Alguns blogs agora vem com diversão extra: add non-sense. Eu sei que não é pra ser non-sense, que a idéia é fazer propaganda de coisas compráveis e ganhar um trocado. Mas nada em informática é perfeito, ainda mais geradores automáticos, que “pescam” as palavras aparentemente aleatoriamente, para gerar as buscas de produtos.
Alguns são engraçadíssimos só de ler, embora as buscas não retornem nada, infelizmente.
Por exemplo:
Compare Preços: segredos cozinha vaticano, papa, visita, so tem, palmito
Compare Preços: almirante, autobiografia, crise identidade, orelhas, ideia
Compare Preços: porteiro, dono, coisa, apartamento, dando, amigos
Compare Preços: bono, tinha, coisa, rio janeiro, feliz aniversario
Outros retornam coisas inusitadas que eu não compraria (embora eu saiba que tem louco pra tudo) mas que garantem boas risadas:
Compare Preços: nariz, plástica, conteúdo, blog, site
Achei tão ótimo que fiquei com inveja, queria colocar isso aqui no chá pra divertir os meus queridos bebedores de chá. Se alguém souber me dizer como coloco isso por aqui, me avise. Vou ver se descubro.
“We believe that as people living
in the United States it is our
responsibility to resist the injustices
done by our government,
in our names
Not in our name
will you wage endless war
there can be no more deaths
no more transfusions
of blood for oil
Not in our name
will you invade countries
bomb civilians, kill more children
letting history take its course
over the graves of the nameless
Not in our name
will you erode the very freedoms
you have claimed to fight for
Not by our hands
will we supply weapons and funding
for the annihilation of families
on foreign soil
Not by our mouths
will we let fear silence us
Not by our hearts
will we allow whole peoples
or countries to be deemed evil
Not by our will
and Not in our name
We pledge resistance
We pledge alliance with those
who have come under attack
for voicing opposition to the war
or for their religion or ethnicity
We pledge to make common cause
with the people of the world
to bring about justice,
freedom and peace
Another world is possible
and we pledge to make it real.”
“Acreditamos que como povo que vive
Nos Estados Unidos é
Nossa responsabilidade resistir às injustiças
Levadas a cabo pelo nosso governo
Em nosso nome
Não é em nosso nome
Que vais fazer interminável guerra
Não pode haver mais mortes
Não pode haver mais transfusões de sangue por petróleo
Não é em nosso nome
Que irás invadir países, bombardear civis, matar mais crianças
Deixar a história seguir o seu rumo
Sobre as sepulturas dos sem nome
Não é em nosso nome
que acabarás com as mesmas liberdades
pelas quais afirmas estar a lutar
Não é pelas nossa mãos
que forneceremos armas e fundos
para a aniquilação de famílias em solo estrangeiro
Pelas nossa bocas
não deixaremos o medo silenciar-nos
Pelos nossos corações
não deixaremos que pessoas
ou países inteiros sejam condenados ao mal
Não é pela nossa vontade
nem em nosso nome
Prometemos resistência
Prometemos uma aliança com aqueles
que estão a ser atacados
Por erguer vozes contra a guerra
ou pela sua religião ou etnia
Prometemos fazer causa comum
Com o povo de todos o mundo
Na persecução da justiça
Da liberdade e da paz
Outro mundo é possível
E nós prometemos torna-lo real”
Art is Resistance.
Muitas pessoas no Brasil pensam que todos os estadunidenses apóiam a guerra e que todos os estadunidenses são alienados e ricos (como, por exemplo, Paris Hilton, que foi presa por violar a condicional de uma pena que recebeu por dirigir embriagada).
Não, não são.
Em todos os lugares existem pessoas que não concordam com o que os governos fazem, mesmo quando esses governos são eleitos pela maioria. Os Estados Unidos não são excessão, como tinha sido demonstrado no site “Sorry Everybody” criado para pedir desculpas ao mundo pela reeleição de Bush e que continua ativo, com mais de 800 páginas de pessoas segurando sinais com pedidos de desculpas escritos.
Quem nunca assistiu a série e puder assistir: assista que vale a pena.
Sobre a série:
Doctor Who é uma série de ficção científica britânica produzida e transmitida pela rede de TV BBC entre 1963 e 1989. Nela, um misterioso viajante do tempo conhecido apenas como “O Doutor”, explora o tempo e o espaço na companhia de amigos, combatendo uma série de inimigos.
O pior e maior deles eram os Daleks, criaturas alienígenas cujo único propósito era exterminar outras formas de vida e que possuíam uma espécie de armadura cheia de armamentos e funcionalidades para tornar seu trabalho de extermínio mais eficiente.
Em 2005 a série ganhou uma nova versão protagonizada pelo ator Christopher Eccleston (temporada 2005/2006). Atualmente David Tennant interpreta o “Doctor Who”(Temporada 2006/2007) e tem uma nova assistente, a médica Martha Jones.
No Brasil a série “Dr. Who” é apresentada pelo canal a cabo “People & Arts” (P&A)
Leio um comentário de um blogueiro mau-humorado expressando a velha reclamação da mídia tradicional sobre a “incontrolabilidade” dos usuários em comunidades online, esquecendo de comentar também que a comunidade se auto-controla. (prefiro nem linkar o tal blog).
O blogueiro teve um surto reacionário de “mídia tradidional”, falando de apenas um lado da questão - o que interessa à mídia tradicional - com o argumento velho e batido que se usa para justificar que currais de informação e controle de infomação são bons, porque fazem bem às pessoas, e de que a internet é muito incontrolável, por isso está cheia de contravenções e conteúdos impróprios.
Isso não é verdade, mas uma distorção da verdade em prol de um pensamento controlador, retrógrado, reacionário, censor e paternalista onde um BigBrother todo poderoso existe para “proteger” as pessoas, coitadinhas, que não sabem escolher o que é melhor para elas.
O Cris Dias, como sempre, escreveu um artigo muito lúcido sobre o que ressucitou esse antigo debate: os números que permitem que se destrave o código encriptados dos novos DVD-HD, “quebrando” a proteção dos DVDs e permitindo cópias.
O Cris cita ainda em seu artigo um comentário do Paulo Henrique Amorim, “user content is loser content”, que reforça a antiga noção paternalista de que “os editores sabem melhor decidir conteúdo”. Pô, Paulo, que mancada. Você também, como o blogueiro que prefiro não citar, teve um surto reacionário.
Se vão mesmo processar o Digg, ainda não sei, mas se processarem irão cometer um erro que só vai aumentar o movimento em prol de espalhar o “código proibido” e aumentar o movimento em prol do Digg, porque quando a comunidade online quer, uma informação é replicada às raias do infinito e servidores são até mesmo derrubados, como no caso da Cica, lembram?
A comunidade online tem condições de fazer auto-gestão e auto-seleção do que quer ou não combater e do que quer ou não que seja perpetuado. Como mais um exemplo, vejam o caso da pedofilia no Orkut onde um perfil de pedófilo foi denunciado por mais de cem mil pessoas.
A reclamação real por trás do caso do Diggcitado pelo Cris e no tal blog do usuário inconformado com o caos da internet é o que a mídia tradicional faz: que o “controle da informação” mudou de mãos, ao invés de pertencer aos todo-poderosos editores e programadores de conteúdo, passou a pertencerà audiência. Claro, isso aumenta a democracia, aumenta o acesso à informação e faz cair as vendas de jornal e o poder da mídia tradicional.
Por isso eu digo sempre: longa vida à incontrolável internet.
A série sempre abria com uma morte - porque os protagonistas eram proprietários de uma casa funerária. Algumas dessas mortes eram, no mínimo, de um humor negro além da imaginação.
Através de um email de um amigo, descubro que existe um lindo projeto chamado “Drawball“.
Não é fácil. Você precisa resolver alguns quebra-cabeças e criar um estoque de tinta antes de começar a desenhar. E muitas pessoas vandalizam o seu desenho, uma vez que, de acordo com a complexidade do que você tenha decidido criar, várias sessões serão necessárias. Mas o pessoal responsável pelo website sabe reconhecer o desafio e premiar devidamente os que se decidem a criar algo belo dentro da “bola de desenho”.
- Drawball: link Principal do site
- Playback da Drawbal: um ano com 40 horas por segundo (animado)
- Hall of fame: os mais lindos desenhos já feitos na Drawball, clique no desenho para ver passo a passo como foi feito. O autor desse lindo dragão teve que enfrentar vários vandalismos, já o autor desse gatinho, pôde trabalhar sossegado e ainda recebeu um elogio.
Nunca tive a chance de assistir a última temporada até o fim. Essa é uma das minhas séries favoritas, pela complexidade, seriedade, pelo desafio de falar de assuntos que são considerados tabus na sociedade ocidental, homossexualismo, drogas, insanidade, assassinatos e, especialmente, o final da vida. É uma linda série de TV, muito melhor que muitos filmes longa-metragem.
Adoro como algumas coisas somem e reaparecem (na internet) como se fosse a maior novidade do mundo. Uma delas, enviada pela minha amiga Sandra, que tem sido vítima de plagiadores e ladrões virtuais, seria risível se não fosse trágica: o artigo sobre código de conduta para blogs publicado no Globo.
Seria risível pelo repeteco e a falta de ineditismo na notícia (old news, very old news): os trolls sempre existiram, só acharam mais um espaço pra se manifestar. Se você clicar ali no termo “troll” (o link aqui é da wiki em português) vai ver que eu linkei um artigo da wikipedia que diz que eles apareceram pela primeira vez na Usenet nos anos 80. O assunto perde a graça e se torna trágico quando paramos para pensar que mesmo depois de mais de dez anos de internet no Brasil as pessoas ainda não aprenderam a usar a internet direito e muita gente se comporta como verdadeiros delinqüentes virtuais (o que faz com que o assunto volta e meia retorne às notícias).
Já há alguns anos, o blogueiro é responsável pelo lixo em seu quintal, ou seja, comentários ofensivos ou que violem alguma lei. Só que parece que ainda tem gente que não sabe disso. Pois vamos refrescar a memória: o Imprensa Marrom foi tirado do ar em 2004por causa de um comentário postado lá. História velha. Foi por causa desse acontecimento, inclusive, que o chá aqui passou a exigir registro prévio, identificação ou no mínimo aprovação para qualquer coisa que seja comentado aqui por outras pessoas que não eu. A Casa de Chá está no ar há 4 anos sem maiores incidentes por causa disso. Se alguém for tentar me tirar do ar, que seja por causa das coisas que eu falo e não por causa de alguém que postou alguma coisa em alguma página lá nos arquivos e que eu nem tenha visto - que foi o que aconteceu com o Gravataí Merengue.
As pessoas precisam saber mais sobre internet e se informar melhor.
Primeiro, como eu digo desde 2004, o chá é meu, eu pago o servidor e me reservo o direito de selecionar comentários. É um espaço privado, tem dono, embora esteja publicado na rede. Não é porque está na rede que não tem dono - embora exista muita gente que pensa que sim.
Segundo, ninguém, absolutamente NINGUÉM é completamente anônimo na internet. Você está conectado a um servidor, tem número de IP e com um mandado judicial na mão (ou com alguns cookies bem configurados, mas isso é outra história), qualquer um pode achar você.
Comporte-se.
Leiam no blog do Gilberto, o código de conduta do blogueiro, proposto pelo Tim O’Reilly, que foi o primeiro lugar onde li a respeito. Tim é um sujeito educado. Eu teria chamado isso de “código de auto-proteção do blogueiro”, isso sim.
E pra aproveitar o chá, vou citar aqui algo que acho mais que perfeito, os “dez mandamentos do blogueiro”, adaptados dos “dez mandamentos” de foruns, jogos online, etc, para a blogsfera pelo site AnonymousCoworker:
1. Thou shall not be a mommyblogger (being a mother who blogs is acceptable)
2. Thou shall not comment anonymously
3. Thou shall not be a catblogger
4. The media shall not use the phrase “weblog or blog”
5. Thou shall not be offended by a blog, thou shall simply move on to a new page
6. Thou shall not lurk
7. Thou shall not feed the trolls
8. Thou shalt comment
9. No stealing the work of others and passing it off as your own
10. Thou shalt link back
Traduzindo:
1. Não serás uma mamãe-blogueira (ser uma mãe com um blog é aceitável; “mommybloggers” são aquelas que criam blogs para ficar falando de seu bebê, o que ele comeu hoje, que nasceu o primeiro dentinho, que ele sorriu, etc…)
2. Não comentarás anonimamente
3. Não serás um blogueiro que só fala de gatos (”catblogger”, mesma coisa que a “mommyblogger”, só que o “bebê” é o gato)
4. A mídia não deverá usar a frase “weblog ou blog”
5. Não se sentirás ofendido por um blog, simplesmente irás para outro site
6. Não ficarás apenas lendo em silêncio
7. Não alimentarás os trolls
8. Deverás comentar
9. Não roubarás trabalhos dos outros e passar adiante como se fosse seu
10. Linkarás de volta
A Nana, minha querida amiga baiana arretada que agora está refugiada na terra da garoa, tem um programa de rádio online que vai ao ar às sextas-feiras, chamado “Feel the Poison!“. É uma mistura de tudo que você puder imaginar. O programa de hoje, que está no ar, é dedicado a “explicar o que é rockabilly pro Paulinho”. É só abrir o site, o windows media player aciona sozinho.
“Hoje, com as idéias mais ajustadas, posso definir com mais precisão o que tenho entendido por cultura das mídias. Ela não se confunde nem com a cultura de massas, de um lado, nem com a cultura virtual ou cibercultura de outro. É, isto sim, uma cultura intermediária, situada entre ambas. Quer dizer, a cultura virtual não brotou diretamente da cultura de massas, mas foi sendo semeada por processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais a que chamo de ‘cultura das mídias’. Esses processos são distintos da lógica massiva e vieram fertilizando gradativamente o terreno sociocultural para o surgimento da cultura virtual ora em curso.” - Lucia Santaella
Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano
“O massacre na universidade Virginia Tech permite vislumbrar o futuro da midia, escreve Dan Gillmor, um dos pioneiros do movimento do jornalismo colaborativo. Alem das imagens gravadas com cameras de celular, uma serie de outras midias - redes sociais, blogs, email - estavam em uso por pessoas direta ou indiretamente envolvidas. “As palavras dos alunos eram pungentes” - diz. “Elas eram direto da fonte, nao passadas pelo funil da midia tradicional, o que teria acontecido num passado nao muito distante” - analisa. A midia democratizada, que coloca na mao de qualquer um ferramentas para criar e distribuir, altera a maneira como eventos como esse entram para historia. “Costumavamos dizer que os jornalistas escreviam o 1o rascunho da historia. Nao, nao é mais assim” - avalia. “As pessoas que estao nesses eventos é que escrevem o 1o rascunho”. Leia a integra, em inglês, aqui.”