Saturday, July 4, 2009

Chás de July, 2006

Tags confusas

Sunday, July 30th, 2006

Foi só eu começar a elogiar o Last.fm que já encontrei uns probleminhas. Por exemplo: desde quando a música do Trent Reznor é parecida com a do Angelo Balamenti? Bom, eles acham Tool parecido com Marilyn Manson e misturam Smashing Pumpkins com A Perfect Circle, nem falo mais nada. Ainda de acordo com o “scrobbling” do Last.fm eu sou fã de hip-hop, trip-hop, techno, punk, industrial, acid, tudoissoaomesmotempo. Alguém tem muito senso de humor, além de mim.

Está um frio do cão em São Paulo, aquela coisa assim meio… paulistana. Garoa fria, vento, dia nublado. A rua onde eu moro é linda de morrer, mesmo com um tempo horroroso desses. Tem um parque aqui ao lado e a rua é cheia de árvores. O mais curioso é que eu tenho a sensação de que o tempo fez uma curva e girou sobre ele mesmo. Eu andava muito por aqui na época da faculdade. Muitas coisas não mudaram nada. Pena que eu não tenho vinte anos de novo.

Hoje eu literalmente não fiz mais nada a não ser passar frio. Ainda estou um pouco imobilizada por causa do pé torcido. Ontem à noite fui ao meu irmão-urso jogar The Sims 2. Rapaz, eu preciso desesperadamente de um computador novo que rode todas as coisas que eu quero rodar ao mesmo tempo, com dois monitores, please. Estou aqui tentando rodar o Last.fm, todas as traquitanas de rede ao mesmo tempo que um programa 3d de storyboard, impossível, impossível.

Apesar do caos do apartamento e das muitas caixas ainda empilhadas, estou um peixe n’água. Muito contente e tomando duas xícaras de chás diferentes ao mesmo tempo.

Ah, achei uma coisinha misteriosa e bonitinha: ElDub. Parece estar de alguma forma relacionado com o Deftones.

Now listening: Chemical Brothers, Prodigy, Nine Inch Nails and Radiohead. Almost simultaneously.

Última de hoje e boa noite

Saturday, July 29th, 2006

O Last.fm finalmente terminou o upgrade e revelou-se um serviço ainda melhor, mais refinado e de primeira linha. Estou escutando a chamada “Neighbour Radio” ou seja, as músicas selecionadas pelas pessoas que possuem o mesmo gosto musical que eu e… estou deliciada. A seleção musical realmente parece ter sido montada por mim, com o que eu mais gosto de escutar, desde o que eu ouvia quando adolescente até o que aprendi a escutar recentemente com meu amigo Mr.C.
Quem ainda não tem uma conta no Last.fm, eu recomendo ter. Finíssimo serviço.

(notinha: está chovendo, a rua está molhada e a paisagem noturna da minha varanda é linda)

Now listening: Gary Numan, Dark e Akira Yamaoka

Reggae Radiohead

Saturday, July 29th, 2006

Achei o link lá no blog do Donizetti, é o site de um sujeito chamado Damien Mulley que escreveu um artigo engraçadíssimo intitulado “Como usar o Google para conseguir uma garota e ir pra cama com ela“. No blog do Damien eu achei um link para uma página de um sujeito chamado Easy Star que traz uma versão do “Ok Computer” do Radiohead… em reggae. Sensacional, vale a pena escutar as faixas disponíveis por lá.

Now listening: Paranoid Android, Radiohead, original version

Carta aos cineastas palestinos e libaneses

Friday, July 28th, 2006

Essa carta está circulando nas listas de profissionais de cinema. Vale a pena ler, publicar no seu blog e repassar.

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CARTA AOS CINEASTAS PALESTINOS E LIBANESES
Na ocasião da abertura da Bienal do Cinema Árabe em Paris (22 de julho de 2006)

Nós, cineastas israelenses, saudamos todos os cineastas árabes reunidos em Paris para participar da BIENAL DO CINEMA ÁRABE. Por intermédio de vocês, queremos enviar uma mensagem de amizade e solidariedade aos nossos colegas Libaneses e Palestinos que estão atualmente acossados e sendo bombardeados pelo exército de nosso país.

Nós somos categoricamente contra a brutalidade e a crueldade da política israelense, intensificadas ao máximo nas últimas semanas. Nada pode justificar a continuidade da ocupação militar, do cerco e da repressão na Palestina. Nada pode justicar o bombardeio de populações civis e a destruição das infraestruturas no Líbano e na Faixa de Gaza.

Permitam-nos dizer a vocês que os seus filmes, aos quais fazemos tudo para assistir e circular entre nós, são muito importantes para os nossos olhos. Esses filmes nos ajudam a conhecer e a comprender vocês. Graças a esses filmes, os homens, as mulheres e as crianças – que sofrem em Gaza, em Beirute e em todos os lugares em que nosso exército exerce sua violência – , têm, para nós, nomes e rostos. Queremos agradecer-lhes por terem feito esses filmes. E também encorajá-los a continuar a filmar, apesar de todas as dificuldades.

No que diz respeito ao nosso trabalho, mantemos o compromisso de expressar – por meio de filmes, de ações pessoais e de voz elevada – , nossa oposição categórica à ocupação militar israelense. E de expressar também nosso desejo de liberdade, justiça e igualdade para os povos da região.

Nurith Aviv / Ilil Alexander / Adi Arbel / Yael Bartana / Philippe Bellaiche / Simone Bitton / Michale Boganim / Amit Breuer / Shai Carmeli-Pollack / Sami S. Chetrit / Danae Elon / Anat Even / Jack Faber / Avner Fainguelernt / Ari Folman / Gali Gold / BZ Goldberg / Sharon Hamou / Amir Harel / Avraham Heffner / Rachel Leah Jones / Dalia Karpel / Avi Kleinberger / Elonor Kowarsky / Edna Kowarsky / Philippa Kowarsky / Ram Loevi / Avi Mograbi / Jud Neeman / David Ofek / Iris Rubin / Abraham Segal / Nurith Shareth / Julie Shlez / Eyal Sivan / Yael Shavit / Eran Torbiner / Osnat Trabelsi / Daniel Waxman / Keren Yedaya

Right Where It Belongs

Friday, July 28th, 2006

See the animal in his cage that you built
Are you sure what side you’re on?
Better not look him too closely in the eye
Are you sure what side of the glass you are on?
See the safety of the life you have built
Everything where it belongs
Feel the hollowness inside of your heart
And it’s alright where it belongs

There is no place like home - main window

What if everything around you
Isn’t quite as it seems?
What if all the world you think you know
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself, find yourself afraid to see?

What if all the world’s inside of your head?
Just creations of your own
Your devils and your gods all the living and the dead
And you’re really all alone
You can live in this illusion
You can choose to believe
You keep looking but you can’t find the words
Are you hiding in the trees?

There is no place like home

What if everything around you
Isn’t quite as it seems?
What if all the world you used to know
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself, find yourself afraid to see?

There is no place like home

Mais fotos da minha nova moradia aqui. É um antigo hotel reformado, é belíssimo.

Now listening: Nine Inch Nails, Right Where It Belongs

Caos

Wednesday, July 26th, 2006

Mudei de casa. Estou sem telefone e sem internet. Preciso desesperadamente de um guarda-roupa. Estou sem grana. Caí ontem na rua e torci meu pé. Caos, caos. Não vejo a hora de conseguir organizar tudo.

Isso aqui está muito quieto

Wednesday, July 19th, 2006

É eu sei. Peço desculpas. Estou muito enrolada essa semana. Prometo me desenrolar rapidamente e voltar a servir chá.

Inteligência e manutenção da ignorância

Wednesday, July 12th, 2006

Ontem eu fui assistir a um espetáculo solo do Antonio Abujamra. Foi gostoso, especialmente porque fui falar com ele depois do espetáculo e tivemos uma conversa deliciosa. O Abu foi um dos grandes amigos do meu pai. É bom conversar com os antigos amigos de meu pai, sempre escuto histórias adoráveis e sempre sou recebida como se eu fosse parte da família.

