Wednesday, August 20, 2008

'Somos todos texto'

O livro de Olivia

Monday, December 4th, 2006

O novo livro da escritora Olivia (sem acento) é uma novela policial sem tiros, com pessoas mortas e um policial, para justificar o gênero. Tem duas mulheres, uma está morta. O resto ela não lembra.

Desumano

A noite de autógrafos será coberta por uma famosa rádio que preferiu não se identificar. Ninguém ouviu a rádio e ninguém leu o livro… ainda.

Eu vou. Quem vai comigo?

Sobre John Cage

Monday, November 27th, 2006

Quando veio ao Brasil para uma das bienais de arte, Cage disse que não tinha ouvido para música e que nem consegue ouvir coisas quando lê sua notações: “Quando escrevo notações”, disse ele, ’somente ouço coisas como sirenes na 6ª Avenida, porque tenho muito mais interesse em apontar o que não esteja familiarizado com as pessoas’. Verifica-se, portanto, que Cage quer nos desacostumar do dia-a-dia. Ou melhor, incorporar musicalmente esse dia-a-dia, possivelmente com a intenção de torná-lo lúdico e não massacrante. No que faz (e nós faríamos) muito bem.
Mas ele tinha ouvido para música, sim, fica tranqüila, baby.
Bom, a realidade é uma coisa que depende de quem a observa (sic). Cage não só a observava, como contou o que viu. Fez isso usando desenhos em computador, lendo Joyce (Finnegans Wake, por quê não?), modulando a voz como nas preces budistas e concluindo que “somos o que experimentamos”. Desta forma – e isso eu acho que todo mundo já sabe, mas sempre é bom recordar – a arte gera mudanças na nossa maneira de perceber a realidade. Para Cage, o passado e o futuro estão contidos no presente (e também é por isso que ele não curtia as gravações de disco, justamente porque essa linguagem afastava a possibilidade de “brincar” com o acaso da performance).(…)
Isso posto, essas artes já não precisam ser mais os produtos a serem congelados nos depósitos refrigerados do museu; já que são os organismos vivos que refletem a própria vida. Assim como nos adaptamos às condições climáticas no dia-a-dia, a arte ajuda a compreender esse processo com mais rapidez, quebrando a barreira da educação formal, escravidão cultural, e tal e coisa.

Leiam o delicioso artigo completo de Eduardo Barrox no Digestivo Cultural: Sobre John Cage.

Frase do dia

Wednesday, November 8th, 2006

“Well, I think Freud’s obsession with sex probably has a great deal to do with the fact that he never gets any, don’t you?”

Ah, rolei de rir. Achei aqui.

Poesia

Sunday, November 5th, 2006

Vocês têm lido o Poeta Morto? Deveriam.

lonely

A difícil arte de fazer arte 3

Friday, October 27th, 2006

Tem uma foto aqui:

poolpool

E o texto está no Digestivo Cultural.

Abuso

Thursday, October 19th, 2006

Algumas pessoas se decepcionam comigo, mas essas pessoas têm um perfil muito particular: são abusivas.

Vivemos em uma cultura onde o abuso é praticado sem que a maioria das pessoas sequer tenha consciência de que estão sendo abusadas. Existe todo um discurso cordial de tentativa de “sedução” e convencimento para abusarem de você. E aí, quando você insiste no “NÃO”, essa cordialidade vai desaparecendo e dando lugar à agressão verbal e até mesmo física.

Hoje duas pessoas tentaram abusar de mim. Só tentaram, porque eu não permiti.

Uma delas é uma pessoa com quem me relaciono há muitos anos. Eu sei por que essa pessoa até hoje tenta abusar de mim: porque foi inserida na minha companhia em um contexto e através de uma pessoa do meu relacionamento que estava completamente convencida de que eu sou uma não-pessoa, de que poderia abusar de mim o quanto quisesse.

Ambas essas pessoas estavam muito enganadas. A primeira teve larga demonstração de minha parte sobre isso há muitos anos. A segunda pessoa teve uma larga demonstração disso hoje.

Uma única vez eu permiti que abusassem de mim, porque eu não tinha consciência de que aquele comportamento era abusivo. Isso nunca mais vai acontecer. Eu não permitirei.

A segunda pessoa agiu de forma muito pior, se aproximou de mim com falso pretexto, mandou email pedindo informações sobre o curso de direção de arte que eu ministro, telefonou no meu celular, ficou me enrolando ao telefone por quase duas horas - sim, eu sei ser paciente e já explicarei a razão - e terminou ficando decepcionada e zangada porque eu não permiti ser abusada.

Não. Eu não permito que abusem de mim. Não permito que tentem me usar para obter vantagens e informações que eu levei anos para conquistar, assim, de graça. Eu não permito, ponto final.

Quer trabalhar comigo? Ótimo, eu adoro trabalhar, mas será de forma profissional. E profissionais custam. Quer consultoria? Estabeleceremos um preço. Não vou ficar dando consultoria gratuita por telefone a pretexto de “amizade”.

Eu permiti que a segunda pessoa ficasse comigo duas horas ao telefone porque eu sempre quero ter certezas. Quando desliguei o telefone eu tinha absoluta certeza de que estava conversando com alguém que queria tirar o máximo de mim sem me dar nada em troca - e pior - ainda queria tentar me enganar se fazendo de “amigo”.

Amigo não é isso, definitivamente.

Uma pessoa abusiva é fácil de identificar. Ela não te oferece nada, não te traz nenhum benefício e quer sugar ao máximo o que você tem. Usa argumentos de cunho emocional em momentos em que eles não cabem, como, por exemplo, em uma discussão de trabalho - “mas você só pensa em dinheiro?”, “acho que está acontecendo um engano da sua parte”, “você está me ofendendo, eu me considero seu amigo”, “acho que você não está entendendo o que eu estou dizendo”.

Eu adoro esse último: “acho que você não está entendendo o que eu estou dizendo”.

Ao contrário, eu estou entendendo muito bem o que a pessoa está dizendo e o que NÃO está dizendo: está tentando se aproveitar da minha paciência, do meu bom coração e do meu bom espírito para abusar de mim.

Eu sou PHD em pessoas abusivas. Sei identificá-las de longe. Não, eu não permito que abusem de mim.

E vocês? Já pararam pra pensar nisso?

Carta imaginária ao senhor selecionador de emprego

Saturday, October 14th, 2006

Prezado Senhor (ou senhores, ou ainda senhoras) Selecionador de emprego,

Acabei de passar as duas horas mais tediosas da minha vida, movida única e exclusivamente por uma força da natureza à qual, infelizmente, a despeito da minha condição de ser pensante, racional, bípede e, como diria Jorge Furtado, portador de telencéfalo desenvolvido e polegar opositor, não tenho como controlar: fome.

É fato de que existem outras forças da natureza às quais infelizmente sou subjugada, como sono, higiene e todas aquelas coisinhas que os seres pensantes e racionais são ainda vítimas mas não gostam de comentar a respeito e nomeiam de “escatologia”. Em resumo, graças à escatologia, acabei de desperdiçar duas horas do meu valioso tempo - posto que todo tempo vivo é valioso, é o único que temos - preenchendo uma ficha de solicitação de emprego ou como chamam mais modernamente, curriculum. Pessoalmente, considero o nome “ficha de solicitação de emprego” mais apropriado, embora nesses tempos de politicamente correto, convencinou-se chamar as coisas por nomes que soem mais prolixos e não ofensivos, lindos eufemismos para enfeitar o fato de que as coisas continuam a ser ofensivas, só que agora demos bonitos nomes a elas.

Em resumo, gastei duas horas para preencher o curriculum conforme solicitado no seu site.

O motivo da minha carta imaginária não é reclamar da empresa que o Senhor (ou senhores ou senhora) representa. Ao contrário, eu adoraria ter uma oportunidade de trabalho com os senhores (e senhoras). A questão que me vem à mente, entretanto, é se essa ficha de solicitação de emprego (ou curriculum) apesar da sofisticação que possui nesses tempos pós-modernos onde tudo é base de dados e tudo é online, é se realmente quem for ler essa ficha - ou curriculum - terá a dimensão de que tipo de profissional eu sou, da minha qualificação ou a mais remota idéia de quem sou eu.

Infelizmente, apesar de toda a sofisticação técnica, não acredito que isso vá acontecer. Novamente, reitero a minha imensa vontade de trabalhar com os senhores (e senhoras). Além da força escatológica que me move - estou aqui mastigando um sanduíche de salada com frango enquanto escrevo isso no meu computador, ah, as maravilhas da vida pós-moderna versus a necessidade escatológica dos seres vivos! - tenho profundo interesse pela empresa que os senhores (ou senhoras) representam. Adoraria trabalhar com vocês. Só que sua ficha de solicitação de emprego não me pareceu eficiente como cartão de visitas da minha pessoa ou como um bilhete de entrada na sua empresa.

Eu consegui rapidamente preencher as áreas da ficha que se referiam a “formação escolar e acadêmica” - até porque bastaram dois itens, graduação concluída e pós-graduação em andamento -; também consegui preencher satisfatoriamente a área que solicitava informações de trabalhos anteriores; bastaram uma meia dúzia de itens, até porque, na minha vida, tive poucos empregos formais e tive muitos empregos informais, fazendo o que se convencionou de chamar de free-lance - termo que, apesar de bonito, serve para nomear um desemprego forçado porque raras são hoje as empresas como a empresa dos senhores (e senhoras) que gostam de contratar as pessoas tendo que pagar todos aqueles impostos e direitos trabalhistas. Nesses tempos pós-modernos as empresas preferem que todos os ex-funcionários que agora se chamam “colaboradores” ou “profissionais liberais” tenham suas próprias empresas, emitam suas próprias notas fiscais, ainda que essas empresas sejam apenas um livro de registros que um contador controla e carimba, porque assim a lei manda.

Eu ocupei muito tempo preenchendo a área de sua ficha dedicada a informática. Fiquei surpresa com a quantidade e variedade de itens que podia adicionar e ao fato de que os itens eram adicionados um por um. Os senhores mostram uma grande preocupação em conhecer, nos mínimos detalhes, quantos e quais softwares as pessoas conhecem e em que nível de conhecimento.

A minha supresa tornou-se ainda maior quando percebi que o campo do formulário eletrônico dedicado a “outros” só permitia 175 caracteres. Eis o que é possível escrever com 175 caracteres:

“Daniela Castilho é designer, artista visual e diretora de arte. Gosta de cinema, de viajar e de ler.
Precisa comer e dormir. Precisa de um emprego. Tem contas para pagar.”

Eu acredito que posso dizer coisas mais interessantes a meu respeito do que isso.

Eu gostaria muito de ter tido a oportunidade de contar-lhes no campo “outros” como, durante a minha vida profissional até o momento, tive oportunidades únicas e maravilhosas - já trabalhei com editoras, gráficas, cinema publicitário, curta-metragem, internet, multimídia, com pessoas incríveis em grandes empresas. Se eu tivesse tido a oportunidade de relatar algumas das experiências que já vivi, tenho certeza de que os senhores (e senhoras) chegariam à conclusão de que eu sou uma profissional valiosíssima para qualquer empresa relacionada à minha área de atuação ter em seu quadro de funcionários - ou colaboradores, como preferirem.

Deixo aqui registrados meus pensamentos para que os senhores reflitam a respeito. Terminei de preencher a ficha cadastral e descobri que, apesar da empresa dos senhores e senhoras ser uma grande empresa, com muitos anos de atividade, com alguns milhares de funcionários e colaboradores, só está oferecendo duas vagas, uma de estagiário e outra de telemarketing ativo, ambas com salários reduzidos e a de telemarketing, através de uma cooperativa, baseado em resultados.

Uma pena.

Deixarei aos senhores a oportunidade de conhecer-me melhor como profissional para uma outra ocasião. Por favor, não deixem de entrar em contato.

Atenciosamente
Daniela Castilho

A difícil arte de fazer arte

Monday, October 9th, 2006

Eu mantenho um trabalho artístico desde 1996 em paralelo com as minhas atividades profissionais – na verdade, enquanto escrevo essa frase sou tomada por uma dúvida: quais são as minhas atividades profissionais? A impressão que tenho, em meio a quase dezoito anos de carreira é que tudo é paralelo a tudo. Na dura caminhada de trabalhar com produto artístico – se é que essa é uma boa definição – já fiz design gráfico, já trabalhei com livro e revista, já fiz cinema, vídeo, multimídia, internet. Falando nisso, quem não é multimídia hoje? Somos todos multi-utilidades, multimeios, multi-artistas.

Desde 1996, mantenho minhas artes online. Apesar de não ganhar dinheiro e vender muito pouco online, ao menos a minha arte está sendo vista – a internet me trouxe uma visibilidade que eu não sabia onde buscar. As galerias e escritórios de arte são praticamente inacessíveis para quem não tem dinheiro ou quem indique. O mercado da arte é um mercado fechado, que não se interessa por novidades, totalmente mercantilista.

Em 2005, graças à exposição na internet, eu fui convidada para participar da Bienal de Florença. O que eu mais precisava, na época do convite, era de orientação. Entrei no site da Bienal, li tudo que encontrei, vi as referências, o quem é quem. O júri contava com pessoas do Museu de Arte Latino Americana, do MAC (Museu de Arte Contemporânea) de São Paulo, entre outros museus. Parece-me uma Bienal válida, verdadeira, sólida. Entretanto, quando fui em busca de informações básicas – nunca expus em um evento desses, não tenho dinheiro para participar, não sei como ir, preciso de patrocínio, o que faço? – com pessoas do mercado de arte e possíveis patrocinadores aqui no Brasil, além de uma coleção de negativas – ninguém está interessado em uma artista que é totalmente inédita a não ser na internet –, escutei comentários cínicos do tipo “se você tem que pagar pra ir e eles não te pagam pra ir, essa Bienal não vale nada” ou “isso não é Bienal, é feirinha de arte”.

Pode ser, mas então como expor no mundo real? Isso ninguém me diz.

Fui convidada novamente para participar da edição da Bienal de Florença de 2007 e adivinhem? Eu ainda não consegui informações que realmente me ajudem a participar, não tenho dinheiro para ir e não descobri se a Bienal de Florença é séria ou uma “feirinha de arte”. Fica, por enquanto, a alegria de ter a minha arte reconhecida em algum lugar que parece ser “oficial”.

Para o artista, expor seu trabalho é fundamental. É o início de tudo. É o objetivo de tudo. Arte é para ser vista. Entretanto, mesmo com a internet, a maioria dos artistas, especialmente os iniciantes, é invisível. Ninguém do mundo “oficial” se interessa por eles.

Uma grande amiga minha está trabalhando na Bienal São Paulo, a maior Bienal oficial que acontece no Brasil e uma das maiores bienais oficiais do mundo. Ela está correndo como em uma maratona, produzindo catálogos, verificando materiais necessários às exposições, organizando a montagem.

Graças a ela, fiz a diagramação do livro de contos/catálogo da artista baiana Virginia de Medeiros com edição limitada impressa pelo Eloísa Cartonera, projeto artístico, social e comunitário criado por um grupo de argentinos, que já publicou obras inéditas ou esgotadas de autores como Ricardo Piglia, Gonzalo Millán, e Enrique Linh. Talvez esse seja o único espaço que eu vá ter na vida em uma Bienal Oficial, quem sabe?

No Brasil, a arte, como o cinema, ainda é coisa pra ricos, os pobres ficam de fora.

Mas nem tudo está perdido, porque eu vou participar da Bienal Paralela da Xiclet. Enquanto a Bienal Oficial de São Paulo tem como tema “Como viver junto” (junto com quem?), a Bienal da Xiclet tem como tema “Como viver longe” e como sempre, é “sem-curadoria, sem-seleção, sem-juros, sem-jabá, sem-entrada e sem-patrocinador”.

A abertura oficial da Bienal da Casa da Xiclet foi no dia 07 de outubro – com arte underground, popular e inédita de muitos artistas que nunca tiveram espaço, com cerveja, animação, agito, gente, tudo ali na Vila Madalena, aos pés de uma favela e próximo de diversas grandes produtoras cinematográficas. Xiclet sabe como viver junto com pobres e ricos, artistas inéditos e consagrados – alguns dos artistas que expuseram em sua bienal não-oficial são mundialmente reconhecidos, como Stuart Temple, jovem inglês muito badalado no mundo da moda.

Xiclet começou suas bienais em 2002 com o tema “Quero ser Nelson Leirner“, com a participação de 40 artistas. O próprio Nelson apareceu por lá e levou alguns trabalhos para casa. Em 2004, Xiclet promoveu a “Bienal de C. é Rola”, com a participação de 20 artistas. Em 2005 Xiclet promoveu uma exposição chamada “Quero ser Amigo(a) da Lisette”, fazendo uma provocação à curadora da bienal-oficial de São Paulo, que apareceu para conferir. Ainda nesse ano, promoveu a Bienal MERcuSUL – numa paródia ao imenso mercado de arte do Mercosul. Sempre provocando o mercado “oficial” de arte, promoveu esse ano a “Feira ‘Marginal’ SP” para incluir artistas que foram rejeitados pela Feira de Arte oficial da cidade.

A Casa da Xiclet continua a ser o espaço mais democrático, mais livre e mais cultural da arte de São Paulo e já conta com “extensões”: a Casa do Giuliano, Casa do Jailtão, a Let’s Xic e a Galeria Favo. É nesses endereços todos, da Vila Madalena a São Mateus, que acontece a Bienal Paralela.

Vá lá:
CASA DA XICLET GALERIA
Rua Fradique Coutinho, 1855 – Vila Madalena – SP
ABERTA DIARIAMENTE DAS 14/21H.
Fones: 55 (11) 7314.4550 e 55 (11) 8420.8550

O pão de queijo

Thursday, October 5th, 2006

A culpa da história me voltar na memória agora há pouco foi da Marina W. Fico devendo o favor, Marina, porque essas histórias não podem mesmo ser esquecidas e precisam ser contadas.

Eu estava essa semana tomando um café com leite com um pãozinho de queijo na frente da estação de trem Lapa quando um senhor de muita idade parou, começou a perguntar os preços, avaliando o dinheiro que tinha. Ele queria muito tomar um suco, que custava míseros cinquenta centavos mas consultou, consultou a carteira e falou pra moça servir só um pão de queijo ou um enroladinho, nem sei.

Eu falei: eu te empresto - e tirei um real do meu porta-moedas. Ele falou: não tenho como te pagar - e eu juro, juro que respondi: não precisa, Deus me paga. Dois homens parados ao meu lado tomando seus cafés com leite sorriram quando eu disse isso.

Eu dei o real não porque me sobre dinheiro - estou endividada até a tampa da cabeça - mas porque esse tipo de injustiça, de miséria, me revolta o estômago. O pão de queijo que eu comia não ia descer direito, porque um senhor de muita idade não tinha cinquenta centavos para tomar um suco.

Leia aqui a história da Marina que me provocou essa memória e a vontade de escrever esse pequeno relato.

Um dia eu ainda vou me embora pra Bahia ou pra Pernambuco, terra da minha avó paterna, morar num barraco que seja e viver de dar aula de arte para crianças.

Esse mundo aqui, com essa miséria metropolitana eu não aguento.

Aristóteles, Bacon, Einstein, Nietzsche

Friday, September 29th, 2006

Download de livros, gratuito.
Caminha, Einstein, Herculano, Aluízio Azevedo, Álvares de Azevedo, Aristóteles, Augusto Comte, Augusto dos Anjos, Bertrand Russell, Blaise Pascal, Camilo Castelo Branco, Castro Alves, Cícero, Eça de Queiróz, Erasmo de Roterdã (Elogio da loucura!!!), Euclides da Cunha, Francis Bacon, Frederico Nietzsche e muitos outros. Os textos são de domínio público, por isso estão sendo distribuídos.

Texto no Digestivo Cultural

Wednesday, September 27th, 2006

Tem texto novo meu no Digestivo:
Domingão de eleição
Por favor, leiam e comentem!

Lorem ipsum dolor

Friday, September 1st, 2006

“Itaque earum rerum hic tenetur a sapiente delectus, ut aut reiciendis voluptatibus maiores alias consequatur aut perferendis doloribus asperiores repellat.”

“The wise man therefore always holds in these matters to this principle of selection: he rejects pleasures to secure other greater pleasures, or else he endures pains to avoid worse pains.”
tradução de H. Rackham - 1914

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Fonte: The standard Lorem Ipsum passage, used since the 1500s