Wednesday, November 19, 2008

Chá marroquino

No Marrocos o chá é uma bebida tradicional de grande importância. O mais popular é o chá verde servido com hortelã (do tipo específico mentha viridis).

Existe um ritual tradicional marroquino para servir e beber chá com a família e convidados. Na sala onde o chá será servido, queima-se incenso. Os convidados sentam-se em almofadas e oferece-se uma vasilha com água perfumada com essência de laranja e pétalas de rosas para que as pessoas lavem as mãos. Coloca-se em um bule folhas de chá verde, hortelã e açúcar. Os ingredientes são colocados nessa ordem e a seguir cobertos de água fervente. O chá permanece em repouso até que o aroma da hortelã domine o ambiente e então é servido em finos copos de cristal decorados com folhas frescas de hortelã. O chá bem preparado deve ter uma coloração dourada clara e o sabor da hortelã não pode acobertar totalmente o sabor do chá verde. Para produzir uma camada de espuma, ergue-se o bule de chá a uma certa altura e derrama-se o chá nos copos. A tradição diz que quanto mais espuma, mais os visitantes são bem-vindos.

Chá de Hortelã

Veja mais modelos de copos de chá marroquinos aqui.

Outros sabores de chá são também apreciados no Marrocos, tendo sempre como base o chá verde, misturado com folhas de limão, talos de anis, flores de laranjeira, pau de canela. Assim como na Turquia, encontra-se facilmente vendedores ambulantes de chá nas ruas do Marrocos.

Vendedor de chá em rua do Marrocos

Tem uma pessoa tomando chá sozinha... em “Chá marroquino”

  1. Erwin Maack bebe chá e diz:

    Ficou gravada em mim uma imagem do Marrocos que a cerimônia do chá vem despertar e bem receber como o sinal da espuma bem alta. Um viajante que não conhece o árabe passeando pelo país descobriu que ao ficar no segundo andar das casas (elas não tem telhado) conseguia ouvir muito bem as conversas despertadas pelo toque do muezim e, apesar de não compreender o significado específico da conversa, conseguiu entender a amabilidade do povo, o conteúdo altamente musical das palavras e que isso tudo deixava à mostra o bem querer, o bem receber. Uma linguagem assim só pode ser emanada das maiores profundezas de um povo. Como o viajante era o Elias Canetti me convenci e e agora tenho a certeza de que é verdade.

Beba o chá e fale alguma coisa: