Monday, September 8, 2008

'Portmanteau'

Art of Noise - versão 2

Monday, October 16th, 2006

Mudei a trilha e a minutagem para poder inscrever esse vídeo em festivais.

Portmanteau #4: O Sonho de Cesare

Thursday, September 21st, 2006

Dessa vez, selecionei trechos de alguns filmes mudos do início do século XX e montei uma pequena história. O nome desse vídeo é “O sonho de Cesare” - Cesare é o assassino manipulado através de hipnotismo pelo Dr. Caligari, no filme “O Gabinete do Dr. Caligari”, de Robert Wiene, 1920. Faço assim uma homenagem ao cinema e ao mesmo tempo, coloco diversas linguagens do audiovisual simultaneamente, cada uma com seus ruídos de imagem e com seu modo de impressão da luz.
Espero que gostem.

Notinha: O “anel da primavera”, eclipse parcial criado pelo encontro do sol e da lua, será na sexta-feira, dia 22, pouco depois do amanhecer; anuncia o início da estação das flores e os dias voltarão a ser mais longos que as noites. Que coisa poética. Viajei nas palavras mesmo, né?

Portmanteau #3: Moving Pictures

Monday, September 18th, 2006

Blurred Art of Noise

Sunday, September 10th, 2006

Art
Blurred
Compression
Noise

DiesIrae

Friday, September 1st, 2006

“I think there’s something strangely musical about noise.”
Trent Reznor

Nota posterior 01: Acabei de descobrir a tradução da letra desse réquiem - que está em latim - e eu não conhecia. Como muitas outras pessoas - descobri a letra através de um outro vídeo do Youtube - eu também pensava que o “Dies” em latim significada “Deus”. Não é isso, não. “Die” é “Dia”. Ops.

“Day of wrath and terror looming!
Heaven and earth to ash consuming,
David’s word and Sibyl’s truth foredooming!
What horror must invade the mind,
when the approaching judge shall find,
and sift the deeds of all mankind.”

Argh! Não tem nada a ver com a intenção que eu queria.
Talvez eu devesse tentar a “Lacrimosa” ou o “Confutatis”…

Nota posterior 02: Achei um site que tem as letras em latim, traduzidas para o inglês. Aparentemente será uma missão ainda mais difícil do que eu previa, as letras não são exatamente o que eu queria…

Tentativas musicais

Friday, September 1st, 2006

Estive brincando com alguns softwares que produzem música - só, que, claro, eu não produzo música, eu produzo baterias desconexas que eu não consigo acertar nem em ritmo 3/4, pianos que mais parecem gatos desafinados e coisas que não casam entre si nem por decreto.

Como musicista eu sou uma excelente designer.

… daí eu coloco preciosidades da “art of noise” para tocar por aqui e fico assim… um tanto frustrada. Eu nunca tive jeito pra música. Só pra ouvinte. Dois anos tentando estudar piano quando criança deu em nada. Pena, isso.

Mas eu não vou desistir assim tão fácil. Música é matemática. Eu preciso de umas “trilhinhas” para os projetos da faculdade, vou retomar os brinquedos musicais e continuar tentando.

Fui ver a exposição “File” que está no centro cultural FIESP. Cool. Deu pra sentir em que pé anda a arte cibernética pelo mundo.

E ao sair, dei uma entrevista para o simpático programa “Entrelinhas” da TV Cultura, que passa às quarta-feiras às 22:40. Falei de internet, blogs e sobre escrever. Vai ao ar dia 08 de outubro.


My blog is worth $21,452.52.
How much is your blog worth?

Alguém se candidata a comprar?

O blog do Neil Gaiman vale $1,439,012.46. O blog do William Gibson vale $147,909.48.

portmanteau

Thursday, August 31st, 2006

dictionary

port‧man‧teau  /pɔrtˈmæntoʊ, poʊrt-; ˌpɔrtmænˈtoʊ, ˌpoʊrt-/ Pronunciation Key - Show Spelled Pronunciation[pawrt-man-toh, pohrt-; pawrt-man-toh, pohrt-] Pronunciation
–noun, plural -teaus, -teaux /-toʊz, -toʊ, -ˈtoʊz, -ˈtoʊ/ Pronunciation Key - Show Spelled Pronunciation[-tohz, -toh, -tohz, -toh] Chiefly British a case or bag to carry clothing in while traveling, esp. a leather trunk or suitcase that opens into two halves.

port·man·teau (pôrt-mnt, prt-, pôrtmn-t, prt-) n. pl. port·man·teaus or port·man·teaux (-tz, -tz)
A large leather suitcase that opens into two hinged compartments.

[French portemanteau : porte-, from porter, to carry (from Old French. See port5) + manteau, cloak (from Old French mantel, from Latin mantellum).]

portmanteau

n 1: a new word formed by joining two others and combining their meanings; “`smog’ is a blend of `smoke’ and `fog’”; “`motel’ is a portmanteau word made by combining `motor’ and `hotel’”; “`brunch’ is a well-known portmanteau” [syn: blend, portmanteau word] 2: a large travelling bag made of stiff leather [syn: Gladstone, Gladstone bag]
WordNet ® 2.0, © 2003 Princeton University

what a life!
portmanteau

wikipedia

A portmanteau (from 16th century French, plural portmanteaux) is a large travelling case made of leather. Originally designed with two sides with the hinge in between, one side to carry (porte) your coats (manteaux) and the other side for other items. The portmanteau could stand on end, so that the coats are hung vertically, and open up like a book to make a pair of mini-closets joined by hinges.

A portmanteau (plural: portmanteaux or portmanteaus) is a term in linguistics that refers to a word or morpheme that fuses two or more grammatical functions. A folk usage of portmanteau refers to a word that is formed by combining both sounds and meanings from two or more words (e.g. ‘animatronics’ from ‘animation’ and ‘electronics’). In linguistics, these folk portmanteaux are called blends. It can also be called a frankenword (incidentally, this is another example of a portmanteau). Typically, portmanteau words are neologisms.

The word was coined by Lewis Carroll in Through the Looking-Glass, and What Alice Found There (1871). In the book, Humpty Dumpty explains to Alice words from Jabberwocky, saying, “Well, slithy means lithe and slimy … You see it’s like a portmanteau— there are two meanings packed up into one word.”

dead of night

portmanteau

Portmanteau horror movies are often hit-and-miss affairs, but this compendium from Ealing Studios employs some rigorous quality control. Among the short, sharp shocks are two instant clammy classics: The Haunted Mirror and The Ventriloquist’s Dummy, in which Michael Redgrave finds himself at the mercy of a demonic puppet.

As adventures are to the adventurous, so is romance to the romantic. Curiouser and curiouser.

“Most men are within a finger’s breadth of being mad.”
“I am a citizen of the whole world (cosmos), rather than of any particular city or state (polis).” (cosmopolitanism)

Diogenes the Cynic

Now listening: David Bowie & Trent Reznor - Hearts Filthy Lesson

Art of Noise

Tuesday, August 29th, 2006

Head like a Hole - NIN - 1989

Uma das minhas professoras da pós adora esse vídeo. É considerado bastante experimental.

“I like to see things moving backwards. It holds a possibilitie of some beautiful accidents. That´s allways exciting cause a beautiful accident can sometimes leads to something more and discoveries can be made.”
David Lynch

Trent knows better.

Nota posterior: achei uma versão com uma resolução muito superior e um som de muito maior qualidade aqui no Ifilm, vale a pena assistir.

Informação curiosa do Ifilm:
“This groundbreaking 1989 masterpiece shows a twenty-something Trent Reznor blasting his industrial electro pop into the mainstream for the very first time. 6 min 25 sec”

Sábado à tarde, domingo de manhã

Sunday, August 27th, 2006

Sábado

Está um lindo entardecer. Fui comprar um pedaço de torta no café aqui em frente. Adoro esse café. Tem um ar de restaurante da década de 50 daqueles filmes de Frank Sinatra. Torta de palmito, quiche de queijo. Trufas recheadas com creme. O cheiro do café.

Fases de transição são extremamente complicadas para mim.

Eu dormi um pouco à tarde. Sonhei com as coisas-que-não-existem-mais. Até pouco tempo atrás, quando morava com a minha mãe, nessa minha vida pós-minha-vida-anterior, sonhar com as coisas-que-não-existem-mais era complicado para mim, porque eu ainda estava no cenário onde as coisas-que-não-existem-mais tinham existido. Eu acordava no lugar certo, no tempo errado. Vocês não têm idéia de como era confuso e… complicado.

Eu descobri que não consigo falar determinados sentimentos e simplesmente os defino como “complicados”.

Estou um pouco cansada de falar com determinadas pessoas. É estranho para mim como as pessoas não compreendem o significado da palavra “silêncio”. Não é tão difícil.

do Lat. silentiu
s. m., estado de quem se abstém de falar; taciturnidade; privação voluntária do falar; abstenção de publicar qualquer notícia ou facto; ausência de ruído; interrupção de correspondência; omissão de explicações; sossego; segredo; toque nos quartéis e conventos, depois do recolher;

Algumas pessoas falam sem parar. É exaustivo. A arte da conversação pressupõe interlúdios. Eu sou uma pessoa conversadora, eu gosto de conversar - especialmente com estranhos. Conversar com estranhos é sempre uma oportunidade de ser alguém novo, de exercitar um aspecto seu que às vezes nem você conhece bem.

Existe esse sujeito, amigo que eu herdei de outro amigo. Ele é inteligente, mas me cansa. Ele fala sem parar, geralmente sobre ele mesmo. Quem ele é, como ele é, como as pessoas não o entendem, como ele quer ser visto e entendido pelas pessoas. Ele me exaspera tanto com seu infindável monólogo que eu já cheguei a ser áspera com ele. Disse a ele que eu adoraria conhecê-lo melhor, mas infelizmente o relações públicas dele não deixa. E que a única imagem que eu consegui fazer dele é de um sujeito inseguro, cansativo, que fala sem parar para evitar que o conheçam, que quer controlar a opinião que as pessoas fazem dele.

Argh! Eu detesto quando alguém me obriga a falar coisas ásperas.

Outra palavra que parece não ser bem compreendida é “consideração”. Pena, é uma palavra rica.

do Lat. consideratione
s. f., acto de considerar; exame atento, reflexão;raciocínio; valimento, importância; razão, motivo que pode determinar um acto;estima; deferência; respeito que se dedica a alguém; crédito; bom nome; (no pl. ) reflexões; (no pl. ) arrazoado; (no pl. ) exposição fundamentada.

As pessoas não gostam de considerar, examinar ou refletir sobre nada. Dá trabalho. Cansa. Não pensar é muito mais simples, rápido e fácil.

Domingo

O vídeo abaixo é do show especial “ReAct Now: Music & Relief” realizado em prol das vítimas do furacão Katrina em New Orleans.

Eu amo esse homem. Ele é maravilhoso. Ouçam só esse piano.

Estou fazendo uma extensa pesquisa sobre o período entre guerras na Alemanha, o cinema expressionista alemão, o Grotesco & o Sublime. A minha pesquisa acabou de passar, inevitávelmente por Gottfried Helnwein e consequentemente por… Marilyn Manson.

O trabalho de Gottfried Helnwein não é para estômagos fracos, não entrem no site dele se vocês são impressionáveis.

Mr. Manson nunca me fascinou. Gosto de um CD dele que eu tenho, mas nunca parei para analisar ou ouvir mais coisas dele. Sou uma fã confessa de Monsieur Reznor, já disse isso over and over… mas pesquisando e lendo mais sobre o trabalho recente de Mr.M, descobri que ele está resumindo em seu trabalho, desde o início, mais de cem anos de propaganda, comunicação de massas e mídia. É interessantíssimo ver como Mr.M “lê” o que “consumiu” da cultura de massas e da mídia durante toda uma existência e como “traduz” essas informações em seu trabalho.

A platéia se divide em dois grupos: os que reagem à primeira impressão visual e rejeitam a figura, as imagens usadas nos vídeos e a música; e os fãs, divididos em dois grupos, os que são simplesmente fãs mas nunca pararam para analisar o que é esse peculiar trabalho de Mr.M e os que se informam profundamente, pesquisam e analisam o trabalho de Mr.M - para descobrir, mesmerizados, a imensa mistura de referências cruzadas.

Vejam esse vídeo, que interessante, The Golden Age of Grotesque, do álbum de mesmo nome, ele usa elementos de Cabaré (o filme de Vincent Minelli) misturados com vaudeville burlesque, com elementos do artista plástico performático alemão Günter Brus, nascido em 1938 e outras referências da época da segunda guerra. As gêmeas do vídeo são uma referência às gêmeas siamesas que se tornaram musicistas, cantoras e grandes estrelas do vaudeville durante a década de 30, Daisy e Violet Hilton.

Ditta Von Teese está causando um efeito curioso em Mr.M. Essa nova persona dele que aflorou é muito interessante.

Curioso, eu ainda sou aquela mesma garotinha que morria de medo de assistir “Acredite se quiser” na TV, embora o horror me fascinasse; a mesma que assistia os filmes de Vincent Price achando-os belíssimos mas apavorantes e que, até hoje, quando vê alguma coisa realmente horrível, faz milhões de pesquisas para verificar se a história é real ou forjada, se a imagem é real ou fotomontagem.

O horror apenas não me horroriza. É o pensamento da capacidade das pessoas em produzir horror que me horroriza. Figuras horríveis não horrorizam por si só. O subtexto, é ele que causa o horror.

Vou pesquisar mais, vou escrever a respeito, vou usar as referências no meu TCC.

Ah, meu novo roteiro, o Edifício, lembram dele? Acabou de ganhar um título definitivo, mas depois eu conto qual é. Not now. Mas é um lindo título, muito poético.

O sol está vai-não-vai, venta muito, estou com frio e com fome. Vou dar uma volta. Só tomei chá verde e comi uma tijelinha de granola com leite hoje (acordei muito cedo), eu definitivamente preciso comer alguma coisa.

Now listening: The Golden Age of Grotesque, Marilyn Manson