Friday, August 29, 2008

Amizade

Email enviado para mim por um grande amigo meu:

Amizade
Contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis porque um monge, um solitário pode não ser ruim e viver sem conhecer a amizade. Virtuosa porque os maus não adjungem mais que cúmplices. Os voluptuosos carreiam companheiros de devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos congregam partidários. O comum dos homens ociosos mantém relações. Os príncipes têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos. Cétego era cúmplice de Catilina. Mecenas era cortesão de Otávio. Mas Cícero era amigo de Ático.
Que estabelece esse convênio entre duas almas ternas e honestas? As obrigações são mais ou menos intensas consoante a sensibilidade de um e de outra e o número de serviços prestados, etc.
O entusiasmo da amizade foi mais forte entre gregos e árabes que entre nós. São admiráveis as histórias que teceram esses povos em torno deste sentimento. Não temos iguais. Somos em tudo um pouco secos.
A amizade era objeto de religião e legislação entre os gregos. Os tebanos tinham o regimento dos amantes. Magnífico regimento! Houve quem o tomasse por um regimento de sodomitas. Engano: seria tomar o acessório pelo essencial. A amizade era prescrita na Grécia pela lei e pela religião.
Voltaire.
Dicionário Filosófico.

Eu tenho os melhores amigos que uma pessoa poderia desejar.

Beba o chá e fale alguma coisa: