Thursday, December 4, 2008

Chás de August, 2006

Picasso ainda e… yes, they are listening.

Friday, August 11th, 2006

Ãs vezes eu me pergunto se ainda tenho bebedores de chá. Graças ao sistema de trackback do wordpress, eu sou informada que sim, temos bebedores de chá e alguns deles internacionais. Olha só onde o post sobre o Guernica foi parar: Netlex Blogs.
A discussão por lá está quente como chá fervente e eu confesso que fiquei um pouco orgulhosa da nossa modesta casa de chá.

Mais que polêmica

Thursday, August 10th, 2006

O meu caro amigo Charles leu aqui no chá o que eu postei sobre a obra Guernica de Pablo Picasso, deixou um comentário e fez um post no blog dele.

O comentário de Charles em seu blog foi:
Lembro que eu era criança quando vi pela primeira vez essa obra, e lembro que fiquei confuso quando me falaram que era sobre um bombardeio. Ora, se é um bombardeio onde estavam as bombas, as explosões? E a cidade, onde estava? Não haviam carros na cidade? Ela era zona rural para ter um touro e um cavalo perdido no meio da multidão? Aliás, o que diabos estava fazendo um touro no meio da multidão? Bem foi só quando eu já era adulto que fiquei sabendo que há uma polêmica em cima do quadro, de que ele na verdade não foi criado em função do bombardeio à cidade, mas sim em memória de um toureiro amigo de Picasso, Joselito,que morreu na arena. Tanto é assim que no quadro não se vê um bombardeio, mas sim o toureiro deitado no chão segurando a espada quebrada, o cavalo do picador, o touro, a mãe carregando o filho desmaiado diante da tragédia, os assistentes com ar perplexo. Não sei até que ponto essa história é verdadeira, mas que há muito mais sentido em ver em Guernica uma tourada do que ver um bombardeio isso há.

A “polêmica” - da qual eu confesso que jamais tinha ouvido falar - parece ter sido levantada em terras brasiliensis pelo Janer Cristaldo, escritor e jornalista que, por sinal, eu respeito muito, por várias das coisas interessantes que ele fala. Mas me pareceu que talvez pudesse ser uma “lenda da internet“, então eu fui atrás de informações, porque afinal de contas, meu espírito de pesquisadora não conseguiu simplesmente deixar esse caso “pra lá” ou esquecê-lo. Para mim ou era lenda ou… um buraco muito mais profundo.

Quando falei do Guernica há uns dias, eu coloquei como referência o seguinte link:
- War and Art: Picasso - site que traz as fotos que Dora Maar fez das etapas do trabalho de Picasso e os esboços e estudos que Picasso fez antes de iniciar a pintura.


Para mim a referência era suficiente
como interpretação da pintura de Picasso - o símbolo do touro e do cavalo estão explicados por lá, são símbolos que aludem a cartoons que foram feitos criticando Franco (”The Dream and Lie of Franco” - 8 February 1937).

Para ser sincera, eu não consigo ver uma tourada no Guernica, mas vejo claramente uma guerra.

Como essa história sobre a “falsidade ideológica” do quadro me incomodou, resolvi encontrar mais referências, ver até onde o buraco era profundo.

O comentário de Janer Cristaldo, postado no site Mídia Sem Máscara é o seguinte:
O mundo todo crê que Guernica foi um quadro pintado por Picasso em homenagem ao bombardeio da cidade basca de Guernica, embora no quadro não se encontre nem sombra de bombas, bombardeios ou cenas de guerra. Os fatos foram bem outros. Picasso havia pintado uma tela de oito metros de largura por três e meio de altura, intitulada ‘La Muerte del Torero Joselito’, plena de cores fúnebres, que iam do preto aobranco, em homenagem a um amigo seu, o toureiro Joselito, morto em uma lídia. O quadro ficara esquecido em algum canto de seu ateliê. Ao receber uma encomenda para o pavilhão republicano da Exposição Universal de Paris de 1937, Picasso lembrou do quadro. Foi quando Guernica foi bombardeada pela aviação alemã. Oportunista genial, o malaguenho não teve dúvidas: titulou o quadro como Guernica. De uma só pincelada, o vigarista espanhol traiu a memória do amigo e mentiu para a História. E até hoje não há jornal que não ponha um aposto explicativo, quando ao quadro se refere: pintado em homenagem ao massacre de Guernica pelos nazistas. Multidões desfilam ante o embuste em Madri, conduzidas por solícitos guias que acreditam ver campos de guerra em cenas de arena. Os guias não só acreditam como induzem as massas de crédulos a acreditar na versão bélica proposta por Picasso.

Encontrei. Quem procura, acha.
Ah sim, o buraco é muito, muito, muito profundo.

Vou dar meus dois centavos de opinião a respeito, postar os links para quem quiser ler e analisar por sua própria conta e cair fora desse assunto. Descobri que essa briga sobre Guernica envolve católicos fervorosos, franquistas, pessoas que são contra os bascos, pessoas que são a favor, fascistas, anti-comunistas, pacifistas, esquerdistas, direitistas e anarquistas.

Que os bebedores de chá me desculpem, com todo o respeito, eu adoro todos vocês mas eu não entro em briga de cachorro grande. E esses aí são bem grandes.

Seguem os links:
- Feed do Janer Cristaldo onde ele chama Picasso de “vigarista malaguenho”, um texto mais contundente do que o que foi publicado no Mídia sem Máscara.
- Cache do Google (não consegui carregar o site kattoliko.it) com o texto original de Vittorio Messori
- Guernica? La parola a Vittorio Messori - resposta a uma carta mencionando o texto de Messori
- Guernica: la verità e le menzogne - um artigo imenso discutindo o texto de Messori.
- Israele, Guernica e il lamento pacifista… - blog anarquista que faz uma análise interessante, compara a guerra civil espanhola com a atual situação do bombardeio do Líbano e que fala a única coisa com a qual consegui concordar nesse emaranhado de opiniões inflamadas:

Diceva Picasso: ‘No, la pittura non è fatta per decorare gli appartamenti, è uno strumento di guerra offensivo e difensivo contro il nemico’. Appunto. Se proprio la Guernica di Picasso deve raccontarci qualcosa, ci racconti la speranza, la disperazione, il coraggio di un popolo offeso, aggredito, violentato nella sua libertà e nel suo stesso diritto ad esistere; circondato dall’odio di molti e dall’indifferenza degli altri; un popolo che con onore si sta difendendo dalla violenza integralista e dalla stupidità dei benpensanti.”

What the heck did he said?

Wednesday, August 9th, 2006

O cinema mudo em sua versão século XXI, com um senso de humor peculiar.


Just - Radiohead
Can’t get the stink off
He’s been hanging round for days
Comes like a comet
Suckered you but not your friends
One day he’ll get to you
And teach you how to be a holy cow

You do it to yourself, you do
And that’s what really hurts
Is that you do it to yourself
Just you and no one else
You do it to yourself
You do it to yourself

Don’t get my sympathy
Hanging out the 15th floor
You’ve changed the locks three times
He still comes reeling through the door
One day I’ll get you
And teach you how to get to purest hell

You do it to yourself, you do
And that’s what really hurts
Is that you do it to yourself
Just you, you and no one else
You do it to yourself
You do it to yourself

You do it to yourself, you do
And that’s what really hurts
Is that you do it to yourself
Just you, you and no one else
You do it to yourself
You do it to yourself.. yourself.. yourself..

Link:
- What does the guy say at the end of the Just video?

Pequenas mudanças e um pouco de chá

Wednesday, August 9th, 2006

Eu estava um pouco enjoada do layout - mudei umas imagens - e adicionei novas quotations na base de dados. As mudanças no layout deixaram o chá um pouco mais dark, eu sei. Bom, depois do layout caramelo, do chocolate, das janelas surrealistas e meses e meses do layout branco, achei que uma variação ia bem.

As quotations - vocês lêem? vocês ao menos perceberam que elas existem há algum tempo já? - receberam a adição de alguns iluminares (essa palavra existe sim, eu verifiquei) da sabedoria e pessoas de humor ácido (meu tipo favorito de humor). Alguns exemplos são Terry Pratchet (se não leu Discworld, leia), Neil Gaiman (fiquei surpresa ao constatar que nem o versinho bonitinho de “A Game of You” eu tinha colocado ainda), trechos de Alice de Lewis Carrol (fiquei ainda mais surpresa ao verificar que não tinhamos NADA dele por aqui! Como assim? COMO ASSIM?) e frases de… Marilyn Manson.

Aqui cabe uma pausa e alguns pensamentos. Apesar de eu escutar a música de Marilyn Manson desde os idos dos anos 90 e tantos (não lembro mais quando comprei o único album dele que eu possuo, que é provavelmente o mais conhecido, “Antichrist Superstar“) eu confesso que não dei muita atenção ao album, à existência de MM, nada. Vejam bem, eu sou totalmente, completamente apaixonada por Trent Reznor - com quem eu me identifico muito mais - desde que Trent e eu tínhamos, sei lá, uns vinte e poucos anos. O próprio MM foi fã de carteirinha de Trent Reznor, abria os shows do NIN, historicamente não havia muitas razões para eu prestar atenção especial à Marilyn Manson. Eu não sou impressionável nem pelo visual nem pela imprensa - sorry, deeply sorry, mas um rockstar com quase dois metros, a pele pintada de branco e batom, tatuado no corpo todo, vestido de fraque ou enrolado em faixas de múmia é um conceito muito divertido para mim mas eu nunca levaria a sério a não ser que alguma coisa muito especial acontecesse para chamar a minha atenção. Alice Cooper cabe nessa descrição, Ozzy Osbourne cabe nessa descrição e quem vai levar qualquer um desses dois caras a sério? Para ser honesta, uma das coisas que me incomoda na indústria do rock’n horror é um sentimento de que toda aquela apologia é mero style, produto de consumo, total e completamente fake. É só no palco e nos videoclipes, depois você encontra o sujeito em um shopping fazendo compras com a patroa e as crianças, vestidos com uma camiseta do time favorito e carregando mochilas cheias de fraldas e mamadeiras. It’s only rock’n roll.

