Friday, May 9, 2008

'Hora do Chá'

Agradecimento

Sunday, March 16th, 2008

“People think dreams aren’t real because they aren’t made of matter, of particles. Dreams are real. But they are made of viewpoints, of images, of memories and puns and lost hopes.”
- Neil Gaiman

Só quero agradecer a todos que vem aqui, me mandam links, emails, dicas, pensam em mim e ficam preocupados se eu estou conseguindo realizar os meus sonhos e por isso, me mandam coisas que possam me ajudar a realizar meus sonhos.

É muito carinho, obrigada.

Act your own age!!!

Tuesday, February 26th, 2008

You Act Like You Are 19 Years Old


You are a teenager at heart. You don’t quite feel like a grown up yet, but you don’t feel like a kid.
You question authority and are still trying to find your place in this world.

You’re quite rebellious, and you don’t like being told what to do. You like to do things your way.
You have your own unique style, taste in music, and outlook on life.

What Age Do You Act?

I am good.

Eu sou oficialmente uma autora

Wednesday, February 20th, 2008

Vai sair meu primeiro livro, é um livro sobre fotografia.

Recebi hoje esse comentário por email, de uma das revisoras:

“em tempo - que livro deslumbrante, que presente, mesmo, a leitura do Fotografia Digital! um poema de luz, cromatismo, temas, focos, mas que beleza!!! Aliás, combinação perfeita - o conceito, o fazer e seu significado. Também lembrei-me de minha infância, quando fiz a primeira experiência com refração de raios, orientada por minha professora de desenho, Dona Maria Helena Lacourt.”

Acho que o livro ficou bom. Acho que estou orgulhosa.
Nunca me imaginei como autora, muito menos de um livro de fotografia. Que tal isso pra alguém com 12 graus de miopia, 2 de astigmatismo e vista cansada? Nada mal.

A vida é engraçada.

Quinze dias de depressão

Sunday, February 17th, 2008

Meu coraçãozinho está cheio de ódio.
Meu mundo digital continua maravilhoso.
Se não fossem a Mia e meu mundo digital, eu já teria ido embora.
O resto da minha vida é uma prisão.

- “When one teaches, two learn.”
Quote of the Day - Robert Half

Mensagem de um querido amigo meu, um dos meus amigos mais antigos e mais adorados:

I think things will work out for the best, whatever happens. I’m a great believer in ‘It’ll be okay in the end, if its not okay, then its not the end’.

Now listening: Grace Jones - Slave To The Rhythm Blooded - 1985

Agora eu me queimei

Friday, January 11th, 2008

É a segunda vez que a Mia come e vomita. Da outra vez achei que ela estava enjoada da vacina mas agora ficou claro pra mim: é a ração de segunda linha que eu comprei que faz ela passar mal. Fui no Petshop e a dona lá da loja falou que tem gato que é mais sensível ao corante da ração.

PORRA, POR QUE ELA NÃO FALOU ISSO ANTES DE EU COMPRAR A TAL DA RAÇÃO?

Eu queria trucidar a mulher, arrancar as tripas dela e comer ali mesmo, com ela agonizando em cima do balcão. Acho que ela percebeu, pela minha cara, porque embrulhou o pacote de ração que eu estava comprando com as mãos tremendo e não olhou nos meus olhos. Claro, comprei Proplan, que é de primeira linha, nunca mais eu compro essa bosta que fez a Mia vomitar.

Meu bebê comeu o Proplan e está aqui dormindo do meu lado, bem lindinha.

E já que eu fiquei pau da vida, segue um clipe ilustrativo do meu estado de espírito.

It does it make me feel better.

nota de rodapé: ISSO é uma banda. É a de 2000. Tá então escutem a de 1994:

Eat the world

Friday, December 28th, 2007

Um grande amigo meu me mandou isso:

Eat the world

Acho que tem uma mensagem oculta aqui.

Beberama de Natal - update

Wednesday, December 26th, 2007

Já cumpriu sua obrigação familiar? Comeu peru até passar mal? Sua tia te contou a mesma história pela milésima vez? Aquele seu primo mala apareceu com a nova namorada-perua dele? Tomou cidra de segunda e vinho Chapinha? Sim? Então, parabéns, você sobreviveu a mais um Natal!

BEBERAMA DO ANIVERSÁRIO DA DANI!

Porque Natal não é normal.

Hoje eu estou com a cara desse gato.
Quem não foi, não sabe o que perdeu!

Response to “Louis Lambert”

Tuesday, December 18th, 2007

Antes de ler, clique aqui e ouça no volume máximo. O que vocês vão ler abaixo é uma resposta para isso aqui. Primeiro achei que a culpa não era minha de aparecer “response to” quando alguém comenta no Non Liquet, depois lembrei que fui eu que instalei o blog, logo, mea culpa, mea maxima culpa.


