Thursday, December 4, 2008

'Hora do Chá'

Crack down

Thursday, July 26th, 2007

Sabem, inglês é a minha língua favorita, depois do português.
Esse é o momento que vivemos, o momento do crack down.
Nunca me senti tão calma e lúcida antes. Estou curiosa pra ver o que vai acontecer agora.

crack down
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crack (krk)
v. cracked, crack·ing, cracks
v.intr.
1. To break or snap apart.
2. To make a sharp snapping sound.
3. To break without complete separation of parts; fissure: The mirror cracked.
4. To change sharply in pitch or timbre, as from hoarseness or emotion. Used of the voice.
5. To break down; fail: The defendant’s composure finally began to crack.
6. To have a mental or physical breakdown: cracked under the pressure.
7. To move or go rapidly: was cracking along at 70 miles an hour.
8. Chemistry To break into simpler molecules by means of heat.
v.tr.
1. To cause to make a sharp snapping sound.
2. To cause to break without complete separation of parts: cracked the glass.
3.
a. To break with a sharp snapping sound. See Synonyms at break.
b. To crush (corn or wheat, for example) into small pieces.
4. To open to a slight extent: cracked the window to let in some air.
5. To strike with a sudden sharp sound.
6. Informal
a. To break open or into: crack a safe.
b. To open up for use or consumption: crack a book; cracked a beer.
c. To break through (an obstacle) in order to win acceptance or acknowledgement: finally cracked the “men-only” rule at the club.
7. To discover the solution to, especially after considerable effort: crack a code.
8. To cause (the voice) to crack.
9. Informal To tell (a joke), especially on impulse or in an effective manner.
10. To cause to have a mental or physical breakdown.
11. To impair or destroy: Their rude remarks cracked his equanimity.
12. To reduce (petroleum) to simpler compounds by cracking.
n.
1. A sharp snapping sound, such as the report of a firearm.
2.
a. A partial split or break; a fissure.
b. A slight narrow space: The window was open a crack.
3. A sharp resounding blow.
4.
a. A mental or physical impairment; a defect.
b. A breaking, harshly dissonant vocal tone or sound, as in hoarseness.
5. An attempt or try: gave him a crack at the job; took a crack at photography.
6. A witty or sarcastic remark. See Synonyms at joke.
7. A moment; an instant: at the crack of dawn.
8. Irish Fun; amusement.
9. Slang Crack cocaine.
adj.
Excelling in skill or achievement; first-rate: a crack shot; a crack tennis player.
Phrasal Verbs:
crack down
To act more forcefully to regulate, repress, or restrain: The police cracked down on speeding.
crack up Informal
1. To praise highly: He was simply not the genius he was cracked up to be.
2.
a. To damage or wreck (a vehicle or vessel): crack up a plane; crack up a boat.
b. To wreck a vehicle in an accident: cracked up on the expressway.
3. To have a mental or physical breakdown: crack up from overwork.
4. To experience or cause to experience a great deal of amusement: really cracked up when I heard that joke.
Idiom:
crack the whip
To behave in a domineering manner; demand hard work and efficiency from those under one’s control.
[Middle English craken, from Old English cracian; see ger-2 in Indo-European roots.]

Fonte: The Free Dictionary

O acidente de ontem em Congonhas

Wednesday, July 18th, 2007

Tem muita gente comentando o acidente pela imprensa afora. Já vi dedos apontados em todas as direções. Querem achar UM culpado num acidente onde existem MUITOS culpados. Como disse um amigo meu, o culpado deve ser o faxineiro do aeroporto, que não secou a pista direito.

Quero só registrar aqui no chá o que foi que mais me doeu: a imagem da mãe dos dois meninos, um de 12 anos e o outro de 17, que estavam no vôo para vir para São Paulo em férias, não querendo acreditar que os filhos estavam no vôo. A vida dessa mãe acabou junto com a dos seus filhos, ontem. A dor dessa mãe deveria ser, nesse momento, o que grita mais alto, a coisa mais importante do mundo. O resto da discussão e da investigação deveria se desenrolar pensando nessa mãe e seus dois filhos, o tempo todo, pensando nessa perda e no que vai ser dessa mãe.

Daqui doze dias quem vai voar sou eu. Eu já pedi que seja um vôo que saia de Guarulhos. Disse que pode ser TAM ou Gol, porque eu confio em ambas as companhias. Acho que só com isso, deixo a minha opinião bem clara.

É tudo que eu tenho a dizer.

Leiam os comentários no post do Piza a respeito, os comentários dizem muito mais do que toda a cobertura de imprensa.

Instruções para usar a geladeira

Wednesday, July 18th, 2007

Quem resolveu o dilema da geladeira foi a Graça Carpes, do Pulsar Poético, deixando instruções aqui no chá em forma de poesia:

“Bem perto do sol toda neve transforma-se em líquido; isso é tudo o que se quer.”

Nota sobre a geladeira

Monday, July 16th, 2007

Ficar um ano sem geladeira faz mal à saúde… mental. Não sei mais usar geladeira.
Tudo, absolutamente tudo (menos um pudim de chocolate) congelou. Fui olhar o botão da geladeira. Não entendi nada. Não sei se tenho que colocar o botão perto do solzinho ou do boneco de neve. De toda forma, inverti o botão, na esperança que pare de congelar tudo. Se alguém souber, por favor me instrua. Sou capaz de regular uma câmera fotográfica mas não uma geladeira. Burrice tecnológica seletiva.

Joguei fora o pudim de chocolate. Não confio em comer alguma coisa que deveria ser feita de leite e chocolate mas que não congelou no furor glacial que congelou tudo, melão, suco de laranja, morangos, creme de soja, água de coco, manteiga, brócolis, couve-flor, pão… vai saber do que é que esse pudim é realmente feito.

Entusiasmo

Monday, July 16th, 2007

Postei um comentário no Overmundo, fui reler e gostei. Achei que ficou um bom chá, resolvi postar por aqui pra vocês, meus fiéis bebedores de chá. Até porque ando tão enrolada (é essa a palavra, não é ocupada, é enrolada mesmo) que o chá está aqui um pouco abandonado, pegando pó virtual. Desculpem-me a minha ausência.

A minha cabeça anda cheia de pensamentos e agora, pra completar, eu tenho uma geladeira. Só quem nunca ficou pelo menos um ano sem geladeira (foi esse o tempo que eu fiquei sem uma) pode achar que é um acontecimento banal a adoção de uma. Ganhei de presente de uma prima, que ganhou uma geladeira usada de sua tia e me mandou a dela. Estou perfeitamente feliz com minha geladeira nova, me sinto totalmente realizada no ciclo de vida das geladeiras.

A geladeira que eu tinha, que comprei em 1996 quando me casei, tive que doar ao me divorciar em meados de 2003/2004, porque fui morar com minha mãe (espero que nunca mais precise fazer isso, eu sou uma solitária, adoro morar eu e a Mia) e não havia espaço no apartamento que ela mora para guardar a maioria das minhas coisas. Doei minha linda geladeira, ainda funcional e bem cuidada, para uma creche que precisava. Minha geladeira foi ser útil em outro lugar. Agora herdei uma outra, que está aqui ronronando quietinha, gelando a minha comida.

Mas voltando ao comentário no Overmundo, que era o assunto antes dessa digressão. O artigo que comentei chama-se Estresse do excesso ou a volta dos mortos-vivos e recomendo a leitura (e o voto, caso você tenha conta no Overmundo).

Eis meu comentário, com erros de digitação e tudo, porque foi muito espontâneo, e recentemente, parei de me policiar em excesso com o exercício da língua. Ainda mais porque ando escrevendo muito em inglês também e começo a confundir a gramática (que jamais foi meu forte):

“Sensacional, Andrea. Eu tenho sentido isso lecionando. Cadê a fome por informação, a sede de conhecimento dos alunos? Inexiste. Eu tenho platéias de alunos apáticos que não vêem graça em aprender nada, que cumprem a grade horária de estudo como se fosse um time de futebol num campeonato já perdido cumprindo tabela. Jovens! Jovens! O que está errado com esse panorama? Será que a vida como um todo se transformou em alguma coisa tão sem graça, tão sem tempero que nada faça com que as pessoas saiam da apatia? Viver ficou chato?
Tem alguma coisa errada mesmo e eu confesso que não sei de onde vem isso. Não sei se é porque a economia vai mal, se foi o Onze de Setembro ou se as novelas da TV estão uma chatisse. Dá pra tentar achar um culpado durante horas e desconfio que não acharemos nenhum, a não ser talvez o fato de que nada mais tem valor. O que é que tem valor hoje?
Valioso pra mim é a minha gatinha me dando bom dia de manhã e ronronando pra mim. É a minha sobrinha de 3 anos que num rompante de entusiasmo virou e falou pro pai dela, como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo: “pai, você sabia que a tia Dani tem uma cozinha dentro de um armário?”
É isso, a experança do fim da apatia é a minha sobrinha de 3 anos, que enxerga na situação econômica da tia professora falida que mora numa kitchinete com um armário-pia-cozinha um motivo pra assombro e admiração, achando que eu sou um ser especial, mágico e misterioso, porque ao invés de ter uma cozinha que é um ambiente completo, de capa de revista, com todas as utilidades de consumo, tenho um armário mágico, que você abre e tem uma cozinha dentro.
Está certa a minha sobrinha, que vê assim a kitchinete onde eu moro. Devíamos todos ver o mundo com esse olhar de 3 anos de idade. Viveríamos melhor.”

“Cacilda, o que tem de erro de português no meu comentário não é bolinho. Desculpa aí o assassinato da flor do lácio, foi acidente.”

Frase do dia

Saturday, July 14th, 2007

Calvin

É isso aí.

Lula vaiado

Saturday, July 14th, 2007

“O prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM-RJ), disse que pode ter havido um descompasso entre as assessorias do presidente Lula, do COB e da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), o que criou o constrangimento para Lula. ‘Já passei por isso’, afirmou Maia.”

Hum. O que a assessoria faria? Mandaria nota oficial ao público presente no Maracanã? “Senhores do povo brasileiro. Favor não vaiar o presidente da república. A Assessoria”.

Passou pela cabeça de alguém que se o país não estivesse uma m**** talvez o presidente fosse aplaudido?

“Segundo Cesar Maia,houve uma confusão’. ‘A assessoria do presidente se precipitou e procurou o presidente do COB e pediu para o senhor presidente não fazer a declaração. Mas se esqueceu de informar ao presidente da Odepa, que fez a leitura do nome do presidente quando a assessoria tinha pedido para Nuzman fazer a declaração. Foi uma confusão da assessoria do presidente que criou um constrangimento muito grande.”

A platéia vaia, a assessoria paga o pato.

Se o Brasil não existisse, com certeza teria sido inventado em algum livro maluco. Morra de inveja, Lewis Carroll…

Fonte: Pan é aberto com vaias a Lula e homenagem a atletas

Templo pós-moderno

Sunday, June 24th, 2007

Hoje é domingo, eu fui ao supermercado.

O supermercado é um símbolo da vida pós-moderna. Você caminha pelos corredores e vai escolhendo, de acordo com o seu gosto. Todos os supermercados vendem, junto com os produtos, a idéia de que você não poderia ter escolhido um lugar melhor para ir, que eles têm os melhores produtos, os melhores preços, o melhor serviço. Tudo embalado com conservantes, colorantes, aditivos químicos variados. Está tudo ali, embalado, esterilizado, organizado, etiquetado com códigos de barras. Eu leio as embalagens, porque embalagens são mais que pacotes bonitos e coloridos, leio as fórmulas, a quantidade de lindos nomes de catorze sílabas de produtos químicos adicionados. Cada produto é o resultado de uma cadeia de produção que envolve dúzias de empresas em vários locais do mundo. A música de elevador no ar é para que as pessoas comprem mais devagar. Se o supermercado estivesse cheio, a música seria alta e irritante, para que todos fizessem as compras mais rapidamente e saíssem logo. Faço minhas compras, pago com meu dinheiro de plástico e volto para casa. Podendo comprar em supermercado, sou um ser-humano completo, integrado à sociedade.

O supermercado é um símbolo do sonho americano, da era pós industrial, da vida pós-moderna.

E fica aqui Radiohead para vocês.

Tempos modernos

Tuesday, June 19th, 2007

Meu sobrinho apresentou sua noiva à mãe dele. Ele queria contar que eles estão apaixonados e pretendem se casar. Diante da surpresa de minha irmã, meu sobrinho explicou que minha irmã não precisa se preocupar: antes de casar, tanto ele quanto sua noiva pretendem primeiro terminar a faculdade, conseguir bons empregos, comprar um apartamento, prover com um computador para cada um, conexão de internet banda larga e todos os confortos da vida tecnológica moderna. Minha irmã olhou, surpresa, para a mãe da “noiva” do meu sobrinho, que não conseguia conter o riso. O meu sobrinho e sua “noiva”, têm cinco anos de idade cada um.

O tempo não funciona mais como antigamente

Monday, June 11th, 2007

Bom, o caso é o seguinte.

Primeiro: não tem som no meu computador. Aliás, ele andou travando muito também por causa de aceleração gráfica. Quase três semanas de batalha, vários drivers instalados, DVDs de backup - que também decidiram não funcionar muito bem - depois, o computador funciona melhor, mas o problema ainda não está solucionado.

Segundo: a net às vezes funciona, às vezes não. Eu devo uma conta, porque não paguei na data e agora estou atravessando o inferno de tentar pagar em um banco muito popular que vive atolado de gente e não tem sistemas online eficientes. Então, não reclamei. O serviço de telefone e net que eu uso são caros, um péssimo atendimento e dão problemas constantemente. Mas código do consumidor só funciona na teoria. Bem vindos ao caos da pós-modernidade, I guess.

Terceiro: incrível como tem gente que não tem pressa pra nada. Você quer alugar um imóvel? Oras, pra que pressa, né? Um mês passa logo, você não precisa alugar correndo. Espere um mês. Não que EU queira esperar, mas a velocidade com que as coisas andam é essa. Está levando um mês. Acho que vai ver, sou eu que sou impaciente demais.

Quarto: emergências felinas me tiraram da jogada. Como assim, você já completou sete meses de idade, Miss Mia? COMO ASSIM você resolveu entrar no cio?? COMO ASSIM, É UM CIO FORTÍSSIMO?? Daí passei dois dias pajeando a fera com um feriado no meio (Brasil, país do feriado, porque afinal das couves o povo precisa de micareta e praia, eu é que sou uma aberração que gosta de ouvir Mozart e rock industrial e não toma sol porque se preocupa com a camada inexistente de ozônio e o quanto isso pode fritar a minha pele, que aliás, é o maior órgão do corpo humano e não sei bem por que, eu sou apegada à minha pele, prefiro ela macia e branca e não apodrecida). Voltando ao assunto, pajeie um animal enlouquecido que nem sabe por que está enlouquecido e olha pra você com olhos amarelos perguntando “o que é que eu tenho”? Consegui a veterinária, levei a Mia pra castrar na sexta-feira e sofremos horrores juntas. Eu chorava de pena dela, porque do dia pra noite teve que fazer doze horas de jejum, ser levada pra um local estranho cheio de cachorros latindo e ver sua dona falar “eu volto, eu volto” com ar preocupado e passar pelo que deve ter sido um circo de horrores. Quando fui buscá-la, no final da tarde, ela estava acordada, operada, grudou no meu pescoço e não queria mais me largar. Eu, que sou uma eterna sentimental, morri de pena dela, mesmo sabendo que a cirurgia é a melhor coisa pra ela. Imaginaram o stress de nós duas? Multiplique por dez.

Quinto: tortura, seu nome é monografia.

E por enquanto é isso. Tem umas coisas boas no forno, mas ainda não estão cozidas, eu conto quando saírem do forno.

Foi por isso tudo que eu sumi.

O Maestro Carlos Castilho

Friday, June 8th, 2007

Meu tio Bebeto me mandou essa foto por email. É meu pai, quando tinha uns trinta anos de idade.

Maestro Carlos Castilho

“Achei essa cópia no meu pc.Talvez vc já tenha. Assim mesmo, vale a pena te mandar.
Beijos, Tio Bebeto”

Tive um dia difícil, foi um lindo presente.
Certas coisas na vida a gente nunca esquece…

Vi as mãos dele na foto, é curioso, eu me lembro das mãos dele como se tivesse visto ontem. Mãos pequenas, delicadas e com a pele grossa que nem lixa, calejada pelo contato constante com as cordas do violão. As minhas mãos se parecem com as dele.

Outro dia estava conversando sobre ele com uma amiga. Ela comentou que meu pai devia ser bonito e charmoso, e sendo músico (ele começou tocando na noite, no Rio) devia ser irresistível. Eu sempre achei ele lindo, mas eu sou suspeita. Dá pra ver na foto como os olhos são transparentes, eram verdes, verdes. Meus olhos são verdes, mas não como os dele, os olhos de minha irmã são mais parecidos com os dele, um verde meio dourado, cor de oceano.

… e certas perdas, a gente nunca supera.
Dia 27 de maio meu pai teria completado 74 anos. Ele morreu em 1984.
Sinto saudades todos os dias.

Chá punk gótico

Tuesday, June 5th, 2007

Siouxsie and Tea

Ganhei o DVD de um amigo querido, ele acertou na mosca, eu adoro a Siouxsie desde meus dezesseis anos. O mais genial, entretanto, é vê-la em plena forma, cantando lindamente e dançando pelo palco aos cinquenta anos de idade. A banda Siouxsie and the Banshees foi criada em 1976 e “oficialmente” encerrada em 1996. O show desde DVD é de 2004. Nos extras, entrevistas e cenas de ensaio.

Amei.