Thursday, November 20, 2008

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No momento em que deputados e senadores enfrentam protestos por terem elevado para R$ 24,5 mil seus próprios salários - um aumento de 91%-, o Congresso votará nesta semana o Orçamento da União para o ano que vem, no qual há uma polêmica em torno de conceder ou não aumento de R$ 8 ao salário mínimo (de R$ 367 já garantidos para R$ 375). O aumento para R$ 375 desagrada ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, defensor de um reajuste para R$ 367. As centrais sindicais reivindicam elevação para R$ 420.

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A pressão popular contra o reajuste salarial de 91% para deputados e senadores não foi suficiente para fazer os parlamentares voltarem atrás na decisão de aumentar seus salários para R$ 24.500. Apesar de manter o aumento, Aldo reconheceu que o valor dos novos salários dos deputados e senadores é muito maior do que o da maioria dos salários recebidos pelos brasileiros. “Num país onde há tantas desigualdades, não há o que se comparar o que recebe um deputado, um procurador, com salário mínimo, o que seria uma disparidade.”

O reajuste vai ser concedido por ato conjunto das Mesas da Câmara e do Senado e não vai ser submetido à discussão nos plenários do Congresso. O aumento nos salários deve representar um gasto extra anual de ao menos R$ 1,66 bilhão aos cofres públicos –já que Estados e municípios seguem o aumento federal, no chamado “efeito cascata“.

Fonte: UOL.

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