Na minha recente viagem, eu fiz uma descoberta. Eu passei por uma espécie de epifania (adoro essa palavra, embora até hoje eu não esteja certa do significado, mesmo acreditando ter encontrado uma) e agora estou complicada em explicar isso. Como a gente explica uma iluminação que recebeu, em palavras? Como estudiosa de semiótica e artista visual, me é complicado usar palavras. Sempre fico com a impressão de que elas são enganadoras e imprecisas, enquanto imagens são precisas, são amplas, transmitem tudo e mais alguma coisa. Esses dias me disseram que eu preciso fazer um livro. Talvez eu tivesse ignorado o conselho (ou sugestão) se a mesma tivesse vindo de outra pessoa, mas veio de alguém que eu adoro olhar e que me deu um olhar muito intenso “você precisa colocar tudo isso em um livro”. Vai ser um livro confuso. Epifanias são tão confusas.

Depois, por favor, escutem essa e essa.

MiaCatWalk

nothing can stop me now
i don’t care anymore
nothing can stop me now
i just don’t care

Sem noção

Monday, December 17th, 2007

Fui almoçar hoje com um querido amigo com quem mantenho o saudável ritual de almoçarmos juntos ao menos uma vez por mês. Vamos sempre a um restaurante excelente, próximo ao cemitério da Consolação (não é divertido?) que tem uma comida maravilhosa. Sempre pedimos um vinho especial para acompanhar, nós dois somos apreciadores de bons vinhos. A comida merece. Quando estávamos no final, dois grupos de pessoas sentaram-se nas mesas ao nosso redor. De um lado, um grupo de senhoras que pareciam personagens de Carlos Saura. Do outro lado, um grupo que parecia saído de um filme de Almodovar. Oh, MYGOD, eles pediram o delicioso peixe do dia com cunhas de batata e… diet Coke.

É Natal!…

Friday, December 14th, 2007

…e dia 25 é meu aniversário. Faço 41 aninhos. A beberama vai rolar, dia 25, depois dos compromissos de almoço natalinos-familiares. Amigos, mandem sinais de fumaça, vamos manter a tradição de beber o Natal - e o meu aniversário.

Chegou meu primeiro presente de Natal-Aniversário:

TwinPeaksLynch

Obrigada, meu querido amigo. Não sei se podia contar que o presente é seu, mas… já contei. (OHGoD, tem DEZ dvds!!)

E por falar em amigos-parceiros, Mario, cadê você? O cinema te engoliu?

Uma vida de cinema

Friday, December 14th, 2007

Finalmente consegui alguns minutos de pausa, vou contar como está sendo (ainda não acabou) a minha semana cinematográfica.

Comecemos por Uberlândia. A cidade é linda, o calor foi uma delícia! As pessoas, gentilíssimas. A Mostra estava sendo muito bem sucedida, até onde eu participei - ainda não acabou, estava apenas começando, quando eu cheguei, minha palestra foi no dia da abertura. A organização foi ótima.

Descobri em Uberlândia uma pessoa que já conhecia, mas apenas por internet: o Cabral, do Ruminante. Ganhei dele uma caixa com o curriculum dele, num formato inusitado, lúdico, uma caixa cheia de folhas e DVDs que eu desmontei no dia que cheguei. Esse menino é talentoso. De fato, além da imensa gentileza, talento foi o que eu mais encontrei em Uberlândia. Ganhei muitos DVDs, as pessoas se prepararam, cada um que conheci e com quem conversei me deu um DVD com sua obra. Agora preciso de um dia de sossego para assistir todos.

Numa das aulas da oficina, apresentei Romanek para o pessoal que participou. É, eu sou corajosa, o vídeo é polêmico - mas faz parte do acervo permanente do MOMA. Eu nunca sei qual vai ser a reação da platéia ao assistir algo assim, mas eu sempre corro o risco. Ao final da oficina, uma menina, que estava quietinha mas com olhos brilhantes (eu não enxergo, mas presto atenção), veio me agradecer pela oficina e disse que as minhas duas aulas (foram só duas!) abriram e iluminaram a cabeça dela. É isso que faz minha vida valer a pena.

Na terça-feira a Su me ligou, a Mia deu um baita susto nela, se escondeu e a Su não a econtrava. A Su ficou nervosíssima, achando que a Mia tinha fugido. Ela e a faxineira revistaram a casa toda e finalmente acharam a Mia, quietinha, dentro da gaveta debaixo da pia da cozinha. Diz que a Mia saiu com uma cara de “mas o que foi, por que tanta preocupação?”

Mia querida, odiou ficar quatro dias em um lugar estranho. Ficou em estado de choque ao me ver ontem, achou que eu tinha abandonado ela. Meu estômago doeu, é tão difícil fazer eles entenderem que você vai voltar. Ela ficou aliviadíssima de voltar para a casa dela. Está grudada em mim desde ontem de manhã, me enchendo de carinho, dormiu comigo, me acordou daquele jeitinho dela, esfregando a carinha preta na minha mão, pedindo carinho. Animais são assim, você faz alguma coisa que os magoa intensamente, mesmo que nem fosse essa intenção, eles perdoam instantaneamente e continuam amando você. Devíamos todos aprender mais com eles.

Fiquei hospedada num hotel excelente. O quarto era maior que meu apartamento inteiro. A colcha da cama era belíssima, tirei fotos.

colcha

Eu e meu amor por texturas e tecidos.