Um belo dia eu assisti Bowling on Columbine na TV a cabo. Eu também não sou fã de Michael Moore - penso mesmo que existe bastante manipulação de idéias na maneira como ele monta alguns de seus documentários - mas o acontecimento de Columbine foi uma coisa que colou na minha memória na época em que aconteceu, até porque eu me recordo de uma certa histeria na imprensa mencionando o filme The Matrix como um dos “inspiradores” e “responsáveis” por Columbine.

Sou uma pessoa que nunca em sã consciência sucumbe à manobras de mídia para vender jornal ou propagandas de massa para lavagem cerebral e controle social, não importa o assunto. Eu sou MUITO desconfiada. Eu praticamente não acredito em nada que eu leia em lugar nenhum sem checar umas cem vezes. Eu sou capaz de passar meses e meses pensando em algum assunto antes de proferir uma palavra de opinião a respeito.

Havia uma menção a Marilyn Manson nas reportagens histéricas de 1999, mas não chamou minha atenção. Usar mídia, cinema, TV como bodes expiatórios para fatos que acontecem dentro da sociedade é uma prática comum - blame the media. Afinal, não somos nós os responsáveis por adolescentes resolverem trucidar colegas de escola a tiros assim como não somos responsáveis pela miséria, pela fome, pelas doenças, pelo crescimento da violência no mundo, pelas guerras, por nada. É a mídia, é a imprensa, a TV, o cinema, o rock’n roll e sua terrível influência nas mentes jovens e impressionáveis.

Até aquele momento eu pensava que Marilyn Manson era apenas mais um cara que usa ratos empalhados, sangue de efeitos especiais e símbolos demoníacos em seu show para vender mais discos. Blame Ozzy. Eu curto alguns dos clipes, especialmente os dirigidos pela artista Floria Sigismondi, uma italiana filha de cantores de ópera extremamente inteligente e criativa e eu sei que o estilo visual desses clipes pertencem à ela e não a MM. Bom, so far, MM estava relegado para mim ao limbo dos clipes de rockhorrorshow da MTV.

Então eu assisto à entrevista de Marilyn Manson para Michael Moore e fico surpresa. O cara que cantava “Personal Jesus” (cover de uma música do Depeche Mode), coberto de maquiagem e com uma aparência burlesca tem um cérebro MUITO pensante. Surprise!

Um tempo depois eu assisti o admirável Elephant de Gus Van Sant uma meia dúzia de vezes, pensei um pouco mais sobre Columbine, pensei em quanto o filme de Van Sant é uma linda obra de arte que conta um fato tão horrível.

Esqueci MM. Eu mostro os clipes de Floria Sigismondi no meu curso de direção de arte, em meio a várias outras coisas mas é só.

No curso de direção de arte que eu mesma criei e ministro eu friso dúzias de vezes a importância do contexto cultural, de como elementos visuais e símbolos cognitivos podem ter um determinado significado para nós, seres ocidentais descendentes de uma cultura latina, e significados totalmente diferentes em outros contextos culturais. Eu dou vários exemplos, de como o significado das cores na cultura asiática é completamente diferente do significado que nós atribuímos, de como ritmo, símbolos, signos são compreendidos de forma diferente por causa do contexto cultural.

Estava eu no Youtube esses dias, pesquisando alguns making ofs e adorando assistir entrevistas do David Lynch quando esbarrei em um clipe de Marilyn Manson que eu não conhecia direito. Tinha visto uma ou duas vezes na MTV no século passado (o video foi produzido em 1997) e sinceramente tinha achado que o tema e a narrativa eram em torno da menção ao sobrenome “Manson” que MM adotou em seu nome artístico, o video mostrava alguma coisa que me recordava conceitos religiosos, terminava com um apedrejamento, MM estava em uma fase um pouco mais light, é fato, mas era MM, com maquiagem e roupa de vinil. Achei que o tema era religioso mas apenas mais uma crítica como várias outras do universo do rock. O nome do clipe é “The Man that you fear“.

