Tuesday, January 6, 2009

Música e qualquer coisa

Estou ouvindo uma banda estranhíssima que está tocando uma pseudo-bossa-nova. Apenas uma coisa da bossa-nova o cantor captou com extrema precisão: ele está desafinando horrores.

Mr. C, eu tenho escutado Filter. Você gosta de Filter? Fiquei com a impressão de um Sisters of Mercy mais pesado. É meio weirdo.

A noite passada eu sonhei que morava nesse mesmo prédio onde eu moro, no sonho eu estava promovendo um jantar aqui em casa, numa mesa retangular comprida coberta de velas, com uma série de anões como convidados - não eram anões de histórias de fadas ou de Tolkien, eram pessoas pequenas. Por sinal, simpaticíssimos e falantes, eu me diverti muito.

Tem uma influência mezzo David Lynch mezzo Marilyn Manson nesse sonho.

Estou adorando esse novo tipo de sonho que tenho tido, onde o edifício se tornou uma locação de eventos surreais. Acredito que possa ser culpa do próximo roteiro que estou escrevendo, que se passa em um edifício, e que, para meu próprio assombro, está ficando muito melhor do que eu imaginava inicialmente - e extremamente autobiográfico. Bom, até hoje, tudo que eu escrevi eu fiz autobiográfico, mesmo quando eu disfarcei as coisas com simbolismos.

Estive ouvindo alguns MP3 do “Projeto Tapeworm” de pura curiosidade. Esse é um projeto que foi encabeçado por Trent Reznor durante DEZ anos e que não levou a lugar nenhum. O projeto foi cancelado, Trent deu uma entrevista dizendo que “não estava satisfeito” com a qualidade da música produzida e a única faixa “oficial” que jamais foi lançada é uma performance ao vivo do cantor do Tool/A Perfect Circle da música “Vacant”, que depois foi reformulada e gravada no album do A Perfect Circle com o nome de “Passive” - que é uma música bem legal ao estilo do A Perfect Circle.

Escutando essas faixas do “Tapeworm” dá pra entender perfeitamente o cancelamento do projeto. É muito, muito ruim. Acho que era impossível mesmo fazer um som que misturasse Nine Inch Nails, Pantera, Tool, A Perfect Circle, Danzig (!!), Smashing Pumpkins (!!!), Helmet e Curve.

12 Rounds é interessante. Bizarro, mas interessante.

Depois de escutar todas essas bizarrices, eu queria muito entender como e por quê o Smashing Pumpkins faz covers de Marilyn Manson, Cure, Pink Floyd, Depeche Mode, Joy Division, U2, Prodigy e Nirvana! É o fim do mundo da mistura, e os fãs que me perdoem, os covers são de fazer chorar, de tão ruins.

Tudo isso porque estou pensando e criando os três projetos que preciso entregar esse semestre na Belas Artes.

A professora de fotografia quer um ensaio - e pode ser em polaroid! Acho que finalmente farei o projeto das polaroids transfers que eu andava pensando em fazer.

O professor de animação quer um minuto de animação. Logo pensei em rotoscopia, mas pensei em uma segunda coisa que pode se tornar em uma animação muito divertida, uma Alice em stop-motion com os desenhos do Tenniel. A idéia me veio por causa daquele lindo trabalho fotográfico do Abelardo Morell e das animações da Joanna Woodward.

Já o meu professor de Poética da Imagem declarou essa semana que o trabalho do semestre poderá ser “qualquer coisa” que a gente quiser.

Oh, dear, qualquer coisa!!! QUALQUER COISA!

Que tal um “qualquer coisa” que misture Alice, pequenos animais peludos, Tilda Swanson impersonando o Anjo Gabriel, bules de chá, Mailyn Manson, Magritte e Duane Michals? Esse qualquer coisa foi o que cruzou a minha imaginação. Mágicas palavras poderosas. Qualquer coisa.

Now Listening: Marilyn Manson cover para Tainted Love do Soft Cell e o original Tainted Love do Soft Cell

2 Chás servidos em “Música e qualquer coisa”

  1. sandrapontes bebe chá e diz:

    Pena não fotografarmos sonhos. Este seu, dos pequenos amigos na mesa de jantar, seria perfeito para o “qualquer coisa”.

    Beijos.

  2. DaniCast bebe chá e diz:

    Ah, mas nós fotografamos sonhos, minha linda! Cham-se “cinema”. ;-)

Beba o chá e fale alguma coisa: