Tuesday, January 6, 2009

Viagem no tempo

Sábado eu fui a Limeira dar uma palestra sobre cinema na Oficina Cultural Carlos Gomes. Eu vinha conversando por email e telefone com todo o pessoal da oficina há meses. Finalmente, o dia chegou. As pessoas da oficina são adoráveis. Eu tive um dia maravilhoso como há muito tempo eu não tinha.

Como muitos que bebem chá por aqui há alguns anos sabem, os últimos quatro anos foram muito complicados e tristes para mim. Se eu fosse definir, eu diria que sábado foi um desses dias especiais de encantamento que me tiraram por um período de tempo de dentro de uma imensa tristeza. Eu não viajei apenas para Limeira. Eu viajei no tempo. Foi como se o melhor período da minha vida de repente voltasse a acontecer. Eu tive a mesma sensação de dez anos atrás quando viajava e quando morei pela última vez no interior paulista. Quando o ônibus chegou a Limeira, era eu há dez, quinze anos, vivendo o interior ensolarado outra vez.

Por que São Paulo é tão cinza, úmida e gelada? Não sei. Mas isso explica a cidade ser tão triste, as pessoas serem tão infelizes e deprimidas por aqui. O sol do interior e o calor do sábado foram um pequeno oásis para mim.

No domingo eu me peguei pensando nisso e fiz questão de telefonar para meu irmão urso. Eu precisava contar para ele o encantamento do sábado, a felicidade que me inundou junto com o sol e calor de Limeira.

Essa semana eu me mudo de endereço. As coisas estão mudando na minha vida e eu estou novamente com esperanças, como as esperanças de Gabriel Garcia Marquez que corriam soltas pela casa fazendo algazarra.

2 Chás servidos em “Viagem no tempo”

  1. Jack Butler bebe chá e diz:

    Parabéns! Você vai ter o seu cantinho de novo! : )

  2. Rafael Fabrício bebe chá e diz:

    Dani, vai! (=

Beba o chá e fale alguma coisa: