Thursday, January 8, 2009

'Olhos de quem vê'

Glitch art

Monday, August 20th, 2007

Ah, que coisa maravilhosa. É o noise, que eu sempre amei e uso em meus trabalhos artísticos há mais de uma década, se tornando movimento artístico.

A beleza do ruído, assimilada.

Da Folha: “Tilts” viram arte digital e ganham a rede, link enviado pelo meu amigo e cúmplice de chá, MSurcan.


Mercado de arte não está pronto para era digital, diz especialista
ADRIANA FERREIRA SILVA
da Folha de S.Paulo
Entrevista com Edmond Couchot

Fonte: Folha Online

A arte digital está à margem da arte contemporânea. É isso que defende o artista e teórico de novas mídias francês Edmond Couchot, 74, professor da Universidade Paris 8, onde criou a cadeira de Artes e Tecnologias da Imagem. Ele está no Brasil como principal convidado da bienal Emoção Art.ficial 3.0, que começa amanhã, no Itaú Cultural, com 13 obras que exploram a interatividade.

Além de Couchot, que traz um clássico de sua autoria, a instalação “Les Pissenlits”, a mostra reúne bambas do meio digital, como Bill Seaman, Michel Bret, Golan Levin e Paul Prudence. Em entrevista à Folha, Couchot falou sobre interatividade e o status do digital no panorama contemporâneo.

Folha - Como o sr. vê a relação entre a arte digital e a arte contemporânea atual?

Edmond Couchot - Na minha opinião, a arte digital está à margem. Não há crítica e ela não é vendida. Não se encontra esse tipo de arte em galerias, exceção feita a raríssimos casos. Quando os críticos de arte tradicional falam da arte digital, normalmente é para dizer que a interação invalida aquilo como arte. Esse tipo de trabalho exige novos críticos e novos organizadores. O sistema de legitimação da arte contemporânea, da arte tradicional, não funciona com a digital.

Folha - Na arte digital é maior a interação entre o público e a obra?

Couchot - Nos anos 1960, os artistas falavam muito de participação do espectador, mas não existia a palavra interação, que surgiu com a informática. A idéia de fazer o espectador participar era muito comum, mesmo na arte cinética e na conceitual. Com a informática, surgiram ferramentas que tornaram muito mais simples fazer o público reagir à obra.

Folha - Então, a interatividade tem uma história?

Couchot
- Sim. Tem uma trajetória complexa e hoje atinge nova forma. Ela se transforma também a partir dos próprios objetos representados –que começam a adquirir característica de seres vivos. Os artistas tentam, além de inteligência e comportamento, prover os objetos representados de emoção.

Folha
- Muitos curadores dizem que a interatividade pode se resumir à manipulação de botões…

Couchot - Tradicionalmente, a arte era religiosa. Mas existia também uma arte profana, muito menos séria. A música e a pintura não-religiosas também eram consideradas como uma arte de entretenimento. Essa arte, pensada como simples diversão, atingiu níveis muito complexos e reflexivos.

Folha - A arte contemporânea seria “religiosa”, e a digital, “profana”?

Couchot - De modo geral, os curadores e críticos no mundo tendem a não se interessar muito pela arte digital, porque esse tipo de trabalho que nós fazemos não se encaixa nas regras do mercado de arte.

Folha
- No digital, a interação ocorre por interfaces. O que são?

Couchot - São os dispositivos técnicos que permitem a troca de informações entre a máquina e a pessoa. É um prolongamento do público: o homem e o computador se encontram por meio da interface.

Folha
- Como fica a autoria?

Couchot - Quando há arte, sempre existe a sensação de presença de um ou mais autores. A função do autor é deixar essa presença de alguma maneira na obra. Com “Le Pissenlits”, por exemplo, se ao soprar [a interface], você sentir que está soprando com os autores [Couchot e Michel Bret], então isso está funcionando.

Folha - É fundamental que, assim como um pintor entende de tintas, os artistas dominem os softwares?

Couchot - É necessário que o artista tenha pelo menos um conhecimento básico da programação e das ferramentas que está usando. Ele deve saber o que o software faz, o que pode e não pode ser feito. Se não, será manipulado pelo software.

Emoção Art.ficial 3.0 - Interface Cibernética
Quando: de amanhã a 24 de setembro, das 10h às 21h. Sáb. e dom., das 10h às 19h
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 0/xx/11 2168-1776)
Quanto: grátis. Para as palestras, retirar ingresso com uma hora de antecedência

Anjo de dezembro

Friday, June 22nd, 2007

Marlene

Nasceu em 27 de dezembro de 1901. Eu não sabia. Sou muito fã dela, desde criancinha.
Ela morreu em 1992, aos 91 anos. Eu chego lá, Marlene.

O Maestro Carlos Castilho

Friday, June 8th, 2007

Meu tio Bebeto me mandou essa foto por email. É meu pai, quando tinha uns trinta anos de idade.

Maestro Carlos Castilho

“Achei essa cópia no meu pc.Talvez vc já tenha. Assim mesmo, vale a pena te mandar.
Beijos, Tio Bebeto”

Tive um dia difícil, foi um lindo presente.
Certas coisas na vida a gente nunca esquece…

Vi as mãos dele na foto, é curioso, eu me lembro das mãos dele como se tivesse visto ontem. Mãos pequenas, delicadas e com a pele grossa que nem lixa, calejada pelo contato constante com as cordas do violão. As minhas mãos se parecem com as dele.

Outro dia estava conversando sobre ele com uma amiga. Ela comentou que meu pai devia ser bonito e charmoso, e sendo músico (ele começou tocando na noite, no Rio) devia ser irresistível. Eu sempre achei ele lindo, mas eu sou suspeita. Dá pra ver na foto como os olhos são transparentes, eram verdes, verdes. Meus olhos são verdes, mas não como os dele, os olhos de minha irmã são mais parecidos com os dele, um verde meio dourado, cor de oceano.

… e certas perdas, a gente nunca supera.
Dia 27 de maio meu pai teria completado 74 anos. Ele morreu em 1984.
Sinto saudades todos os dias.

A virada cultural foi aqui

Tuesday, June 5th, 2007

Eu ia postar isso quando rolou, já faz mais de um mês, mas devido às mil coisas que eu tenho que fazer na vida, acabei não postando. É uma foto que tirei do balcão da varanda do apartamento onde eu moro, no sábado da virada cultural. Tive uma posição privilegiada. No parque ao lado uma orquestra de jazz tocava. Na rua, telões com videoartes e curtas. Cada filme tinha sua própria trilha sonora, que tocava em caixas colocadas na calçada, mas da minha janela, a trilha da orquestra de jazz superava o som dos filmes, criando uma trilha sonora alternativa para o espetáculo da rua. Eu jantei ao som do jazz e fiquei acompanhando os filmes sentada na sacada, com a Mia correndo de um lado para o outro na beirada da sacada (que tem rede, como dá para ver na foto).

Virada Cultural pela minha janelaVirada Cultural pela minha janela

Chá punk gótico

Tuesday, June 5th, 2007

Siouxsie and Tea

Ganhei o DVD de um amigo querido, ele acertou na mosca, eu adoro a Siouxsie desde meus dezesseis anos. O mais genial, entretanto, é vê-la em plena forma, cantando lindamente e dançando pelo palco aos cinquenta anos de idade. A banda Siouxsie and the Banshees foi criada em 1976 e “oficialmente” encerrada em 1996. O show desde DVD é de 2004. Nos extras, entrevistas e cenas de ensaio.

Amei.

Video Clipe

Sunday, May 13th, 2007

Do cinematógrafo e amigo, Carlos Ebert: o videoclipe mais barato que ele já fez.

Edgar Moura

Friday, May 11th, 2007

Edgar Moura

Fotos de Edgar Moura feitas no Deutsches Museum em Munique, publicadas No Mínimo


Michael Parkes

Sunday, May 6th, 2007







The World of Michael Parkes - Official website created by the Artist

Eu não sou normal

Tuesday, April 24th, 2007

Passeando pelo Digg, fui cair em alguns sites e blogs interessantes. Por esses sites, descobri que existe uma lista dos “filmes mais controversos da história” onde, com exceção de filmes gores ou pornôs bizarros como “O Massacre da Serra Elétrica” ou “Calígula”, a maioria dos filmes da lista estão entre meus favoritos como, por exemplo, “Encaixotando Helena” de Jennifer Lynch (sim, a filha do David Lynch), “Cidadão Kane” de Orson Welles, “Laranja Mecânica” de Kubrick, “O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante” de Peter Greenaway, “Crash” de Cronenberg, “Faça a Coisa Certa” de Spike Lee, “Evil Dead” de Sam Raimi, “O Último Tango em Paris” de Bertolucci, “A Última Tentação de Cristo” de Scorsese, “A Vida de Brian” de Monty Pithon (é comédia!), “NBK” de Oliver Stone, “Pink Flamingos” de John Waters, “Pretty Baby” de Louis Malle, “Requiem for a Dream” de Darren Aronofsky, “Romance” de Catherine Breillat (puxa, nem é tão pornô assim! É light!), “O Bebê de Rosemary” de Polanski, “South Park: Bigger, Longer & Uncut” (é um desenho!).

Ok. Superei o trauma e dei de cara com outra lista, “Os videoclipes mais estranhos de todos os tempos”. E aí, me considerei um caso perdido, porque a lista traz “Closer” de Nine Inch Nails (dirigido por Mark Romanek!), “Black Hole Sun” do Soundgarden, “Smack my Bitchup” do Prodigy, “Come to Daddy” do Aphex Twin, “Here It Goes Again” do OK, Go!, “Beautiful People” do Marilyn Manson (dirigido por Flora Sigismondi!), “Rabitt in you Headlights” do UNKLE, “Weapon of Choice” do Fatboy Slim.

Toda a minha esperança de vir a ser, algum dia, considerada normal caiu por terra.
Eu sou esquisita. Eu gosto de coisas controversas e estranhas.

Nota: O que me consolou foi ver a lista dos “10 melhores filmes de Ficção Científica” de todos os tempos. Na lista tem Blade Runner, The Matrix, 2001, De Volta Para o Futuro, Planeta dos Macacos (o original de 1968), Alien (o primeiro, de 1979), O Exterminador do Futuro (1984), O Planeta Proibido (1956). Faltou só “O Dia em que a Terra Parou”, um dos meus favoritos.

Vejam o Flickr desse menino.

Friday, April 20th, 2007


, originally uploaded by Leo Souza.

Fotos maravilhosas.

life unbalanced

Wednesday, April 18th, 2007

Life out of balance

Koyaanisqatsi (1982)

Fluxus

Tuesday, April 10th, 2007

i go away