Friday, May 9, 2008

'Digital Manifesto'

Dominada

Wednesday, February 27th, 2008

Fui completamente conquistada por esses filhotes da Matrix.

Por que ninguém me mostrou isso antes? Eu quero jogar isso. E o que é esse ruivinho? Agora entendi por que as minhas amigas todas (da minha idade, veja bem) babam por ele, aliás tenho que agradecer à elas porque eu fui atrás do jogo justamente pra enteder o motivo da babação da turma das “loucas por um pixel” (da qual eu, obviamente, faço parte).

Thriller

Tuesday, February 26th, 2008

Eu quero um marido bonito que nem esse e com esse senso de humor de tocar e dançar Thriller no dia do nosso casamento. Morri de inveja.

Link.

icanhascheezburger

Monday, February 25th, 2008

Igual a Mia.

Humorous Pictures
icanhascheezburger

Confira a programação do MFL2008

Sunday, February 17th, 2008

Seguem os dias e locais que meus filmes serão exibidos na MFL2008:

Art of Noise:
* Dia 24-02-2008
* 18:00 - Pílulas (Sala de Cinema - CCBB)
* Dia 08-03-2008
* 17:00 - Pílulas (Sala de Vídeo - CCBB)

Sideshow:
* Dia 24-02-2008
* 18:00 - Pílulas (Sala de Cinema - CCBB)
* Dia 08-03-2008
* 17:00 - Pílulas (Sala de Vídeo - CCBB)

Dies Irae
* Dia 24-02-2008
* 18:00 - Pílulas (Sala de Cinema - CCBB)
* Dia 08-03-2008
* 17:00 - Pílulas (Sala de Vídeo - CCBB)

Importante: É na cidade do Rio de Janeiro.

Time stops at Grand Central

Saturday, February 2nd, 2008

Sensacional.

Ovo Derramado

Thursday, January 17th, 2008

O Rafael agora mora aqui.

Esse menino me enche de orgulho.

Vírus no Orkut

Wednesday, December 19th, 2007

Definição de vírus: vírus é um pequeno programa cuja principal função é se multiplicar. Às vezes os vírus são danosos, às vezes não. Nem sempre um vírus de computador tem função de prejudicar o próprio computador.

A Angel me mandou um email, o Orkut teve um ataque viral. O vírus era interessante, a principal função dele era se multiplicar pelo próprio Orkut. O Inagaki escreveu um artigo detalhado sobre o assunto.

Há anos eu uso Firefox e recomendo o uso a todo mundo. O Internet Explorer é muito vulnerável a esses tipos de ataques. O Firefox não é. O Firefox, além das configurações habituais dele, possui complementos que aumentam a segurança. Eu uso um bloqueador de po-ups e um bloqueador de propagandas. Uso também um firewall, o ZoneAlarm, que recomendo para todo mundo.

Não peguei o vírus do Orkut, só soube dele porque a Angel me avisou. Segurança de rede é isso, é se cercar de ferramentas que evitem os problemas para você.

A poesia concreta vem em spams

Tuesday, December 18th, 2007

Olha só esse email que eu recebi, spam pra comprar alguma coisa, acho que é Viagra.

AnnieErectileorganProdigious
MonolithicPhallusVernon

Vai um falo monolítico para alguém aí na platéia?

Response to “Louis Lambert”

Tuesday, December 18th, 2007

Antes de ler, clique aqui e ouça no volume máximo. O que vocês vão ler abaixo é uma resposta para isso aqui. Primeiro achei que a culpa não era minha de aparecer “response to” quando alguém comenta no Non Liquet, depois lembrei que fui eu que instalei o blog, logo, mea culpa, mea maxima culpa.


Na minha recente viagem, eu fiz uma descoberta. Eu passei por uma espécie de epifania (adoro essa palavra, embora até hoje eu não esteja certa do significado, mesmo acreditando ter encontrado uma) e agora estou complicada em explicar isso. Como a gente explica uma iluminação que recebeu, em palavras? Como estudiosa de semiótica e artista visual, me é complicado usar palavras. Sempre fico com a impressão de que elas são enganadoras e imprecisas, enquanto imagens são precisas, são amplas, transmitem tudo e mais alguma coisa. Esses dias me disseram que eu preciso fazer um livro. Talvez eu tivesse ignorado o conselho (ou sugestão) se a mesma tivesse vindo de outra pessoa, mas veio de alguém que eu adoro olhar e que me deu um olhar muito intenso “você precisa colocar tudo isso em um livro”. Vai ser um livro confuso. Epifanias são tão confusas.

Depois, por favor, escutem essa e essa.

MiaCatWalk

nothing can stop me now
i don’t care anymore
nothing can stop me now
i just don’t care

Meme do desktop

Monday, December 17th, 2007

Pessoas estranhas pediram para ver meu desktop. Essa é a foto que tenho no desktop. Meu desktop é todo negro (melhor para trabalhar) com pouquíssimos ícones e…

Trent Reznor is Nine Inch Nails

Yeah.

Essa é a foto que estava na semana passada.

NIN

I miss Robin Finck. O pequenino não é uma gracinha? Um bombom.

Acho que era óbvio que meu desktop teria NIN, não?

Uma vida de cinema

Friday, December 14th, 2007

Finalmente consegui alguns minutos de pausa, vou contar como está sendo (ainda não acabou) a minha semana cinematográfica.

Comecemos por Uberlândia. A cidade é linda, o calor foi uma delícia! As pessoas, gentilíssimas. A Mostra estava sendo muito bem sucedida, até onde eu participei - ainda não acabou, estava apenas começando, quando eu cheguei, minha palestra foi no dia da abertura. A organização foi ótima.

Descobri em Uberlândia uma pessoa que já conhecia, mas apenas por internet: o Cabral, do Ruminante. Ganhei dele uma caixa com o curriculum dele, num formato inusitado, lúdico, uma caixa cheia de folhas e DVDs que eu desmontei no dia que cheguei. Esse menino é talentoso. De fato, além da imensa gentileza, talento foi o que eu mais encontrei em Uberlândia. Ganhei muitos DVDs, as pessoas se prepararam, cada um que conheci e com quem conversei me deu um DVD com sua obra. Agora preciso de um dia de sossego para assistir todos.

Numa das aulas da oficina, apresentei Romanek para o pessoal que participou. É, eu sou corajosa, o vídeo é polêmico - mas faz parte do acervo permanente do MOMA. Eu nunca sei qual vai ser a reação da platéia ao assistir algo assim, mas eu sempre corro o risco. Ao final da oficina, uma menina, que estava quietinha mas com olhos brilhantes (eu não enxergo, mas presto atenção), veio me agradecer pela oficina e disse que as minhas duas aulas (foram só duas!) abriram e iluminaram a cabeça dela. É isso que faz minha vida valer a pena.

Na terça-feira a Su me ligou, a Mia deu um baita susto nela, se escondeu e a Su não a econtrava. A Su ficou nervosíssima, achando que a Mia tinha fugido. Ela e a faxineira revistaram a casa toda e finalmente acharam a Mia, quietinha, dentro da gaveta debaixo da pia da cozinha. Diz que a Mia saiu com uma cara de “mas o que foi, por que tanta preocupação?”

Mia querida, odiou ficar quatro dias em um lugar estranho. Ficou em estado de choque ao me ver ontem, achou que eu tinha abandonado ela. Meu estômago doeu, é tão difícil fazer eles entenderem que você vai voltar. Ela ficou aliviadíssima de voltar para a casa dela. Está grudada em mim desde ontem de manhã, me enchendo de carinho, dormiu comigo, me acordou daquele jeitinho dela, esfregando a carinha preta na minha mão, pedindo carinho. Animais são assim, você faz alguma coisa que os magoa intensamente, mesmo que nem fosse essa intenção, eles perdoam instantaneamente e continuam amando você. Devíamos todos aprender mais com eles.

Fiquei hospedada num hotel excelente. O quarto era maior que meu apartamento inteiro. A colcha da cama era belíssima, tirei fotos.

colcha

Eu e meu amor por texturas e tecidos.

O chuveiro era um show, jato de água forte, mas me deixou na mão justo na noite que eu voltei para o hotel às 4 da manhã, depois de uma noitada de conversas sobre cinema: não tinha água quente para combater as dores da minha “Doença dos Escribas” (uma vida diante de um computador escrevendo tem seu preço). Tinha HBO e Cinemax, assisti o lindo filme indiano The Warrior e o surpreendente brasileiro Jogo Subterrâneo. Café da manhã magnífico, tomei coalhada com salada de frutas com pão de queijo todos os dias. E a Iara tomou o cuidado de conseguir um restaurante patrocinador para que eu tivesse opções vegetarianas, porque, como todo mundo aqui sabe, eu não como mamíferos.

Esse assunto, aliás, gerou um debate interessante e me levou a um resumo ainda mais interessante, graças à troca de idéias com dois jovens que participaram da oficina, o Rafael e o Diogo: eu não como carne porque não consigo comer alguma coisa que olhe para mim com uma intensidade praticamente humana.

Já olharam nos olhos dos animais? A expressividade e a emoção são humanas. Como o ser humano consegue abater um animal, esquartejá-lo e comer? A humanidade já deveria ter superado esse barbarismo. Não é possível que não exista uma forma melhor de fazer isso ou, melhor ainda, abandonar essa prática completamente. A Iara me recomendou um filme sobre o assunto, mas foram dias de hiper-informação, preciso perguntar pra ela novamente que filme era.

A palestra que dei no auditório da prefeitura depois de uma pequena maratona atendendo a imprensa foi surpreendente até para mim. Passei alguns filmes da série Portmanteau e fiquei emocionada em ver Dies Irae em tela grande com o som stereo da sala de projeção. Não tinha ainda tido essa oportunidade. Eu sou uma pessoa extremamente técnica, sabia que a imagem funcionaria bem e sabia o que tinha feito no áudio, mas não estava preparada para o impacto. Aquele Mozart editado, com ecos e ressonâncias e inversões ficou sublime alto e espalhado pela sala. Fiquei emocionadíssima, quando terminou, voltei ao palco, falei “meu pai teria ficado orgulhoso” (o vídeo é dedicado ao Maestro Carlos Castilho, meu pai) e chorei. A Iara confessou que também chorou de emoção. E aí me dei conta de que eu nem preciso fazer o documentário que quero fazer sobre meu pai, se eu não conseguir produzir esse documentário (é tão difícil!) não ficarei decepcionada. Eu já fiz uma homenagem maior a meu pai, grande parte do que eu sou, é obra dele. A minha obra, indiretamente, é fruto dele também. Conscientizar e sentir isso foi realmente impactante.

E aí, ontem, depois de mais nove horas de estrada e resgatar a Mia (a Su é um amor, essa convivência envolvendo as gatas nos aproximou de forma muito especial) e depois de fazer telefonemas (quanto trabalho, quanto trabalho) fui, atrasada, para a cinemateca ver “Sideshow” na mostra.

Entrei na sala Petrobrás achando que tinha perdido o filme. Tudo escuro, tem escada, difícil pra mim. Alguém (vi o rosto no escuro apenas de relance) que obviamente me conhecia, me esticou a mão e me conduziu em segurança a uma cadeira. Ah, e era justo quem? O Rogério, ex-aluno e ex-assistente de arte. A vida tem perfeições que a gente não imagina.

O filme perdeu o R de Red. Era só B e G, de blue e green. O mais interessante é que ficou interessante. Só o projetor digital e o DVD sabem que diabos aconteceu pro R ser engolido daquela maneira, mas ficou interessante. Agora vou suar a camisa pra conseguir repetir aquilo por aqui e fazer uma nova versão. Ficou com uma cara fauvista, me lembrou a paleta do Franz Marc. Foi um daqueles lindos acidentes, do tipo que David Lynch menciona que gosta que aconteçam em seus filmes. Ainda não sei como transformar o vídeo naquela paleta, mas vou tentar.

O meu filme estava muito bem acompanhado. Vocês precisam assistir “Zero Grau”, de Ricardo Seco e Nele Azevedo e “Zumbis”, de Gustavo Chiappetta e Lívia Rojas. Excelentes.

Por agora é só, eu tenho muito que correr esses dias. Tem uma pilha de emails não respondidos me esperando e amanhã termina a turma de dezembro de direção de arte. A turma de férias de janeiro já está quase cheia e eu ainda tenho o curso de fotografia que estou escrevendo, e para terminar, a minha “doença dos escribas” está atacadíssima essa semana. Meu reino por um quiropata.

Deixo vocês com uma pérola do DVD And All That Could Have Been, do NIN, com vídeo do Bill Viola.

Ainda sobre miopia

Thursday, December 13th, 2007

Para todas as pessoas que AINDA estão mandando spams, mensagens de ódio e agressões, a respeito desse post aqui.

Gente, não adianta ficarem me mandando os curriculuns dos envolvidos no caso - fulano é professor-doutor disso, beltrano tem mestrado naquilo, o outro trabalha no Instituto Sei-lá-o-quê.

Eu fui agredida. Eu fui ofendida.

Não estou equivocada.

Não há equívoco em quem é ferido e fica ali, agonizando, jazendo. Não há argumento do tipo “mas veja bem, quem agrediu você é uma pessoa maravilhosa, você é que é feia, aí, deitada, sangrando e gemendo de dor” - como está escrito nas mensagens de vocês.

Desculpem, senhores doutores e mestres, mas que tipo de argumento é esse? Não consigo alcançar porque eu deveria me conformar em ser agredida só porque as pessoas têm títulos e curriculuns. Ultrapassa minha compreensão.

Com licença, acabei de voltar da Mostra de Uberlândia, onde passei dias maravilhosos com pessoas educadas e que me deram dias de encantamento e magia - ainda que a maioria delas não tenha título nenhum, muitas nem tem o ensino superior ainda - pessoas educadas, divertidas e que se esforçaram ao máximo para que minha estadia naquela linda cidade fosse agradável - e preciso sair, porque meu filme passa hoje na Cinemateca, na Mostra Paulista.

Por favor, senhores doutores, parem de me agredir verbalmente, deixem a mim e ao meu blog em paz. Ainda que vocês sejam todos tão culturalmente superiores como afirmam, agressão é agressão. E vocês estão me agredindo sem parar há mais de uma semana.

PAREM. Mereçam seus títulos.