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	<title>Comments on: Obsessão</title>
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	<description>"because madness is your special friend"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 03:08:44 +0000</pubDate>
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		<title>By: harryletterx</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/84#comment-155</link>
		<dc:creator>harryletterx</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2005 20:17:37 +0000</pubDate>
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		<description>We're just... Incomplete. E procuramos completude. De repente a gente pensa que ela está em algum lugar, mas algumas lacunas vão sempre existir.</description>
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		<title>By: Erwin Maack</title>
		<link>http://www.havesometea.net/MadTeaParty/archives/84#comment-151</link>
		<dc:creator>Erwin Maack</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2005 19:46:08 +0000</pubDate>
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		<description>De certa forma somos todos obsessivos. Os homens são mestres no gênero. Tenho a impressão que é uma condição habitual.
Queremos dar respostas imediatas para tudo. Parece haver uma necessidade premente de voltarmos ao repouso após pensarmos numa resposta rápida para uma pergunta inquietante.
Importante é responder. Não pensar.
Ou pensar o mínimo possível, como se  o cérebro fosse uma tela plana e tem uma vida útil máxima de cinco mil horas, após esse tempo ele fenece.
Mesmo não sendo assim, assim agimos. Assim ajo, quando estou com a guarda baixa.
Vivemos num regime de ansiedade absoluta. Não temos tempo, aparentemente, para nada. Se tivéssemos MÉTODO tudo iria melhor. Pensar é bom, é enlouquecedor; mas o resultado é ótimo, dá um barato enorme quando conseguimos resolver um problema. Apesar do fato da resposta ter uma vida útil pequena, por esse tempo viveremos felizes. 
Porém a anarquia do método impera, mostra que somos apenas obsessivos e não conseguimos classificar as coisas por uma ordem de prioridades. Desejamos demais. Podemos de menos.
Quanto às misérias humanas. Misérias anônimas.
Temos um componente mórbido terrível dentro de nós. Um bom alemão me aconselhou outro dia que, se não tivermos o cuidado de educar nossos sentimentos sempre seremos atraídos pelo esdrúxulo.
Correndo o risco de sermos taxados de elitista devemos cultivar nossos sentidos para que se vire o rosto cada vez que algo infeliz e soturno nos atrair.  Mas se atrair inexoravelmente, quem sabe conseguiremos ser mais tolerante com o diferente, menos crítico com o oposto e sensível com aquele que não tem ?
E se não formos elitistas e apenas românticos incorrigíveis ?
Melhor assim que sermos "Românticos de Cuba".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De certa forma somos todos obsessivos. Os homens são mestres no gênero. Tenho a impressão que é uma condição habitual.<br />
Queremos dar respostas imediatas para tudo. Parece haver uma necessidade premente de voltarmos ao repouso após pensarmos numa resposta rápida para uma pergunta inquietante.<br />
Importante é responder. Não pensar.<br />
Ou pensar o mínimo possível, como se  o cérebro fosse uma tela plana e tem uma vida útil máxima de cinco mil horas, após esse tempo ele fenece.<br />
Mesmo não sendo assim, assim agimos. Assim ajo, quando estou com a guarda baixa.<br />
Vivemos num regime de ansiedade absoluta. Não temos tempo, aparentemente, para nada. Se tivéssemos MÉTODO tudo iria melhor. Pensar é bom, é enlouquecedor; mas o resultado é ótimo, dá um barato enorme quando conseguimos resolver um problema. Apesar do fato da resposta ter uma vida útil pequena, por esse tempo viveremos felizes.<br />
Porém a anarquia do método impera, mostra que somos apenas obsessivos e não conseguimos classificar as coisas por uma ordem de prioridades. Desejamos demais. Podemos de menos.<br />
Quanto às misérias humanas. Misérias anônimas.<br />
Temos um componente mórbido terrível dentro de nós. Um bom alemão me aconselhou outro dia que, se não tivermos o cuidado de educar nossos sentimentos sempre seremos atraídos pelo esdrúxulo.<br />
Correndo o risco de sermos taxados de elitista devemos cultivar nossos sentidos para que se vire o rosto cada vez que algo infeliz e soturno nos atrair.  Mas se atrair inexoravelmente, quem sabe conseguiremos ser mais tolerante com o diferente, menos crítico com o oposto e sensível com aquele que não tem ?<br />
E se não formos elitistas e apenas românticos incorrigíveis ?<br />
Melhor assim que sermos &#8220;Românticos de Cuba&#8221;.</p>
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