O chuveiro era um show, jato de água forte, mas me deixou na mão justo na noite que eu voltei para o hotel às 4 da manhã, depois de uma noitada de conversas sobre cinema: não tinha água quente para combater as dores da minha “Doença dos Escribas” (uma vida diante de um computador escrevendo tem seu preço). Tinha HBO e Cinemax, assisti o lindo filme indiano The Warrior e o surpreendente brasileiro Jogo Subterrâneo. Café da manhã magnífico, tomei coalhada com salada de frutas com pão de queijo todos os dias. E a Iara tomou o cuidado de conseguir um restaurante patrocinador para que eu tivesse opções vegetarianas, porque, como todo mundo aqui sabe, eu não como mamíferos.

Esse assunto, aliás, gerou um debate interessante e me levou a um resumo ainda mais interessante, graças à troca de idéias com dois jovens que participaram da oficina, o Rafael e o Diogo: eu não como carne porque não consigo comer alguma coisa que olhe para mim com uma intensidade praticamente humana.

Já olharam nos olhos dos animais? A expressividade e a emoção são humanas. Como o ser humano consegue abater um animal, esquartejá-lo e comer? A humanidade já deveria ter superado esse barbarismo. Não é possível que não exista uma forma melhor de fazer isso ou, melhor ainda, abandonar essa prática completamente. A Iara me recomendou um filme sobre o assunto, mas foram dias de hiper-informação, preciso perguntar pra ela novamente que filme era.

A palestra que dei no auditório da prefeitura depois de uma pequena maratona atendendo a imprensa foi surpreendente até para mim. Passei alguns filmes da série Portmanteau e fiquei emocionada em ver Dies Irae em tela grande com o som stereo da sala de projeção. Não tinha ainda tido essa oportunidade. Eu sou uma pessoa extremamente técnica, sabia que a imagem funcionaria bem e sabia o que tinha feito no áudio, mas não estava preparada para o impacto. Aquele Mozart editado, com ecos e ressonâncias e inversões ficou sublime alto e espalhado pela sala. Fiquei emocionadíssima, quando terminou, voltei ao palco, falei “meu pai teria ficado orgulhoso” (o vídeo é dedicado ao Maestro Carlos Castilho, meu pai) e chorei. A Iara confessou que também chorou de emoção. E aí me dei conta de que eu nem preciso fazer o documentário que quero fazer sobre meu pai, se eu não conseguir produzir esse documentário (é tão difícil!) não ficarei decepcionada. Eu já fiz uma homenagem maior a meu pai, grande parte do que eu sou, é obra dele. A minha obra, indiretamente, é fruto dele também. Conscientizar e sentir isso foi realmente impactante.

E aí, ontem, depois de mais nove horas de estrada e resgatar a Mia (a Su é um amor, essa convivência envolvendo as gatas nos aproximou de forma muito especial) e depois de fazer telefonemas (quanto trabalho, quanto trabalho) fui, atrasada, para a cinemateca ver “Sideshow” na mostra.

Entrei na sala Petrobrás achando que tinha perdido o filme. Tudo escuro, tem escada, difícil pra mim. Alguém (vi o rosto no escuro apenas de relance) que obviamente me conhecia, me esticou a mão e me conduziu em segurança a uma cadeira. Ah, e era justo quem? O Rogério, ex-aluno e ex-assistente de arte. A vida tem perfeições que a gente não imagina.

O filme perdeu o R de Red. Era só B e G, de blue e green. O mais interessante é que ficou interessante. Só o projetor digital e o DVD sabem que diabos aconteceu pro R ser engolido daquela maneira, mas ficou interessante. Agora vou suar a camisa pra conseguir repetir aquilo por aqui e fazer uma nova versão. Ficou com uma cara fauvista, me lembrou a paleta do Franz Marc. Foi um daqueles lindos acidentes, do tipo que David Lynch menciona que gosta que aconteçam em seus filmes. Ainda não sei como transformar o vídeo naquela paleta, mas vou tentar.

O meu filme estava muito bem acompanhado. Vocês precisam assistir “Zero Grau”, de Ricardo Seco e Nele Azevedo e “Zumbis”, de Gustavo Chiappetta e Lívia Rojas. Excelentes.

Por agora é só, eu tenho muito que correr esses dias. Tem uma pilha de emails não respondidos me esperando e amanhã termina a turma de dezembro de direção de arte. A turma de férias de janeiro já está quase cheia e eu ainda tenho o curso de fotografia que estou escrevendo, e para terminar, a minha “doença dos escribas” está atacadíssima essa semana. Meu reino por um quiropata.

Deixo vocês com uma pérola do DVD And All That Could Have Been, do NIN, com vídeo do Bill Viola.

O caminho para Uberlândia

Thursday, December 13th, 2007

uberlandia

“A solidão mostra o original, a beleza ousada e surpreendente, a poesia. Mas a solidão também mostra o avesso, o desproporcionado, o absurdo e o ilícito.”
- Thomas Mann

“A imaginação tem todos os poderes: ela faz a beleza, a justiça, e a felicidade, que são os maiores poderes do mundo.”
- Blaise Pascal