Saturday, May 17, 2008

Memento de Cinema

Achei esse meme no blog da Sheila:

1) Qual o seu filme favorito?
Pergunta muito complicada. Estou sempre sob a influência do que eu vi mais recentemente. Hoje, por exemplo, eu assisti Cabra Cega do Toni Venturi, no cine Belas Artes/HSBC, naquele workshop de Direção do Educine que estou fazendo, o filme é absolutamente maravilhoso. Por hoje, é o meu filme favorito, porque me causou a experiência de catarse que toda expressão artística sempre deveria ambicionar em criar. Sem mais palavras.

2) Qual o último DVD que você comprou?
Punch Drunk Love (2002), o magnífico filme de Paul Thomas Anderson (também diretor de Magnolia, 1999) com Adam Sandler e Philip Seymour Hoffman. Comprei na locadora Tripé e paguei baratíssimo.

3) Quais os 5 últimos filmes que você viu?
Além do Cabra Cega, assisti essa semana Diário de Motocicleta, outro filme magnífico. Talvez Cidade de Deus esteja entre os mais recentes que assisti - porque passamos lá na Lapa para os alunos da Oficina Digital. Outro que vi recentemente foi o filme do Bianchi, “Quanto Vale ou é por Quilo?”, que fui ver com a minha turma de alunos de Direção de Arte na Cinemateca, na sessão mensal especial da AbCine. Do cinema hollywoodiano os dois mais recentes que eu assisti foram Episódio 3 e Closer, do Mike Nichols, e agora à noite assisti O Sorriso de Mona Lisa, com a Julia Roberts. Não achei que o filme seja aquela cocacola toda que andaram falando. Kirsten Dunst já tinha aparecido anteriormente em um outro filme que fala sobre “escolas para moças”, chamado Strike! (1998).

4) Qual o melhor filme brasileiro de todos os tempos?
Nem imagino. Não sei responder isso. Nem sei se existe isso de “melhor de todos os tempos”. Cada tempo é único e a todo momento muda o nosso ponto de vista e com ele, os critérios do que é melhor do que o quê. Muito difícil responder uma pergunta dessas.

5) Qual o seu diretor/ator/atriz e o seu gênero favoritos?
Diretor: Fellini, Kubrick e Polanski. Mas dou menção honrosa para Bergman porque Bergman é Bergman e para Tim Burton pelo estilo.
Ator: Edward Norton, Kevin Spacey e Sean Penn (ele é maravilhoso)
Atriz: Kathy Bates, Susan Sarandon e Jessica Lange
Gênero: o bom cinema não tem gênero, é bom em qualquer gênero.

E uma correção: A Bibi tinha postado no blog dela que ela ia passar o meme para mim, mas eu só fui ver lá pelas duas da manhã, porque li o blog dela depois do da Sheila.
Saia curta! Desculpe, Bibi.
Eu estou sem ler blogs direito há 15 dias, hoje eu prometo tirar o atraso e ler os que eu ainda não li ontem. Deixa eu avisar antes que eu cometa mais alguma gafe!

6 Chás servidos em “Memento de Cinema”

  1. Bibi bebe chá e diz:

    Eu tinha te passado esse meme aqui para você, mas você não viu. Aliás queria saber quem além do Idelber viu.
    Beijos e bom domingo

  2. DaniCast bebe chá e diz:

    Putz, desculpe Bibi, mas eu só fui ver depois que eu já tinha postado ontem.
    Desculpe mesmo, é que eu leio via bloglines e não tinha lido ainda, li no blog da Sheila antes.
    As duas últimas semanas foram a maior correria, há 15 dias que eu não lia os blogs!

  3. harryletterx bebe chá e diz:

    A última vez que fui ao cinema tem 2 semanas. Assisti o espanhol Inconscientes, que é deveras divertido.

    Acho que consegui me cadastrar nesse negócio…

  4. maite bebe chá e diz:

    Tbém respondi esse questionário… Qualquer hora passa no meu blog e vê como ficou bonito…

  5. Bibi bebe chá e diz:

    Sem problemas Dani. :)
    Quase ninguém respondeu dos dois memes que eu passei mesmo. Ainda que você escreveu! E quanto ao ficar sem ler blogs eu também já fiquei um tempo, mais de uma semana, não faço mais isso, nem que tenha que ler por cima a cada 3 dias pelo menos.

  6. Erwin Maack bebe chá e diz:

    Um filme para poucos, porque somos muitos.
    “Na realidade, todo leitor é, quando lê, o leitor de si mesmo”; assim como o espectador de um filme é, quando assiste, um espectador de si mesmo. Essa foi a primeira e principal idéia que se aproximou de mim ao ver o Punch-Drunk.
    Eu sou o Barry e você é a Lena.
    Como Barry eu cuido do meu negócio, não compreendo perfeitamente as coisas desse mundo, mas sei do essencial, tenho que acumular. Caso contrário, não conseguirei ser ouvido, (sem pagamento), ser considerado (sem riqueza) ou amar (sem cartão). Acumular o quê? Milhões de dólares ou de milhas. Não importa que eu não viaje, mas terei milhões e serei milionário, certo?
    Não consigo privacidade. Tudo e todos me vigiam. Só consigo conversar de minhas coisas mais íntimas através de um telefone, sem ver o rosto do interlocutor. Mas, espera um pouco, isso é “Paris Texas”; e minhas coisas mais íntimas não são questões de sexo. Eu estou de calças. Estamos em outro século.
    Pretendo ser diferente do outro (Barry Lyndon), quero ter um final melhor e para tanto ele que não conseguiu tocar o seu órgão, verá como conseguirei tocar o meu.
    “Harmonium” é algo que se toca com o tempo, afinal não tenho bons professores; mas ele fará com que encontre a harmonia, primeiro um toque, depois dois, enfim uma canção. Aquela que dará sentido a minha vida.
    Lena. (Posso falar um pouco de você?)
    Diferente entre as iguais. As irmãs têm uma noção de proximidade que permitem coisas impossíveis. As Fúrias falam através delas.
    Porém você parece diferente. Parece que está interessada em algo mais que arrumar um carro, a sua confiança em mim, sem ao menos me conhecer, deixando a chave do seu carro, talvez tenha sido a chave para compreender coisas maiores e melhores do que essa violência de um carro capotando sem nenhum sentido, numa rua deserta de “El pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles de Porziuncola”.
    Apesar de ser alguém apresentado por alguém, eu pretendo estabelecer um contato direto com você, sem intermediários. Terei que me esconder ainda, mas um pouco, pois afinal terei confiança (minha e a sua) para lhe dizer a verdade, toda a verdade: “ Quebrei aquele banheiro todinho.”
    Será que posso falar do filme?
    Rápido, intenso, ritmos alucinantes, correrias, com cores e fotografias que nos dão a idéia da violência que nos permeia seja verbal, física ou intelectual.
    Que assegura que o nosso ato mais íntimo – beijo – só é possível em público, num hotel que mais parece um saguão de aeroporto.
    Para quem gosta de Kafka e fica melancólico com a impossibilidade de se encontrar o responsável pelo castelo ou com o construtor da muralha da China, encontrará um alívio pelo fato de que você não acordou transformado num inseto.
    Infelizmente continuamos sem as respostas.
    NB. No caso da insistência dos sintomas procure um médico, de preferência psiquiatra, não um dentista.

Beba o chá e fale alguma coisa: