, que chama atenção pela beleza estética, que tanto apreciamos.<br />
E vai formando um quebra cabeças que jamais poderíamos imaginar que terminaria como terminou?<br />
Só soubemos pela imensa gritaria que se formou ao seu redor. Todos nós ficamos postados ao lado do trágico acidente querendo saber quem estava na contra-mão, houve excesso de velocidade, quem foi que morreu ?<br />
Os parentes foram avisados?<br />
Apenas ficamos atraídos pela morbidez do espetáculo digno do mais chulo do circo já imaginado pelo homem.<br />
O que é isso senão um pedido clamoroso para pensarmos no Elefante que temos em nossa sala ? Ou que tocamos diariamente em algo que não sabemos definir, mas que o resultado é esse ?<br />
Que pela rigidez e pela forma, apesar de não o vermos, parece ser um Elefante.<br />
Li sobre a história de um vitralista que trabalhava sem o uso das mãos. ‘Quando era perguntado a respeito do significado de sua obra respondia: “Para quê? As crianças entendem sem fazer perguntas&#8230;”.’<br />
Temos que voltar à infância. Acreditar nas coisas simples, senti-las. Voltar à espontaneidade e sensibilidade da criança.<br />
Essa que desenvolvemos não resolveu e não resolverá.<br />
Esse filme nos anuncia com essa mesma simplicidade que a natureza não se culpa por qualquer terremoto, ou qualquer tsunami, ela não se vinga, ela age. Essa também será a nossa natureza ?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: DaniCast</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143#comment-235</link>
		<dc:creator>DaniCast</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 13:42:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.havesometea.net/MadTeaParty/?p=143#comment-235</guid>
		<description>"achei preconceituosa a cena que sugere ligação homossexual"

Bia, o filme não sugere ligação homossexual. A sugestão veio na sua cabeça provavelmente porque para você o assunto "homossexualismo" deve ter alguns conceitos pré-estabelecidos, o mais claro deles, visivel no seu comentário, é que "homem que beija homem é gay". A mim parece que a última preocupação presente na cena do beijo é a orientação sexual das personagens. 

O menino se volta para o outro e pergunta se ele algum dia beijou alguém; o outro responde que não e então o beijo acontece. É um beijo entre dois seres humanos que nunca beijaram alguém e não terão mais tempo na vida de beijar ninguém pela primeira vez - esse sim, o conceito mais importante do referido beijo! É o "primeiro e último beijo" - na cultura ocidental o beijo tem sempre aparecido  como gesto dedespedida, o último gesto de alguém condenado e muitas vezes, como um gesto de traição - uma espécie de "marca de Caim". Julieta reclama que os lábios de Romeu não tem veneno, quando o beija, e o acusa de traição, por ter se matado sem lhe deixar como acompanhá-lo. Em Blade Runner, o androide Roy beija o olho de seu criador antes de matá-lo. 

São muitas referências. O homossexualismo está nos olhos de quem vê e se isso é um problema, novamente, está na cabeça de quem assistiu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;achei preconceituosa a cena que sugere ligação homossexual&#8221;</p>
<p>Bia, o filme não sugere ligação homossexual. A sugestão veio na sua cabeça provavelmente porque para você o assunto &#8220;homossexualismo&#8221; deve ter alguns conceitos pré-estabelecidos, o mais claro deles, visivel no seu comentário, é que &#8220;homem que beija homem é gay&#8221;. A mim parece que a última preocupação presente na cena do beijo é a orientação sexual das personagens. </p>
<p>O menino se volta para o outro e pergunta se ele algum dia beijou alguém; o outro responde que não e então o beijo acontece. É um beijo entre dois seres humanos que nunca beijaram alguém e não terão mais tempo na vida de beijar ninguém pela primeira vez - esse sim, o conceito mais importante do referido beijo! É o &#8220;primeiro e último beijo&#8221; - na cultura ocidental o beijo tem sempre aparecido  como gesto dedespedida, o último gesto de alguém condenado e muitas vezes, como um gesto de traição - uma espécie de &#8220;marca de Caim&#8221;. Julieta reclama que os lábios de Romeu não tem veneno, quando o beija, e o acusa de traição, por ter se matado sem lhe deixar como acompanhá-lo. Em Blade Runner, o androide Roy beija o olho de seu criador antes de matá-lo. </p>
<p>São muitas referências. O homossexualismo está nos olhos de quem vê e se isso é um problema, novamente, está na cabeça de quem assistiu.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: rmiyake</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143#comment-234</link>
		<dc:creator>rmiyake</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 13:09:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.havesometea.net/MadTeaParty/?p=143#comment-234</guid>
		<description>Não gostei do "Elefante", mas esta é uma opinião meramente pessoal... Enfim, este comentário é só uma forma de dizer que não abandonei este seu site, que sempre estarei aqui (para seu azar...hehehe!) Beijos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não gostei do &#8220;Elefante&#8221;, mas esta é uma opinião meramente pessoal&#8230; Enfim, este comentário é só uma forma de dizer que não abandonei este seu site, que sempre estarei aqui (para seu azar&#8230;hehehe!) Beijos!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Biajoni</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143#comment-233</link>
		<dc:creator>Biajoni</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:57:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.havesometea.net/MadTeaParty/?p=143#comment-233</guid>
		<description>puta vida!
trabalhão, vai dizer?
:&#62;/
gostei do filme não, e achei preconceituosa a cena que sugere ligação homossexual.
como a razão real (não-psicológica)  para a agressão não aparece, fica parecendo que fizeram tudo por serem homossexuais. van sant pisou na bola, ele que gosta de filmes de fundo gay.
:&#62;]
leu o livro? porra, lê logo, e me passa um e-mail enoooooorme!
:&#62;*</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>puta vida!<br />
trabalhão, vai dizer?<br />
:&gt;/<br />
gostei do filme não, e achei preconceituosa a cena que sugere ligação homossexual.<br />
como a razão real (não-psicológica)  para a agressão não aparece, fica parecendo que fizeram tudo por serem homossexuais. van sant pisou na bola, ele que gosta de filmes de fundo gay.<br />
:&gt;]<br />
leu o livro? porra, lê logo, e me passa um e-mail enoooooorme!<br />
:&gt;*</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Cynthia</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/143#comment-232</link>
		<dc:creator>Cynthia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2006 18:36:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.havesometea.net/MadTeaParty/?p=143#comment-232</guid>
		<description>Engraçado, eu sempre quis ver esse filme (agora ainda mais), mas ele sempre foge de mim. Eu pego na locadora, e acontecem imprevistos e urgências, e ele acaba sendo devolvido intacto. Ele passa na TV, e ou eu tenho-tenho-mesmo que estar em outro lugar em cinco minutos ou já são duas da manhã e o dia seguinte é de trabalho... acho que desisti, mas só por enquanto. Vou acreditar que ainda não estou pronta pra ele e esperar que ele venha a mim qualquer dia desses, quando eu estiver.
:o)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado, eu sempre quis ver esse filme (agora ainda mais), mas ele sempre foge de mim. Eu pego na locadora, e acontecem imprevistos e urgências, e ele acaba sendo devolvido intacto. Ele passa na TV, e ou eu tenho-tenho-mesmo que estar em outro lugar em cinco minutos ou já são duas da manhã e o dia seguinte é de trabalho&#8230; acho que desisti, mas só por enquanto. Vou acreditar que ainda não estou pronta pra ele e esperar que ele venha a mim qualquer dia desses, quando eu estiver.<br />
:o)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
