Friday, August 29, 2008

'Hora do Chá'

I´m back

Thursday, August 2nd, 2007

O que eu mais vi de Florianópolis foi o aeroporto. A programação da TV nos aeroportos é péssima. Especialmente quando o show principal está atrasado.

Atrasado atrasado atrasado

“Oh dear! Oh dear! I shall be too late!”

Como alguém pode NÃO ter medo de voar? É totalmente antinatural, faz a gente se sentir um micróbio.

É lindo, de tirar o fôlego. Ver aquilo daquela altura. Mas nem por isso, menos apavorante. É uma experiência quase religiosa. Eu sempre me pego desejando que Deus exista e que faça alguma coisa pra garantir que eu vou conseguir chegar ao chão ilesa.

“Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?”

Não estava frio, estava sol. Foi um bonito passeio, embora totalmente exaustivo e estressante. Da próxima vez, vou de ônibus. Do chão, a gente não passa. Não consigo convercer meu lado irracional, nem mesmo mantendo diálogos interiores comigo mesma, de que aquilo foi feito pra voar e de que vai dar tudo certo. Meu lado irracional está completamente convencido de que o ser humano não foi feito para voar.

A vida vivida a cada dia

Monday, July 30th, 2007

O meu pequeno vídeo de The Sims tem feito bastante sucesso, fiquei contente. Que bom que gostaram. O jogo de qualquer pessoa que joga The Sims pode ser assim maluco e engraçado, mas para isso precisa de uma certa dose de ironia e de bastante bom humor.

Está um frio de rachar crânio na cidade de São Paulo e amanhã eu vou voar para Floripa. Nunca fui ao Sul, é a primeira vez. Volto quarta à noite. Espero que não esteja tão frio por lá, espero poder fumar meus cigarros em paz em algum lugar sem a patrulha-anti-tabaco pegando no meu pé e espero voltar em segurança, porque eu tenho muita coisa pra fazer e tem a Mia pra eu cuidar. Além do que, eu ganhei um cobertor novo que eu espero poder usar até acabar.

É esse aqui:

cobertor

Não é lindo? Fofo que nem pelúcia de bichinho de brinquedo e super quentinho. Meu amigo tem bom gosto, como ele disse “escolheu um que combinasse comigo”. Foi mesmo, adorei. Combina com tudo aqui, já que nada combina com nada na minha casa.

E por falar na Mia, olha o tamanho que essa bichinha está ficando:

Mia

Continua um bebê, brincalhona e bagunceira, porque como foi castrada sem dar cria, vai ser eternamente o Bebê da Mamãe. É um amorzão. Minha vida seria muito sem graça e triste sem ela.

Ah, eu estou devendo mais uma notícia. Chegou meu pacote de Fã Assumida do Nine Inch Nails aka “The Spiral Package”. São seis lithos magníficas, com relevo, dourados, tudo que eu mereço. Desculpe a foto, está uma porcaria, eu moro num lugar propositadamente escuro, o flash não deu conta. Eu as enquadraria se tivesse parede para colocar, mas as paredes aqui de casa estão tomadas pelas minhas próprias artes. Elas são grandes, um tanto maiores que capas de álbuns de vinil. São muito lindas, qualquer hora eu tiro uma foto melhor.

Spiral

Mas falemos da viagem que eu vou fazer amanhã.

Para quem já voou para Marte (alguém por aqui bebe chá desde aquela época?) esse vôo de uma hora é fichinha. Vou de Gol, não vou de TAM. Nunca voei de Gol, mas meu primo já foi piloto das duas empresas e diz que é seguro.

Fato: nada mais é seguro no mundo. O mundo seguro é alguma coisa que acontece entre a infância e o dia da sua Primeira Grande Morte. Aí você entra no Pós-Morte (lembram das vezes que já falei sobre isso?) e tudo muda. Você sabe que está morto e que é só uma questão de tempo até alguém vir reclamar o corpo. Mais ou menos como ser locatário de um apartamento onde o locador (eu sempre confundo esses dois termos) já entrou com uma ação de despejo e estão todos sentados jogando cartas esperando executarem essa ação.

Mas eu tenho muita coisa pra fazer, ainda. Primeiro, o que tem de conta pra pagar é assustador. Segundo, tenho vários projetos que parece que vão sair todos ao mesmo tempo (é sempre assim, né?). Terceiro… bom, terceiro que eu vou viver até 100 anos, porque vaso ruim não quebra e eu sou mesmo um osso duro de roer e a idade está me piorando cada vez mais.

Vocês já leram Discworld de Terry Pratchet? Ou qualquer coisa escrita por ele? Deviam ler.

“The whole of life is just like watching a film. Only it’s as though you always get in ten minutes after the big picture has started, and no-one will tell you the plot, so you have to work it out all yourself from the clues.”

Compartilhamos do mesmo ponto de vista. Como eu sempre digo, no meu caso, o roteirista é muito ruim e o diretor tem um senso de humor muito peculiar.

Vejo vocês daqui a 48 horas e dois aviões. Mantenham o chá quente.

Os amigos que eu tenho

Friday, July 27th, 2007

Uma coleção de links que alguns amigos me mandaram. Não abra nenhum deles no escritório, ou seu chefe vai perceber que você não está exatamente trabalhando.

LOLTrek
All your base are belong to us
LOLCats.

Esse povo anda muito ocupado.

Crack down

Thursday, July 26th, 2007

Sabem, inglês é a minha língua favorita, depois do português.
Esse é o momento que vivemos, o momento do crack down.
Nunca me senti tão calma e lúcida antes. Estou curiosa pra ver o que vai acontecer agora.

crack down
Also found in: Idioms 0.01 sec.
crack (krk)
v. cracked, crack·ing, cracks
v.intr.
1. To break or snap apart.
2. To make a sharp snapping sound.
3. To break without complete separation of parts; fissure: The mirror cracked.
4. To change sharply in pitch or timbre, as from hoarseness or emotion. Used of the voice.
5. To break down; fail: The defendant’s composure finally began to crack.
6. To have a mental or physical breakdown: cracked under the pressure.
7. To move or go rapidly: was cracking along at 70 miles an hour.
8. Chemistry To break into simpler molecules by means of heat.
v.tr.
1. To cause to make a sharp snapping sound.
2. To cause to break without complete separation of parts: cracked the glass.
3.
a. To break with a sharp snapping sound. See Synonyms at break.
b. To crush (corn or wheat, for example) into small pieces.
4. To open to a slight extent: cracked the window to let in some air.
5. To strike with a sudden sharp sound.
6. Informal
a. To break open or into: crack a safe.
b. To open up for use or consumption: crack a book; cracked a beer.
c. To break through (an obstacle) in order to win acceptance or acknowledgement: finally cracked the “men-only” rule at the club.
7. To discover the solution to, especially after considerable effort: crack a code.
8. To cause (the voice) to crack.
9. Informal To tell (a joke), especially on impulse or in an effective manner.
10. To cause to have a mental or physical breakdown.
11. To impair or destroy: Their rude remarks cracked his equanimity.
12. To reduce (petroleum) to simpler compounds by cracking.
n.
1. A sharp snapping sound, such as the report of a firearm.
2.
a. A partial split or break; a fissure.
b. A slight narrow space: The window was open a crack.
3. A sharp resounding blow.
4.
a. A mental or physical impairment; a defect.
b. A breaking, harshly dissonant vocal tone or sound, as in hoarseness.
5. An attempt or try: gave him a crack at the job; took a crack at photography.
6. A witty or sarcastic remark. See Synonyms at joke.
7. A moment; an instant: at the crack of dawn.
8. Irish Fun; amusement.
9. Slang Crack cocaine.
adj.
Excelling in skill or achievement; first-rate: a crack shot; a crack tennis player.
Phrasal Verbs:
crack down
To act more forcefully to regulate, repress, or restrain: The police cracked down on speeding.
crack up Informal
1. To praise highly: He was simply not the genius he was cracked up to be.
2.
a. To damage or wreck (a vehicle or vessel): crack up a plane; crack up a boat.
b. To wreck a vehicle in an accident: cracked up on the expressway.
3. To have a mental or physical breakdown: crack up from overwork.
4. To experience or cause to experience a great deal of amusement: really cracked up when I heard that joke.
Idiom:
crack the whip
To behave in a domineering manner; demand hard work and efficiency from those under one’s control.
[Middle English craken, from Old English cracian; see ger-2 in Indo-European roots.]

Fonte: The Free Dictionary

O acidente de ontem em Congonhas

Wednesday, July 18th, 2007

Tem muita gente comentando o acidente pela imprensa afora. Já vi dedos apontados em todas as direções. Querem achar UM culpado num acidente onde existem MUITOS culpados. Como disse um amigo meu, o culpado deve ser o faxineiro do aeroporto, que não secou a pista direito.

Quero só registrar aqui no chá o que foi que mais me doeu: a imagem da mãe dos dois meninos, um de 12 anos e o outro de 17, que estavam no vôo para vir para São Paulo em férias, não querendo acreditar que os filhos estavam no vôo. A vida dessa mãe acabou junto com a dos seus filhos, ontem. A dor dessa mãe deveria ser, nesse momento, o que grita mais alto, a coisa mais importante do mundo. O resto da discussão e da investigação deveria se desenrolar pensando nessa mãe e seus dois filhos, o tempo todo, pensando nessa perda e no que vai ser dessa mãe.

Daqui doze dias quem vai voar sou eu. Eu já pedi que seja um vôo que saia de Guarulhos. Disse que pode ser TAM ou Gol, porque eu confio em ambas as companhias. Acho que só com isso, deixo a minha opinião bem clara.

É tudo que eu tenho a dizer.

Leiam os comentários no post do Piza a respeito, os comentários dizem muito mais do que toda a cobertura de imprensa.

Instruções para usar a geladeira

Wednesday, July 18th, 2007

Quem resolveu o dilema da geladeira foi a Graça Carpes, do Pulsar Poético, deixando instruções aqui no chá em forma de poesia:

“Bem perto do sol toda neve transforma-se em líquido; isso é tudo o que se quer.”

Nota sobre a geladeira

Monday, July 16th, 2007

Ficar um ano sem geladeira faz mal à saúde… mental. Não sei mais usar geladeira.
Tudo, absolutamente tudo (menos um pudim de chocolate) congelou. Fui olhar o botão da geladeira. Não entendi nada. Não sei se tenho que colocar o botão perto do solzinho ou do boneco de neve. De toda forma, inverti o botão, na esperança que pare de congelar tudo. Se alguém souber, por favor me instrua. Sou capaz de regular uma câmera fotográfica mas não uma geladeira. Burrice tecnológica seletiva.

Joguei fora o pudim de chocolate. Não confio em comer alguma coisa que deveria ser feita de leite e chocolate mas que não congelou no furor glacial que congelou tudo, melão, suco de laranja, morangos, creme de soja, água de coco, manteiga, brócolis, couve-flor, pão… vai saber do que é que esse pudim é realmente feito.

Entusiasmo

Monday, July 16th, 2007

Postei um comentário no Overmundo, fui reler e gostei. Achei que ficou um bom chá, resolvi postar por aqui pra vocês, meus fiéis bebedores de chá. Até porque ando tão enrolada (é essa a palavra, não é ocupada, é enrolada mesmo) que o chá está aqui um pouco abandonado, pegando pó virtual. Desculpem-me a minha ausência.

A minha cabeça anda cheia de pensamentos e agora, pra completar, eu tenho uma geladeira. Só quem nunca ficou pelo menos um ano sem geladeira (foi esse o tempo que eu fiquei sem uma) pode achar que é um acontecimento banal a adoção de uma. Ganhei de presente de uma prima, que ganhou uma geladeira usada de sua tia e me mandou a dela. Estou perfeitamente feliz com minha geladeira nova, me sinto totalmente realizada no ciclo de vida das geladeiras.

A geladeira que eu tinha, que comprei em 1996 quando me casei, tive que doar ao me divorciar em meados de 2003/2004, porque fui morar com minha mãe (espero que nunca mais precise fazer isso, eu sou uma solitária, adoro morar eu e a Mia) e não havia espaço no apartamento que ela mora para guardar a maioria das minhas coisas. Doei minha linda geladeira, ainda funcional e bem cuidada, para uma creche que precisava. Minha geladeira foi ser útil em outro lugar. Agora herdei uma outra, que está aqui ronronando quietinha, gelando a minha comida.

Mas voltando ao comentário no Overmundo, que era o assunto antes dessa digressão. O artigo que comentei chama-se Estresse do excesso ou a volta dos mortos-vivos e recomendo a leitura (e o voto, caso você tenha conta no Overmundo).

Eis meu comentário, com erros de digitação e tudo, porque foi muito espontâneo, e recentemente, parei de me policiar em excesso com o exercício da língua. Ainda mais porque ando escrevendo muito em inglês também e começo a confundir a gramática (que jamais foi meu forte):

