Ladrões de sabonete
O título acima é de um filme sensacional, paródia do filme italiano “Ladrões de Bicicleta“. Em Ladrões de Sabonete o assunto é a mídia, onde a desenfreada comunicação de massas leva a consumo desenfreado.
Lembrei desse filme porque minha amiga Sandra foi virtualmente (e realmente) roubada. Um sujeito que se nomeia “Jeandro Cabral” (onde é que ele achou esse pseudônimo?) copiou e colou um texto da Sandra como se fosse dele.
Esse tipo de “roubo virtual de idéias” é uma coisa que acontece com bastante freqüência na internet. As pessoas querem elogios. São incapazes de escrever alguma coisa realmente boa. E pensam que não serão descobertas.
Estão totalmente enganados.
E assim, tem muita gente que está copiando trechos inteiros sem citação, plagiando, ou simplesmente usando textos de outras pessoas como se fossem os autores originais dos mesmos. O plágio e a cópia já se tornaram caso de polícia, pois tem gente até mesmo pagando pessoas para que “escritores fantasmas” escrevam monografias, dissertações e teses.
Todas essas pessoas estão sendo desmascaradas e estão tendo que responder processo por plágio, roubo de idéias e outros crimes.
Quem copia e quem rouba idéias perde mais do que quem é roubado, porque não é o verdadeiro autor, mostra que é incapaz de ter uma idéia nova e original. Ladrão autoral só faz “sucesso” uma vez e por muito pouco tempo. Sempre termina descoberto.
!Update!
Recado do Barba, um dos gerentes do blog Bar do Escritor, onde o rapaz Jeandro colou o texto da Sandra:
“ninguém sabia disso. sinceramente me decepicionei com ele. se preciso até ele será banido.
seu trabalho não será copiado, acredite. o dono do blog já foi avisado, não por orkut, mas por e-mail.outro membro da comunidade do Bar, já disse que é caso de expulsão mesmo
e já avisei a segunda pessoa que fica no comando.”
Recado do Jeandro no meu Orkut e no da Sandra:
jeandro:
Ouve um grande mal entendido. eu nao sabia que esse texto era de Sandra não copiei nada de seu blog. um amigo me deu esse texto dizendo que tinha pego na internet. e não me falou que não tinha nome de autor, então fiz uma montagem em cima do texto.
Mal-entendido? Que parte do “ele copiou um texto da internet que pertence a outra pessoa” que eu não entendi? Alguém faz um desenho pra mim, por favor?
E haja erro de ortografia, pontuação e conjugação verbal!
Vamos aguardar pra ver como essa história termina.
Stay tuned…
Update 2:
Comentário que eu deixei no blog onde o Jeandro postou o texto que ele plagiou da Sandra:
“Espero conseguir dar aqui uma opinião justa a ponderada. É esse meu objetivo.
Entendo que as pessoas que contribuem e as que gerenciam esse blog tenham ficado ofendidas com alguns dos comentários que as pessoas que correram em apoio à Sandra postaram: mas pensem, se alguém grita “pega ladrão, ele me roubou?” o que se pode esperar? Eu esperaria reações variadas, algumas mais calmas e outras nem tanto. E o ladrão, pode esperar que vai apanhar, de toda forma.
Realmente, o Jeandro andou se desculpando pelo Orkut e isso é uma atitude boa. Erro é erro, roubo de texto não é erro, é crime. Não importa de quem é o texto, o direito autoral é inalienável mesmo depois da morte do autor. O que se discute na lei do direito autoral é o direito PATRIMONIAL, ou seja, quem é herdeiro dos lucros advindos de uma obra e não quem é o autor. O autor jamais perde seus direitos. Sendo assim, não importa se o texto que o Jeandro plagiou era da Sandra ou de outra pessoa, o problema foi pegar um texto de outra pessoa, usar como modelo e não dar o devido crédito. Eu posso usar Shakespeare como base para um texto sem precisar pagar direito autoral e sem precisar pedir autorização a ninguém, Shakespeare é de domínio público, mas eu PRECISO citar que meu texto foi baseado num texto de Shakespeare, porque citar o autor é uma atitude no mínimo ética, mesmo em obras de domínio público.
Ou seja, o crime do Jeandro foi plágio de texto. Caso ele tenha mesmo recebido o texto através de outra pessoa, ele foi vítima de ingenuidade, mas ainda assim, deveria ter citado a outra pessoa como autora do texto original. Isso teria poupado muitos aborrecimentos à ele. Nunca usei texto de ninguém para fazer outro texto, mas ocasionalmente posto algum poema ou texto que não é meu no meu blog e SEMPRE CITO O AUTOR. Já me aconteceu de citar autor incorreto porque alguém me passou informação errada - os famos os textos de Clarice Lispector que não são dela - mas eu corrigi e pronto. Se o Jeandro tivesse feito isso, não teria tido nenhum problema.
Quanto à reputação do blog, ao menos para mim, não fez difereça nenhuma o evento. O blog é coletivo e em blogs coletivos essas coisas acontecem (por isso prefiro ter meu blog só pra mim), mas sim, terá que ser feito um gerenciamento de danos. O mais interessante, a meu ver, é assumir que ocorreu um problema e fazer um “termo de responsabilidade e modo de usar” com relação à publicação. Isso pode facilitar muito no futuro, deixando claro para futuros membros o que é que o coletivo pensa de plágios e citações não autorizadas.
Boa sorte pra vocês.”

March 22nd, 2007 em 2:17 am
Obrigada, amiga. Os donos do blog pediram desculpas no meu orkut… Tô arrasada, mas feliz por ver meus amigos comigo!!!
te amo!!!
beijos
March 22nd, 2007 em 2:28 am
[...] Roberta… Que também não deixou barato!!! Tuca, que acabou com o (sic) poeta!!! Dani… Que publicou aqui… Jujuba, meu anjo da guarda, que citou até código penal!!! (hhamm, só EU posso chamá-lo [...]
March 24th, 2007 em 11:10 am
Bem, sou o adm do site. O Jeandro foi expulso.
O assunto tá encerrado.
O Bar do Escritor continua como sempre foi: aberto, anárquivo e alcoolizado.
March 24th, 2007 em 3:49 pm
Para ser sincera, não era a favor da saída dele, nem voluntária, nem por expulsão. Teria sido melhor orientá-lo e repreender. Acho a expulsão desnecessária. É importante debater o ocorrido e informar as pessoas. Só assim esse tipo de problema não acontecerá mais.