Coisas que me fazem sorrir
Fiz uma pausa para a beleza. Fazia algum tempo que eu não lia os meus blogs de “delícias” com artes, receitas, culinária e chá (claro). A beleza exige pausas, exige contemplação. Hoje está fazendo um lindo dia frio de sol em maio. Nada se compara com o azul do céu de um dia de maio. Acompanhado com uma xícara de chá.
Eu amo a modernidade globalizada que me permite tomar chá chinês branco lendo Roland Barthes e comendo cookies.

Eu quero recomendar uma leitura, um texto que foi publicado no Digestivo Cultural e que trouxe um sopro de frescor dentro dessa mesmice cultural rançosa que parecer ser um dos muitos males crônicos do país, O elogio da ignorância:
“Num momento em que se luta para que diferentes parcelas da população tenham acesso à universidade, em que as pessoas estão empenhadas em fazer pós-graduação, mestrado, cursos livres de cultura geral, em que todos reivindicam o direito de conhecer parcelas importantes do patrimônio cultural da humanidade, fazer o elogio da ignorância é um contra-senso. Contra-senso, por sinal, que só pode partir de dois tipos de pessoas: ou alguém da elite, que, por medo de concorrência, não quer que o contingente de pessoas cultas no país aumente; ou alguém que teve a possibilidade de adquirir um bom cabedal de cultura, mas, por preguiça ou desleixo, não o fez. Nenhum deles é bom conselheiro: não se pede para o rato opinar sobre as qualidades da ratoeira.”
Texto de Jaime Pinsky. Leiam, leiam.




May 13th, 2006 em 1:46 am
Adorei sua casa de chás. As cores, as imagens, as palavras. Vou assinar o RSS para voltar.
May 13th, 2006 em 8:54 am
Dani, muito boa coluna. Pra vc ver, eu estava pesquisando as bilheterias na Coréia do Sul em 2006, e sabe? Nove dos dez campeões de bilheteria são produções nacionais (de diferentes gêneros e qualidades)! Política protecionista, apoio governamental e um povo sem vergonha de sua cultura dão nisso…