As pessoas têm uma memória adorável do meu pai. Isso me faz um grande bem.

O texto do espetáculo do Abu me deixou pensativa. O Abu repetiu várias vezes: “Eu não sou um provocador, eu gosto de ser provocado”, num fino tom de ironia. Eu amo pessoas inteligentes.

No sábado eu fui dar uma palestra em Limeira. Uma das consequências da palestra foi uma série de emails de uma pessoa que assistiu e não se conformava com as minhas posições em relação ao universo do cinema brasileiro. O rapaz me chamou de chata e detestou tudo que eu falei. Eu respondi com educação – como sempre faço. Por trás de uma irritação existe algo que foi tocado – e esse toque é meu objetivo quando dou palestras. O rapaz confessou que preferia ouvir a mesma coleção de clichés e frases de efeito de sempre: que fazer cinema é muito difícil, como é bonitinho e digno de valor o sujeito analfabeto que faz cinema com resto de filme catado no lixo, como é importante usar o cinema para “fazer denúncia da miséria brasileira”, etc, etc.

Bom, nunca vai escutar isso de mim. Não é o que eu acredito. Não é o que eu incentivo, nunca vai ser. Eu não concordo e não acredito nos clichés. Os clichés são a mautenção da situação. Ninguém jamais vai me convencer que é lindo fazer a manutenção da miséria e da ignorância. Tem gente distorcendo o conceito de “diversidade cultural”. “Diversidade cultural” definitivamente não é fazer manutenção de analfabetos e miseráveis e chamar isso de “parte da diversidade”. Tem um componente maligno nesse discurso que para mim é transparente.

Se denúncia da miséria no cinema funcionasse, não teríamos mais miséria no Brasil há mais de 30 anos, porque desde a década de 60 se faz “denúncia” da miséria no cinema. A mim parece que esse tipo de “tática” não está funcionando, é pura demagogia. Um monte de gente pega dinheiro através de leis de incentivo para fazer cinema sobre miseráveis. Os miseráveis continuam miseráveis e os que pegaram a grana vão de jatinho comer caviar.

Vocês não acham que tem alguma coisa errada nessa sistemática?

Eu acredito em cada vez mais crescer a indústria real de cinema. As TVs tem milhões de problemas, sim, mas elas geram empregos e alimentam a indústria. Não é eliminando a concorrência que se vai construir alguma indústria, o Brasil já devia ter aprendido isso. O que precisamos sempre é de mais empresas, mais gente trabalhando, não de mais peneira, não de alimentar o mito de que cinema ou tv é coisa pra privilegiados. Quando mais gente filmar PROFISSIONALMENTE, melhor. Quanto mais produtoras, mais emissoras e mais salas de cinema, MELHOR. É na quantidade que se atinge a qualidade. Eu já defendi esse tipo de idéia mais de uma vez.

Pode parecer ideológicamente lindo elogiar um sujeito “esforçado” que “apesar das dificuldades” consegue fazer um filme com resto de película, leva doze anos mas consegue. Só que tem um dado errado e maligno nessa equação: o tal sujeito não melhora de condição de vida, não se profissionaliza, continua sendo um caso isolado que será citado em discursos políticos e só. A equação correta, a meu ver, seria oferecer ao tal sujeito e a todas as pessoas que queiram realmente trabalhar em cinema mais condições de aprender profissionalmente como se faz cinema e de trabalhar profissionalmente, remunerado, em uma indústria produtiva.

O argumento de que cada vez que uma Xuxa, um Didi ou uma Sandy & Junior fazem um filme comercial alguém deixa de fazer um filme de arte me parece muito estranho. Se queremos uma indústria e se realmente respeitamos a diversidade, porque essa indústria deveria excluir projetos comerciais? Porque essa diversidade exclui as Xuxas ou qualquer outro produto de massas? A meu ver, esses projetos comerciais geram empregos e renda, tem sua função dentro da indústria.

Eu sou contra a prepotência social, econômica e cultural. Excluir os projetos comerciais rotulando-os de “lixo cultural” me parece tão ruim quanto excluir filmes de arte. A indústria, para funcionar, precisa de ambos.

A mim parece que atualmente o problema do cinema está em outro lugar: na falta de núcleos de produção e na falta de salas de exibição e canais de distribuição. Dinheiro e interesse existem, um núcleo de produção de cinema está sendo montado em Paulínia e acredito que mais núcleos vão surgir.

Voltando à noite de ontem, não sei o que o Abu pensaria das minhas digressões, mas teve dois momentos muito interessante que ele me pegou de jeito. O primeiro foi quando ele contava de uma aula que ele deu na USP onde ele começou dizendo “Devemos sempre retornar aos clássicos. Alguém aqui leu Eurípides?” – e ninguém respondeu, tanto na aula que ele deu na USP quanto ontem no teatro.

Eu confesso que morri de vontade de levantar a mão e responder: “Sim, eu já li Eurípedes. Eu li Medéia, Electra e Orestes. Eu também li Édipo Rei de Sófocles. E li Os Lusíadas, de Camões, tudo isso no colégio, antes dos dezesseis anos de idade”. Mas eu fiquei quieta. Eu já ia chamar atenção suficiente indo falar com ele no camarim. Eu odeio chamar atenção, eu só apareço porque me é estritamente necessário, devido ao meu trabalho. Para quem não me conhece como pessoa pode parecer bizarro, mas eu sou muito, muito low profile. Eu odeio me expor.

E eu sei o que as pessoas pensam de quem leu Eurípides antes do dezesseis anos: que são Nerds. CDFs. O brasileiro detesta quem tem cultura, porque esse é o país dos “achismos“, esse é o país da valorização da ignorância e da miséria. Ter cultura é um crime, o negócio é carnaval, futebol e analfabetismo.

O mais curioso é que essa mentalidade está ultrapassada. Só persiste no imaginário. Eu vi o Ronaldinho Gaúcho dando entrevistas em francês, espanhol e inglês durante a copa. O mito do jogador de futebol analfabeto e desnutrido de perninhas tortas morreu faz tempo. Mas existe a manutenção da idéia, afinal, é preciso fazer a manutenção da miséria. O miserável precisa se conformar em continuar miserável, caso contrário, como é que os corruptos e ladrões de gravata vão continuar existindo? A manutenção da miséria é também a manutenção da injustiça social… e dos que levam vantagem com isso.

Eu não assisti à copa, não porque odeie futebol, mas porque simplesmente não gosto de esportes. Nunca gostei. Meu negócio desde pequena era teatro, ballet e ópera. Que me desculpem, mas eu fui mal acostumada. Meu pai me levava a espetáculos desde que eu era bem pequenina, eu frequentei o teatro de Arena com menos de seis anos de idade. Nunca esqueço quando fui assistir a Flauta Mágica de Mozart no teatro municipal, encenada pelo Giramundo.

Eu não devia ser exceção. Eu não devia ser elite. A educação que eu recebi – grande parte dela em escola pública – deveria ser a regra.

Mas, a manutenção da ignorância. Eurípedes e Sófocles não é mais lido nas escolas. Ópera é coisa de pedante cultural. Pobre Mozart, que escrevia ópera para o povo. O povo não vê mais ópera, só assiste futebol, carnaval e novela.

O segundo momento que o Abu me pegou foi quando conversamos. Ele virou para mim e fez um comentário para o qual eu não tive resposta: “Vocês cineastas são uma espécie complicada. Levam anos e anos para fazer apenas um filme.” Pois é, Abu, tem alguma coisa muito errada nisso, eu sei. Precisamos combater isso. Estou fazendo a minha parte.

Eu compreendo as pessoas. Compreendo o email do rapaz que me achou uma chata. Pensar cansa mesmo. Debater idéias com pessoas que gostam de pensar, cansa mais ainda. Argumentar cansa. Eu tenho encontrado muitas pessoas que detestam pensar e detestam debater idéias. É muito mais fácil ser medíocre, despende menos energia. Eu entendo isso. A preguiça é maior que o sonho, já dizia uma tia minha.

Ontem, como bônus, fiz três novos amigos. Depois do espetáculo ofereceram um coquetel com vinho chileno e petiscos. Nós nos divertimos. Três pessoas adoráveis que eu espero ver novamente logo. Continuo adorando gente.

Ah, sim, e para quem está stand by de notícias, saiu finalmente o contrato de aluguel do apartamento onde eu vou morar. Aguardem novidades.

Uma pausa para os comerciais

Tuesday, July 11th, 2006

Esse comercial rolou pela lista da ABCine, é adorável.

Estive procurando três comerciais pela net que eu adoraria mostrar para vocês, pela inteligência e senso de humor. Não encontrei, mas deixo aqui a referência.

SonyTV: o comercial começa com um sujeito abrindo um iogurte para comê-lo. O iogurte “explode” na cara dele, com confetis verdes e amarelos. Uma série de pessoas saem de trás dos armários vestidos de torcedores de futebol e o narrador comemora “Parabéns, você ganhou uma viagem para a Alemanha para assistir a copa!” O sujeito é agarrado e enfiado em um avião enquanto repete sem parar “Eu não quero ir pra Alemanha! Eu não quero ir pra copa! Eu só queria comer o iogurte!”

Terra: em um estádio de futebol, a equipe do Terra começa a empacotar e levar tudo para colocar nos caminhões do Terra: os jogadores, o gramado, a torcida, as arquibancadas, até empacotar o estádio inteiro e sair com uma fila de caminhões.

Revista Capricho: vemos uma danceteria com vários bonecos dançando e bebendo: Falcon faz um streaptease arrancando seus próprios braços e pernas e jogando para a “platéia”, composta de barbies e outros bonecos; um urso de pelúcia bebe até vomitar, um boneco do Buzz Lightyear (Toy Story) tem uma caneca vazia na mão. No final, mostra o lado externo da danceteria com dois bonecos “seguranças” impedindo um boneco “bebê” de entrar. O comercial é divertidíssimo.

Viagem no tempo

Monday, July 10th, 2006

Sábado eu fui a Limeira dar uma palestra sobre cinema na Oficina Cultural Carlos Gomes. Eu vinha conversando por email e telefone com todo o pessoal da oficina há meses. Finalmente, o dia chegou. As pessoas da oficina são adoráveis. Eu tive um dia maravilhoso como há muito tempo eu não tinha.

Como muitos que bebem chá por aqui há alguns anos sabem, os últimos quatro anos foram muito complicados e tristes para mim. Se eu fosse definir, eu diria que sábado foi um desses dias especiais de encantamento que me tiraram por um período de tempo de dentro de uma imensa tristeza. Eu não viajei apenas para Limeira. Eu viajei no tempo. Foi como se o melhor período da minha vida de repente voltasse a acontecer. Eu tive a mesma sensação de dez anos atrás quando viajava e quando morei pela última vez no interior paulista. Quando o ônibus chegou a Limeira, era eu há dez, quinze anos, vivendo o interior ensolarado outra vez.

Por que São Paulo é tão cinza, úmida e gelada? Não sei. Mas isso explica a cidade ser tão triste, as pessoas serem tão infelizes e deprimidas por aqui. O sol do interior e o calor do sábado foram um pequeno oásis para mim.

No domingo eu me peguei pensando nisso e fiz questão de telefonar para meu irmão urso. Eu precisava contar para ele o encantamento do sábado, a felicidade que me inundou junto com o sol e calor de Limeira.

Essa semana eu me mudo de endereço. As coisas estão mudando na minha vida e eu estou novamente com esperanças, como as esperanças de Gabriel Garcia Marquez que corriam soltas pela casa fazendo algazarra.

Desperdícios

Friday, July 7th, 2006

O continente perdeu dois de seus mais destacados novos cineastas: o argentino Fabián Bielinsky (Nove rainhas, El aura) morreu de ataque cardíaco em São Paulo no último dia 28 e o uruguaio Juan Pablo Rebella (Whisky) suicidou-se na quarta-feira em Montevidéu, aos 32 anos de idade. – Fonte: Omelete

Diante dessa notícia todas as perguntas retóricas sobre “comos” e “por quês” e pensamentos sobre a insustentável leveza do ser afloram na minha mente.
É nesses momentos que a gente percebe que realmente está envelhecendo e que envelhecer é um privilégio, sobreviver é uma arte.

The Monty Python Spam Skit

Wednesday, July 5th, 2006

From the second series of “Monty Python’s Flying Circus” – Transcribed 9/17/87 from “Monty Python’s Previous Record” by Jonathan Partington

Scene: A cafe. One table is occupied by a group of Vikings with horned helmets on. A man and his wife enter.

Monty Python Spam

Man (Eric Idle): You sit here, dear.
Wife (Graham Chapman in drag): All right.
Man (to Waitress): Morning!
Waitress (Terry Jones, in drag as a bit of a rat-bag): Morning!
Man: Well, what’ve you got?
Waitress: Well, there’s egg and bacon; egg sausage and bacon; egg and spam; egg bacon and spam; egg bacon sausage and spam; spam bacon sausage and spam; spam egg spam spam bacon and spam; spam sausage spam spam bacon spam tomato and spam;
Vikings (starting to chant): Spam spam spam spam…
Waitress: …spam spam spam egg and spam; spam spam spam spam spam spam baked beans spam spam spam…
Vikings (singing): Spam! Lovely spam! Lovely spam!
Waitress: …or Lobster Thermidor a Crevette with a mornay
sauce served in a Provencale manner with shallots and aubergines
garnished with truffle pate, brandy and with a fried egg on top and spam.
Wife: Have you got anything without spam?
Waitress: Well, there’s spam egg sausage and spam, that’s not got much spam in it.
Wife: I don’t want ANY spam!
Man: Why can’t she have egg bacon spam and sausage?
Wife: THAT’S got spam in it!
Man: Hasn’t got as much spam in it as spam egg sausage and spam, has it?
Vikings: Spam spam spam spam (crescendo through next few lines)
Wife: Could you do the egg bacon spam and sausage without the spam then?
Waitress: Eewwww!
Wife: What do you mean ‘Eewwww’? I don’t like spam!
Vikings: Lovely spam! Wonderful spam!
Waitress: Shut up!
Vikings: Lovely spam! Wonderful spam!
Waitress: Shut up! (Vikings stop) Bloody Vikings! You can’t
have egg bacon spam and sausage without the spam.
Wife (shrieks): I don’t like spam!
Man: Sshh, dear, don’t cause a fuss. I’ll have your spam. I love it. I’m having spam spam spam spam spam spam spam baked beans spam spam spam and spam!
Vikings (singing): Spam spam spam spam. Lovely spam! Wonderful spam!
Waitress: Shut up!! Baked beans are off.
Man: Well could I have her spam instead of the baked beans then?
Waitress: You mean spam spam spam spam spam spam… (but it is too late and the Vikings drown her words)
Vikings (singing elaborately): Spam spam spam spam. Lovely spam! Wonderful spam! Spam spa-a-a-a-a-am spam spa-a-a-a-a-am spam. Lovely spam! Lovely spam! Lovely spam! Lovely spam! Lovely spam! Spam spam spam spam!

spam!

Listen here!

Spam no Orkut, spam no hotmail, spam no gmail, spam no email do chá. Não aguento mais tanto spam.

Update! Dois links MUITO interessantes:
- “Spam: An unsolicited message sent to a large number of recipients.” – Spam: The Phenomenon por Colin P. Fahey
- Ultimately, we are trying to avoid the day when the consuming public asks, “Why would Hormel Foods name its product after junk e-mail?” – Spam and the internet