Friday, August 29, 2008

Todo o cansaço do mundo

A prima de minha mãe uma vez disse uma frase que meu irmão, minha mãe e eu jamais esquecemos:

“A preguiça é maior que o sonho”.

Estou descobrindo que o trabalho que um sonho dá é diretamente proporcional ao tamanho do sonho, dobre o trabalho se você não tiver dinheiro, triplique se você tiver caráter. Eu confesso que eu já imaginava que seria assim, ainda mais porque eu tenho, digamos, uma espécie de manual japonês de normas de conduta, com mil páginas imaginárias recheadas de regras que seguem um código de honra de um rigor que faria inveja a muito Senhor da Guerra - e uma conta bancária vazia, atualmente, aliás, negativa.

Não é a toa que a maioria das pessoas se contenta em apenas sonhar. Não é a toa que tanta gente acaba tendo que fazer terapia para compensar as frustrações. Sonhos dão trabalho, custam caro, cansam.

Se (e quando) eu conseguir terminar de transformar os sonhos atuais em realidade, eu prometo contar pra vocês que sabor, cor, aroma que tem um sonho grande concretizado.

E por favor, não se espantem se ao ver o sonho inteiro, real, materializado, eu estiver tão exausta que a única coisa que eu vou querer é dormir, dormir.

Sonhos materializados precisam ser soltos no mundo. Não vou segurar o meu sonho quando ele estiver vivo.

Enquanto isso, adivinhem o que estou ouvindo? Sim, ele mesmo, cantando:
What if everything around you, Isn’t quite as it seems?
What if all the world you think you know, Is an elaborate dream?
What if all the world’s inside of your head? Just creations of your own

Eu falo um inglês razoável, mas eu descobri que eu retraduzo. Retraduzir é um hábito meu constante, eu retraduzo letras de música, imagens que estou vendo, sub-texto de pessoas.

Adoro a sincronicidade que a minha vida caótica possui com a mecânica quântica.

Adoro Trent Reznor me questionando se realidade é apenas um sonho.

… e chove.

Beba o chá e fale alguma coisa: