Saturday, September 6, 2008

Flor e Cronópio

Para Brandizzi, que tão bem lembrou o conto mais poético de Julio Cortázar.

Um cronópio encontra uma flor solitária em meio ao campo. Primeiro pensa em arrancá-la, mas pensa que é uma crueldade inútil, se ajoelha perto dela e põe-se a brincar com a flor: acaricia as pétalas, assopra para que a flor dance, zumbe como uma abelha, aspira seu perfume e finalmente se aquieta, deita-se sob a flor e adormece, envolto em uma grande paz.
A flor pensa: “É como uma flor”.

- Julio Cortázar

O ser humano deveria pensar diariamente em ser mais Cronopio.

Beba o chá e fale alguma coisa: