overwhelmed overwhelmed overwhelmed
Sunday, September 23rd, 2007
O pior é que só tem UMA coisa que eu realmente queria fazer, queria dedicar meu tempo, que é a Pós-Graduação. Era meu principal objetivo.
Eu odeio a minha vida.

O pior é que só tem UMA coisa que eu realmente queria fazer, queria dedicar meu tempo, que é a Pós-Graduação. Era meu principal objetivo.
Eu odeio a minha vida.
Uma das minhas melhores amigas teve um infarto, soube hoje. Teve de ser operada às pressas, está internada. Acho que eu não estou bem, eu adoro ela. Ela é uma das poucas pessoas que gosta de mim como eu sou e sempre me oferece seu apoio e carinho.
Essa frase do título não é minha, é do meu amigo, aqui.
Há muito tempo tenho dificuldade em fazer as pessoas me entenderem. Elas não entendem. Eu falo e falo e explico e não há como as pessoas me entenderem. Infelizmente, o ser humano tem o hábito de só ouvir o que quer ouvir e qualquer coisa dita que escape ao que ele quer escutar, não é ouvido. É assim que acabamos tendo diálogos de Alice com as pessoas.
- Eu não quero mais que você tente me mudar. Eu gosto de ser como eu sou.
- Está um dia lindo, quer mais chá?
Esse exemplo é um dos casos. As pessoas têm imensa dificuldade em dizer “não” - porque não querem prolongar a discussão, já se decidiram pelo “não”, mas preferem responder com evasivas, especialmente porque sabem que o interlocutor irá insistir - e têm dificuldade maior ainda em ouvir um “não” como resposta. A maioria das pessoas detesta confrontos, seu egos não suportam.
Eu tenho dificuldades em dizer não, mas por outros motivos. O principal deles é que quando eu finalmente digo “não”, eu não volto atrás jamais. Uma de minhas amigas se surpreende muito com isso até hoje, com a minha capacidade de ser definitiva ao dizer não. Oras, mas para mim é muito lógico, se eu disse não, por que deveria mudar de idéia? Que novos fatores surpreendentes foram inseridos na equação que me levem a responder sim? Nenhum? Então, é “não” mesmo.
Uma de minhas amigas insistiu muito comigo, nesse final de semana, que eu “preciso mudar de ares”. Não, eu não preciso mudar de ares. Não preciso de escapismos temporários. Se é uma questão de escapismo, tenho vários que me servem muito bem: assistir filmes, ficar em casa jogando videogame, ir almoçar ou jantar em algum lugar com algum amigo. Meus escapismos são esses, depois eu volto para meu emaranhado de problemas.
Por isso a frase de meu amigo como título desse post: “Férias verdadeiras são aquelas que se passa em casa.” Eu não preciso mudar de ares, eu preciso conseguir mudar o ar que eu respiro em volta de mim.
A fase da minha vida em que fui mais feliz foi a fase onde minha casa era exatamente como eu queria. Não tinha muitas coisas, porque nunca fui materialista, apenas o necessário para minha vida cotidiana. Eu gosto de cozinhar, eu não preciso de uma montanha de móveis inúteis, para mim eletrodoméstico é geladeira, fogão e máquina de lavar roupa, não preciso de mais nada além disso. Para mim, móveis são a cama, o guarda-roupa, a mesa do computador e umas duas cadeiras. Nunca tive sofá, só pra vocês terem uma idéia, sempre tive, no máximo, um sofá-cama, assim as pessoas podiam dormir na minha casa se quisessem.
Gatos são imprescindíveis. Eu preciso da companhia diária desses animaizinhos inteligentes e carinhosos, até porque a minha comunicação com eles é melhor do que com as pessoas. e eu confesso, sinto falta de ser casada. Adoraria casar novamente, é tão bom.
Minha amiga não entendeu que eu preciso é mudar minha vida. Se estou estressada, cansada e emocionalmente instável, é porque minha vida está ruim. Estou endividada, com medo de perder novamente as minhas coisas, com projetos que não andam, com trabalhos temporários que não cobrem as minhas despesas. Tenho vivido pedindo dinheiro, eu detesto ter que pedir dinheiro, seja para quem for, amigos ou o banco.
É tudo isso que eu preciso mudar. O escapismo de passar um final de semana em um lugar estranho, cercado de estranhos, não me dá conforto nem alívio, vai me estressar ainda mais. Fica como o pão de queijo que meu amigo citou, que não tem sabor. Prefiro ter como fazer pão em casa, como sempre tive.
Férias verdadeiras são aquelas que se passa em casa. Na sua casa. Feliz porque sua casa está do jeito que você precisa. Tranquilo, porque aquilo é seu e ninguém vai tirar de você. No meu caso, nem precisa muita coisa.
Já dizia Sartre.
Uma pessoa que eu conheço veio hoje me falar que eu preciso de terapia. Vocês fazem idéia de quantas vezes eu já escutei isso? Na verdade quem precisa de terapia e das boas é a pessoa que falou isso para mim. Como já aconteceu muitas vezes antes, eu começo a contar algumas coisas a mais sobre mim, a pessoa não aguenta e me aconselha terapia.
Claro, lidar com a verdade é complicado. Como eu sou uma pessoa que tem muita consciência, conhece seus próprios defeitos, inseguranças e medos e não tenho receio de falar em nada disso, eu devo mesmo precisar de terapia.
O problema nem é falar isso para mim. O fato de alguém achar amarelo ou azul a meu respeito está longe de me afetar. Só me afeta quem eu permito, quem eu realmente gosto ou quem eu considero que tem inteligência e capacidade de falar alguma coisa da qual eu vou tirar ensinamentos ou experiências. Não foi o caso, hoje.
Eu já mencionei por aqui que eu detesto rediscutir relacionamento? Eu detesto. Sabem por quê? Porque normalmente, qualquer pessoa que queira rediscutir as bases de um relacionamento (seja esse relacionamento o que for, amizade, parentesco, etc) está na verdade tentando fazer VOCÊ mudar de atitude. Na cabeça dessas pessoas as coisas funcionam assim: “você não está fazendo o que essa pessoa ACHA que VOCÊ tem que fazer, então VOCÊ precisa mudar”.
Aham. Tá.
Assim como eu não preciso de terapia, preciso é de mais dinheiro, eu não sou o problema da outra pessoa. É a outra pessoa que não quer encarar que eu, por opção minha, não tenho os problemas DELA.
O inferno são os outros. No caso dessa pessoa, o inferno dela sou eu.
Mas é assim mesmo, as pessoas adoram falar bobagem e sempre acham que o problema está com o outro.
JANELA DA ALMA
Brasil - 2001 - Documentário - 73 minutos
Direção: João Jardim e Walter Carvalho
Roteiro: João Jardim
Direção de fotografia: Walter Carvalho
Montagem: Karen Harley e João Jardim
Distribuição: Copacabana Filmes
Agora à tarde eu ia escrever um texto muito bonito e filosófico falando sobre a vida, a morte, a amizade e todas essas questões inúteis mas extremamente pertinentes ao ser humano.
Daí a minha máquina de lavar roupa esvaziou a água, que ao invés de ser tragada pelo ralo inundou o banheiro inteiro e uma parte da sala. Meu devaneio foi literalmente para o esgoto.
Fica o texto do meu amigo, que não perdeu o devaneio dele e escreveu um lindo texto surreal.
Eu me sinto no mundo errado, com as pessoas erradas, vivendo uma vida que não é minha.
Mais alguém aí, além de mim, tem um déja-vu no estilo “A dupla vida de Veronique”?
O que eu mais vi de Florianópolis foi o aeroporto. A programação da TV nos aeroportos é péssima. Especialmente quando o show principal está atrasado.

“Oh dear! Oh dear! I shall be too late!”
Como alguém pode NÃO ter medo de voar? É totalmente antinatural, faz a gente se sentir um micróbio.

É lindo, de tirar o fôlego. Ver aquilo daquela altura. Mas nem por isso, menos apavorante. É uma experiência quase religiosa. Eu sempre me pego desejando que Deus exista e que faça alguma coisa pra garantir que eu vou conseguir chegar ao chão ilesa.


“Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?”
Não estava frio, estava sol. Foi um bonito passeio, embora totalmente exaustivo e estressante. Da próxima vez, vou de ônibus. Do chão, a gente não passa. Não consigo convercer meu lado irracional, nem mesmo mantendo diálogos interiores comigo mesma, de que aquilo foi feito pra voar e de que vai dar tudo certo. Meu lado irracional está completamente convencido de que o ser humano não foi feito para voar.
O meu pequeno vídeo de The Sims tem feito bastante sucesso, fiquei contente. Que bom que gostaram. O jogo de qualquer pessoa que joga The Sims pode ser assim maluco e engraçado, mas para isso precisa de uma certa dose de ironia e de bastante bom humor.
Está um frio de rachar crânio na cidade de São Paulo e amanhã eu vou voar para Floripa. Nunca fui ao Sul, é a primeira vez. Volto quarta à noite. Espero que não esteja tão frio por lá, espero poder fumar meus cigarros em paz em algum lugar sem a patrulha-anti-tabaco pegando no meu pé e espero voltar em segurança, porque eu tenho muita coisa pra fazer e tem a Mia pra eu cuidar. Além do que, eu ganhei um cobertor novo que eu espero poder usar até acabar.
É esse aqui:

Não é lindo? Fofo que nem pelúcia de bichinho de brinquedo e super quentinho. Meu amigo tem bom gosto, como ele disse “escolheu um que combinasse comigo”. Foi mesmo, adorei. Combina com tudo aqui, já que nada combina com nada na minha casa.
E por falar na Mia, olha o tamanho que essa bichinha está ficando:

Continua um bebê, brincalhona e bagunceira, porque como foi castrada sem dar cria, vai ser eternamente o Bebê da Mamãe. É um amorzão. Minha vida seria muito sem graça e triste sem ela.
Ah, eu estou devendo mais uma notícia. Chegou meu pacote de Fã Assumida do Nine Inch Nails aka “The Spiral Package”. São seis lithos magníficas, com relevo, dourados, tudo que eu mereço. Desculpe a foto, está uma porcaria, eu moro num lugar propositadamente escuro, o flash não deu conta. Eu as enquadraria se tivesse parede para colocar, mas as paredes aqui de casa estão tomadas pelas minhas próprias artes. Elas são grandes, um tanto maiores que capas de álbuns de vinil. São muito lindas, qualquer hora eu tiro uma foto melhor.
Mas falemos da viagem que eu vou fazer amanhã.
Para quem já voou para Marte (alguém por aqui bebe chá desde aquela época?) esse vôo de uma hora é fichinha. Vou de Gol, não vou de TAM. Nunca voei de Gol, mas meu primo já foi piloto das duas empresas e diz que é seguro.
Fato: nada mais é seguro no mundo. O mundo seguro é alguma coisa que acontece entre a infância e o dia da sua Primeira Grande Morte. Aí você entra no Pós-Morte (lembram das vezes que já falei sobre isso?) e tudo muda. Você sabe que está morto e que é só uma questão de tempo até alguém vir reclamar o corpo. Mais ou menos como ser locatário de um apartamento onde o locador (eu sempre confundo esses dois termos) já entrou com uma ação de despejo e estão todos sentados jogando cartas esperando executarem essa ação.
Mas eu tenho muita coisa pra fazer, ainda. Primeiro, o que tem de conta pra pagar é assustador. Segundo, tenho vários projetos que parece que vão sair todos ao mesmo tempo (é sempre assim, né?). Terceiro… bom, terceiro que eu vou viver até 100 anos, porque vaso ruim não quebra e eu sou mesmo um osso duro de roer e a idade está me piorando cada vez mais.
Vocês já leram Discworld de Terry Pratchet? Ou qualquer coisa escrita por ele? Deviam ler.
“The whole of life is just like watching a film. Only it’s as though you always get in ten minutes after the big picture has started, and no-one will tell you the plot, so you have to work it out all yourself from the clues.”
Compartilhamos do mesmo ponto de vista. Como eu sempre digo, no meu caso, o roteirista é muito ruim e o diretor tem um senso de humor muito peculiar.
Vejo vocês daqui a 48 horas e dois aviões. Mantenham o chá quente.
Uma coleção de links que alguns amigos me mandaram. Não abra nenhum deles no escritório, ou seu chefe vai perceber que você não está exatamente trabalhando.
LOLTrek
“All your base are belong to us”
LOLCats.
Esse povo anda muito ocupado.
Sabem, inglês é a minha língua favorita, depois do português.
Esse é o momento que vivemos, o momento do crack down.
Nunca me senti tão calma e lúcida antes. Estou curiosa pra ver o que vai acontecer agora.
crack down
Also found in: Idioms 0.01 sec.
crack (krk)
v. cracked, crack·ing, cracks
v.intr.
1. To break or snap apart.
2. To make a sharp snapping sound.
3. To break without complete separation of parts; fissure: The mirror cracked.
4. To change sharply in pitch or timbre, as from hoarseness or emotion. Used of the voice.
5. To break down; fail: The defendant’s composure finally began to crack.
6. To have a mental or physical breakdown: cracked under the pressure.
7. To move or go rapidly: was cracking along at 70 miles an hour.
8. Chemistry To break into simpler molecules by means of heat.
v.tr.
1. To cause to make a sharp snapping sound.
2. To cause to break without complete separation of parts: cracked the glass.
3.
a. To break with a sharp snapping sound. See Synonyms at break.
b. To crush (corn or wheat, for example) into small pieces.
4. To open to a slight extent: cracked the window to let in some air.
5. To strike with a sudden sharp sound.
6. Informal
a. To break open or into: crack a safe.
b. To open up for use or consumption: crack a book; cracked a beer.
c. To break through (an obstacle) in order to win acceptance or acknowledgement: finally cracked the “men-only” rule at the club.
7. To discover the solution to, especially after considerable effort: crack a code.
8. To cause (the voice) to crack.
9. Informal To tell (a joke), especially on impulse or in an effective manner.
10. To cause to have a mental or physical breakdown.
11. To impair or destroy: Their rude remarks cracked his equanimity.
12. To reduce (petroleum) to simpler compounds by cracking.
n.
1. A sharp snapping sound, such as the report of a firearm.
2.
a. A partial split or break; a fissure.
b. A slight narrow space: The window was open a crack.
3. A sharp resounding blow.
4.
a. A mental or physical impairment; a defect.
b. A breaking, harshly dissonant vocal tone or sound, as in hoarseness.
5. An attempt or try: gave him a crack at the job; took a crack at photography.
6. A witty or sarcastic remark. See Synonyms at joke.
7. A moment; an instant: at the crack of dawn.
8. Irish Fun; amusement.
9. Slang Crack cocaine.
adj.
Excelling in skill or achievement; first-rate: a crack shot; a crack tennis player.
Phrasal Verbs:
crack down
To act more forcefully to regulate, repress, or restrain: The police cracked down on speeding.
crack up Informal
1. To praise highly: He was simply not the genius he was cracked up to be.
2.
a. To damage or wreck (a vehicle or vessel): crack up a plane; crack up a boat.
b. To wreck a vehicle in an accident: cracked up on the expressway.
3. To have a mental or physical breakdown: crack up from overwork.
4. To experience or cause to experience a great deal of amusement: really cracked up when I heard that joke.
Idiom:
crack the whip
To behave in a domineering manner; demand hard work and efficiency from those under one’s control.
[Middle English craken, from Old English cracian; see ger-2 in Indo-European roots.]
Fonte: The Free Dictionary
Tem muita gente comentando o acidente pela imprensa afora. Já vi dedos apontados em todas as direções. Querem achar UM culpado num acidente onde existem MUITOS culpados. Como disse um amigo meu, o culpado deve ser o faxineiro do aeroporto, que não secou a pista direito.
Quero só registrar aqui no chá o que foi que mais me doeu: a imagem da mãe dos dois meninos, um de 12 anos e o outro de 17, que estavam no vôo para vir para São Paulo em férias, não querendo acreditar que os filhos estavam no vôo. A vida dessa mãe acabou junto com a dos seus filhos, ontem. A dor dessa mãe deveria ser, nesse momento, o que grita mais alto, a coisa mais importante do mundo. O resto da discussão e da investigação deveria se desenrolar pensando nessa mãe e seus dois filhos, o tempo todo, pensando nessa perda e no que vai ser dessa mãe.
Daqui doze dias quem vai voar sou eu. Eu já pedi que seja um vôo que saia de Guarulhos. Disse que pode ser TAM ou Gol, porque eu confio em ambas as companhias. Acho que só com isso, deixo a minha opinião bem clara.
É tudo que eu tenho a dizer.
Leiam os comentários no post do Piza a respeito, os comentários dizem muito mais do que toda a cobertura de imprensa.