“Sensacional, Andrea. Eu tenho sentido isso lecionando. Cadê a fome por informação, a sede de conhecimento dos alunos? Inexiste. Eu tenho platéias de alunos apáticos que não vêem graça em aprender nada, que cumprem a grade horária de estudo como se fosse um time de futebol num campeonato já perdido cumprindo tabela. Jovens! Jovens! O que está errado com esse panorama? Será que a vida como um todo se transformou em alguma coisa tão sem graça, tão sem tempero que nada faça com que as pessoas saiam da apatia? Viver ficou chato?
Tem alguma coisa errada mesmo e eu confesso que não sei de onde vem isso. Não sei se é porque a economia vai mal, se foi o Onze de Setembro ou se as novelas da TV estão uma chatisse. Dá pra tentar achar um culpado durante horas e desconfio que não acharemos nenhum, a não ser talvez o fato de que nada mais tem valor. O que é que tem valor hoje?
Valioso pra mim é a minha gatinha me dando bom dia de manhã e ronronando pra mim. É a minha sobrinha de 3 anos que num rompante de entusiasmo virou e falou pro pai dela, como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo: “pai, você sabia que a tia Dani tem uma cozinha dentro de um armário?”
É isso, a experança do fim da apatia é a minha sobrinha de 3 anos, que enxerga na situação econômica da tia professora falida que mora numa kitchinete com um armário-pia-cozinha um motivo pra assombro e admiração, achando que eu sou um ser especial, mágico e misterioso, porque ao invés de ter uma cozinha que é um ambiente completo, de capa de revista, com todas as utilidades de consumo, tenho um armário mágico, que você abre e tem uma cozinha dentro.
Está certa a minha sobrinha, que vê assim a kitchinete onde eu moro. Devíamos todos ver o mundo com esse olhar de 3 anos de idade. Viveríamos melhor.”

“Cacilda, o que tem de erro de português no meu comentário não é bolinho. Desculpa aí o assassinato da flor do lácio, foi acidente.”

Frase do dia

Saturday, July 14th, 2007

Calvin

É isso aí.

Lula vaiado

Saturday, July 14th, 2007

“O prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM-RJ), disse que pode ter havido um descompasso entre as assessorias do presidente Lula, do COB e da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), o que criou o constrangimento para Lula. ‘Já passei por isso’, afirmou Maia.”

Hum. O que a assessoria faria? Mandaria nota oficial ao público presente no Maracanã? “Senhores do povo brasileiro. Favor não vaiar o presidente da república. A Assessoria”.

Passou pela cabeça de alguém que se o país não estivesse uma m**** talvez o presidente fosse aplaudido?

“Segundo Cesar Maia,houve uma confusão’. ‘A assessoria do presidente se precipitou e procurou o presidente do COB e pediu para o senhor presidente não fazer a declaração. Mas se esqueceu de informar ao presidente da Odepa, que fez a leitura do nome do presidente quando a assessoria tinha pedido para Nuzman fazer a declaração. Foi uma confusão da assessoria do presidente que criou um constrangimento muito grande.”

A platéia vaia, a assessoria paga o pato.

Se o Brasil não existisse, com certeza teria sido inventado em algum livro maluco. Morra de inveja, Lewis Carroll…

Fonte: Pan é aberto com vaias a Lula e homenagem a atletas

Templo pós-moderno

Sunday, June 24th, 2007

Hoje é domingo, eu fui ao supermercado.

O supermercado é um símbolo da vida pós-moderna. Você caminha pelos corredores e vai escolhendo, de acordo com o seu gosto. Todos os supermercados vendem, junto com os produtos, a idéia de que você não poderia ter escolhido um lugar melhor para ir, que eles têm os melhores produtos, os melhores preços, o melhor serviço. Tudo embalado com conservantes, colorantes, aditivos químicos variados. Está tudo ali, embalado, esterilizado, organizado, etiquetado com códigos de barras. Eu leio as embalagens, porque embalagens são mais que pacotes bonitos e coloridos, leio as fórmulas, a quantidade de lindos nomes de catorze sílabas de produtos químicos adicionados. Cada produto é o resultado de uma cadeia de produção que envolve dúzias de empresas em vários locais do mundo. A música de elevador no ar é para que as pessoas comprem mais devagar. Se o supermercado estivesse cheio, a música seria alta e irritante, para que todos fizessem as compras mais rapidamente e saíssem logo. Faço minhas compras, pago com meu dinheiro de plástico e volto para casa. Podendo comprar em supermercado, sou um ser-humano completo, integrado à sociedade.

O supermercado é um símbolo do sonho americano, da era pós industrial, da vida pós-moderna.

E fica aqui Radiohead para vocês.

Tempos modernos

Tuesday, June 19th, 2007

Meu sobrinho apresentou sua noiva à mãe dele. Ele queria contar que eles estão apaixonados e pretendem se casar. Diante da surpresa de minha irmã, meu sobrinho explicou que minha irmã não precisa se preocupar: antes de casar, tanto ele quanto sua noiva pretendem primeiro terminar a faculdade, conseguir bons empregos, comprar um apartamento, prover com um computador para cada um, conexão de internet banda larga e todos os confortos da vida tecnológica moderna. Minha irmã olhou, surpresa, para a mãe da “noiva” do meu sobrinho, que não conseguia conter o riso. O meu sobrinho e sua “noiva”, têm cinco anos de idade cada um.