Fireflies
Wednesday, September 17th, 2008

Tem coisas lindas dentro da minha cabeça.
Talvez um dia eu consiga convidá-los a conhecer mais desse universo.
=> SONHO DE CESARE
O que Cesare sonhou enquanto o Dr. Caligari o hipnotizava? Direção: Daniela Castilho.
Estréia: Sexta-feira (13/Jun) – 24h30
Reprises:
Sábado (14) – 7h
Domingo (15) – 1h e 21h30
Segunda (16) – 23h
Terça (17) – 6h30
Quinta (19) – 5h
TV CÂMARA pela Internet:www.tv.camara.gov.br
A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14 da NET (no DF), 28 da Sky Net, 16 da TECSat, 235 da Direct TV, 67 da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País.
Seguem os dias e locais que meus filmes serão exibidos na MFL2008:
Art of Noise:
* Dia 24-02-2008
* 18:00 – Pílulas (Sala de Cinema – CCBB)
* Dia 08-03-2008
* 17:00 – Pílulas (Sala de Vídeo – CCBB)
Sideshow:
* Dia 24-02-2008
* 18:00 – Pílulas (Sala de Cinema – CCBB)
* Dia 08-03-2008
* 17:00 – Pílulas (Sala de Vídeo – CCBB)
Dies Irae
* Dia 24-02-2008
* 18:00 – Pílulas (Sala de Cinema – CCBB)
* Dia 08-03-2008
* 17:00 – Pílulas (Sala de Vídeo – CCBB)
Importante: É na cidade do Rio de Janeiro.
A MFL 2008 selecionou, dos 691 inscritos, 220 filmes, entre curtas, médias e longas de todos os formatos, gêneros e feitos em qualquer época. A curadoria, feita por Christian Caselli, Francisco Serra, Guilherme Whitaker e Poliana Paiva, assistiu a todos os filmes em 45 dias, definindo os que têm mais a ver com o conceito de filme livre e os filmes que serão indicados aos prêmios. Em breve a lista dos indicados.
Os seguintes filmes foram selecionados para a Mostra do Filme Livre:
- Art of Noise
- Dies Irae
- Sideshow
Três filmes. Emplaquei TRÊS FILMES NA MOSTRA DO FILME LIVRE DO RIO!!!
YEAH.
Lista completa aqui.
de 11 a 16 de dezembro
Programação completa: site da Mostra do Audiovisual Paulista
O meu videodocumentário poético “SIDESHOW” será foi exibido na Mostra, no dia 13 de dezembro, na Cinemateca, às 16 horas na Sala Petrobrás. Estou muito contente do filme ter sido convidado!
Vejam aqui a página do filme no site da Mostra.
Edit: olha só o catálogo, que lindo. Peguei ontem, na Cinemateca.

Finalmente consegui alguns minutos de pausa, vou contar como está sendo (ainda não acabou) a minha semana cinematográfica.
Comecemos por Uberlândia. A cidade é linda, o calor foi uma delícia! As pessoas, gentilíssimas. A Mostra estava sendo muito bem sucedida, até onde eu participei – ainda não acabou, estava apenas começando, quando eu cheguei, minha palestra foi no dia da abertura. A organização foi ótima.
Descobri em Uberlândia uma pessoa que já conhecia, mas apenas por internet: o Cabral, do Ruminante. Ganhei dele uma caixa com o curriculum dele, num formato inusitado, lúdico, uma caixa cheia de folhas e DVDs que eu desmontei no dia que cheguei. Esse menino é talentoso. De fato, além da imensa gentileza, talento foi o que eu mais encontrei em Uberlândia. Ganhei muitos DVDs, as pessoas se prepararam, cada um que conheci e com quem conversei me deu um DVD com sua obra. Agora preciso de um dia de sossego para assistir todos.
Numa das aulas da oficina, apresentei Romanek para o pessoal que participou. É, eu sou corajosa, o vídeo é polêmico – mas faz parte do acervo permanente do MOMA. Eu nunca sei qual vai ser a reação da platéia ao assistir algo assim, mas eu sempre corro o risco. Ao final da oficina, uma menina, que estava quietinha mas com olhos brilhantes (eu não enxergo, mas presto atenção), veio me agradecer pela oficina e disse que as minhas duas aulas (foram só duas!) abriram e iluminaram a cabeça dela. É isso que faz minha vida valer a pena.
Na terça-feira a Su me ligou, a Mia deu um baita susto nela, se escondeu e a Su não a econtrava. A Su ficou nervosíssima, achando que a Mia tinha fugido. Ela e a faxineira revistaram a casa toda e finalmente acharam a Mia, quietinha, dentro da gaveta debaixo da pia da cozinha. Diz que a Mia saiu com uma cara de “mas o que foi, por que tanta preocupação?”
Mia querida, odiou ficar quatro dias em um lugar estranho. Ficou em estado de choque ao me ver ontem, achou que eu tinha abandonado ela. Meu estômago doeu, é tão difícil fazer eles entenderem que você vai voltar. Ela ficou aliviadíssima de voltar para a casa dela. Está grudada em mim desde ontem de manhã, me enchendo de carinho, dormiu comigo, me acordou daquele jeitinho dela, esfregando a carinha preta na minha mão, pedindo carinho. Animais são assim, você faz alguma coisa que os magoa intensamente, mesmo que nem fosse essa intenção, eles perdoam instantaneamente e continuam amando você. Devíamos todos aprender mais com eles.
Fiquei hospedada num hotel excelente. O quarto era maior que meu apartamento inteiro. A colcha da cama era belíssima, tirei fotos.

Eu e meu amor por texturas e tecidos.
O chuveiro era um show, jato de água forte, mas me deixou na mão justo na noite que eu voltei para o hotel às 4 da manhã, depois de uma noitada de conversas sobre cinema: não tinha água quente para combater as dores da minha “Doença dos Escribas” (uma vida diante de um computador escrevendo tem seu preço). Tinha HBO e Cinemax, assisti o lindo filme indiano The Warrior e o surpreendente brasileiro Jogo Subterrâneo. Café da manhã magnífico, tomei coalhada com salada de frutas com pão de queijo todos os dias. E a Iara tomou o cuidado de conseguir um restaurante patrocinador para que eu tivesse opções vegetarianas, porque, como todo mundo aqui sabe, eu não como mamíferos.
Esse assunto, aliás, gerou um debate interessante e me levou a um resumo ainda mais interessante, graças à troca de idéias com dois jovens que participaram da oficina, o Rafael e o Diogo: eu não como carne porque não consigo comer alguma coisa que olhe para mim com uma intensidade praticamente humana.
Já olharam nos olhos dos animais? A expressividade e a emoção são humanas. Como o ser humano consegue abater um animal, esquartejá-lo e comer? A humanidade já deveria ter superado esse barbarismo. Não é possível que não exista uma forma melhor de fazer isso ou, melhor ainda, abandonar essa prática completamente. A Iara me recomendou um filme sobre o assunto, mas foram dias de hiper-informação, preciso perguntar pra ela novamente que filme era.
A palestra que dei no auditório da prefeitura depois de uma pequena maratona atendendo a imprensa foi surpreendente até para mim. Passei alguns filmes da série Portmanteau e fiquei emocionada em ver Dies Irae em tela grande com o som stereo da sala de projeção. Não tinha ainda tido essa oportunidade. Eu sou uma pessoa extremamente técnica, sabia que a imagem funcionaria bem e sabia o que tinha feito no áudio, mas não estava preparada para o impacto. Aquele Mozart editado, com ecos e ressonâncias e inversões ficou sublime alto e espalhado pela sala. Fiquei emocionadíssima, quando terminou, voltei ao palco, falei “meu pai teria ficado orgulhoso” (o vídeo é dedicado ao Maestro Carlos Castilho, meu pai) e chorei. A Iara confessou que também chorou de emoção. E aí me dei conta de que eu nem preciso fazer o documentário que quero fazer sobre meu pai, se eu não conseguir produzir esse documentário (é tão difícil!) não ficarei decepcionada. Eu já fiz uma homenagem maior a meu pai, grande parte do que eu sou, é obra dele. A minha obra, indiretamente, é fruto dele também. Conscientizar e sentir isso foi realmente impactante.
E aí, ontem, depois de mais nove horas de estrada e resgatar a Mia (a Su é um amor, essa convivência envolvendo as gatas nos aproximou de forma muito especial) e depois de fazer telefonemas (quanto trabalho, quanto trabalho) fui, atrasada, para a cinemateca ver “Sideshow” na mostra.
Entrei na sala Petrobrás achando que tinha perdido o filme. Tudo escuro, tem escada, difícil pra mim. Alguém (vi o rosto no escuro apenas de relance) que obviamente me conhecia, me esticou a mão e me conduziu em segurança a uma cadeira. Ah, e era justo quem? O Rogério, ex-aluno e ex-assistente de arte. A vida tem perfeições que a gente não imagina.
O filme perdeu o R de Red. Era só B e G, de blue e green. O mais interessante é que ficou interessante. Só o projetor digital e o DVD sabem que diabos aconteceu pro R ser engolido daquela maneira, mas ficou interessante. Agora vou suar a camisa pra conseguir repetir aquilo por aqui e fazer uma nova versão. Ficou com uma cara fauvista, me lembrou a paleta do Franz Marc. Foi um daqueles lindos acidentes, do tipo que David Lynch menciona que gosta que aconteçam em seus filmes. Ainda não sei como transformar o vídeo naquela paleta, mas vou tentar.
O meu filme estava muito bem acompanhado. Vocês precisam assistir “Zero Grau”, de Ricardo Seco e Nele Azevedo e “Zumbis”, de Gustavo Chiappetta e Lívia Rojas. Excelentes.
Por agora é só, eu tenho muito que correr esses dias. Tem uma pilha de emails não respondidos me esperando e amanhã termina a turma de dezembro de direção de arte. A turma de férias de janeiro já está quase cheia e eu ainda tenho o curso de fotografia que estou escrevendo, e para terminar, a minha “doença dos escribas” está atacadíssima essa semana. Meu reino por um quiropata.
Deixo vocês com uma pérola do DVD And All That Could Have Been, do NIN, com vídeo do Bill Viola.

A TV Câmara irá exibir dois dos meus curtas da série “Portmanteau”:
“Sideshow”
Estréia: Sexta-feira (05/10) – 23h
Reprises: Sábado (06/10) – 24h; Domingo (07/10) – 2h30; Segunda (08/10) – 23h e Quinta (11/10) – 5h
“Moving Pictures”
Estréia: Sábado (06/10) – 7h
Reprises: Domingo (07/10) – 12h30 e 21h30 e Terça (09/10) – 6h30
TV CÂMARA pela Internet: www.tv.camara.gov.br
MATRÍCULAS ABERTAS.
Direção de Arte em Cinema, Módulos I e II, saiba mais aqui.
Curso “A Moda no Cinema”, saiba mais aqui.
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Corre, porque acaba rápido. Estou na capa do Overmundo. Quem puder votar, agradeço.
Era uma vez um trio de irmãos sims chamados Simbecis (pra quem nunca ouviu falar, existe um jogo feito pela Maxis que já vendeu mais de 30 milhões de cópias em 17 países chamado The Sims, é o jogo para PC mais vendido da história dos jogos eletrônicos).

Eles nasceram em meados de 2001 porque eu não sabia como criar e alimentar sims. Os Simbecis foram a primeira família de sims que eu tentei criar que sobreviveu a todos os desastres que podem acontecer aos sims (e que acontecem, acreditem). Desde que surgiram, suas histórias já foram lidas por mais de 60 mil pessoas em dois endereços diferentes, aqui e aqui. Eu tinha aposentado o trio em 2003 e não atualizei mais esses sites. Todos acharam que era o fim dos Simbecis, inclusive eu.
Eles voltaram. Versão The Sims 2. Mais acidentados, mais simbecis e mais engraçados.

Faz uma semana que os Simbecis 2 estão no ar. Nos últimos três dias, a audiência deles já superou a do chá, que, acreditem, possui números de audiência bastante impressionantes.
Dêem uma passadinha no endereço dos Simbecis 2 e leiam. Depois voltem pra me contar o que acharam deles.
E boas vindas aos novos bebedores de chá, que tenho visto carinhas novas aqui entre os frequentadores. Não desligue, sua ligação é muito importante para nós.
Nota: Por favor, quem puder divulgar meu curso de Direção de Arte em Cinema e o curso A moda no Cinema, que será ministrado pela minha irmã, eu agradecerei imensamente eternamente, incluirei nas minhas orações diárias pedindo todas as bençãos do mundo e dedicarei muitos chás.

Próxima sexta-feira, dia 01 de junho, no programa Curtas na TV, às 22:00, na TV Câmara, será exibido meu curta “Dies Irae”.
Assista “Dies Irae” no site da TV Câmara
A exibição dos outros curtas da série “Portmanteau” está confirmada, eu aviso quando souber quando serão exibidos. Alguns deles estão postados na minha página do Youtube.