Crianças, sentem-se, sirvam-se de chá e biscoitos e escutem uma incrível revelação: eu não tinha entendido o videoclipe. Não tinha prestado suficiente atenção. Eu tinha um preconceito cultural que me impediu de realmente analisar o clipe como deveria. Eu, que falo tanto em contexto cultural, tinha ignorado vários elementos do contexto cultural ao assistir o clipe.

Caí em mim, pela bobagem, pelo que eu tinha deixado passar, desfilando bem diante do meu nariz. Sorry, sorry, deeply sorry. Isso será corrigido brevemente, estou fazendo uma análise contextual e imagética do clipe e postarei por aqui em breve. Stay tuned.

Por enquanto, randomicamente, não se espantem se toparem com algumas quotes de Marilyn Manson por aqui, em meio a Neil Gaiman, Lewis Carrol, Albert Einstein e Albert Camus. O chá está com 234 frases interessantes em sua base de dados - e crescendo.

Pesadelinhos de Alice

Tuesday, August 8th, 2006

O que acontece quando o clima de pesadelo Silent Hill encontra Alice de Lewis Carroll? Jan Svankmajer. Os autores de Silent Hill citam em um de seus livros que o trabalho de Jan Svankmajer foi uma de suas inspirações. Devo esse precioso achado ao Impermanentes, que postaram vários vídeos de Svankmajer pescados no Youtube.

Nota: não assista se você é impressionável, se não consegue se divertir com humor negro e com o lado Grotesque do surrealismo.
… mas nesse caso, deixa eu te perguntar uma coisinha: darling, como é que você aguenta frequentar esse lugar?

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“Oh, dear, oh dear, I shall be too late!” - said the White Rabbit

Clique na imagem para abrir a página do Youtube com a lista completa dos vídeos que compõem esse trabalho de 83 minutos.

70 anos de Guernica

Tuesday, August 8th, 2006

Foto de Picasso desenhando com luz, Revista Life
Foto de Picasso desenhando com luz, Revista Life

Eu sempre acreditei e continuo acreditando, que o artista que vive e trabalha de acordo com valores espirituais não pode e não deve ficar indiferente aos conflitos onde os valores mais importantes da humanidade e da civilização estão em risco.
- Pablo Ruíz Picasso

Guernica

Em abril de 1937, um ataque aéreo combinado entre as forças da Itália e da Alemanha destruiu a cidade de Guernica na Espanha. Nunca antes na história da humanidade a população civil tinha sido atacada pelo ar com a intenção de completa destruição.

Guernica no museu do Prado, Espanha
Guernica no museu do Prado, Espanha

Em Primeiro de Maio de 1937, notícias do massacre chegaram a Paris, inspirando a maior demonstração pública de protesto já vista na passeata do Primeiro de Maio (May Day) e inspirando uma das mais famosas pinturas de Pablo Picasso.


Arte de rua usando Guernica como tema

Guernica como tema em instalação

Picasso estava exilado na França exatamente por causa da Guerra Civil na Espanha e foi contratado pelo governo espanhol para produzir uma pintura especial para o Pavilhão Espanhol da Feira Mundial de 1937 em Paris. Após tomar conhecimento das notícias sobre o bombardeio em Guernica, Picasso decidiu que o tema de sua pintura seria a cidade bombardeada.

Passeata contra a guerra do Iraque, 2003
Passeata contra a guerra do Iraque, 2003

Guernica tornou-se um dos mais importantes símbolos visuais contra a guerra, qualquer guerra, todas as guerras.

Texto traduzido (e ligeiramente modificado) vindo desse site: Guernica Project - “The Guernica Project seeks to commemorate the 70th anniversary of the Spanish Civil War (1936-1939) by increasing global awareness of the necessity for peace and international cooperation. It is also our goal to help bring to public attention the efforts of hundreds of organizations worldwide devoted to peace and conflict resolution, and to encourage mutual support, collaboration and coordination.
Imagens: blame Google.

Mais links:
- AntiWar: diga não a todas as guerras
- War and Art: Picasso - esse site traz as fotos que Dora Maar fez das etapas do trabalho de Picasso e os esboços e estudos que Picasso fez antes de iniciar a pintura.

Now Listening: Right Where It Belongs, Nine Inch Nails

Sunday Morning

Saturday, August 5th, 2006

Um clássico: o sofá vermelho do Bolshoi circulando pela cidade. O Bolshoi foi uma banda da década de 80 de poucas músicas; “Sunday Morning” foi um estrondoso sucesso depois do sucesso da música de estréia “A Way”. A banda dissolveu-se logo depois.

The Bolshoi - Sunday Morning

I remember when I was young
Feeling sick on Sunday morning
I don’t wanna do it anymore
Standing in a line with a dirty mind
Clean it up on Sunday morning
I don’t wanna do it anymore

One day a week we turn the cheek (x2)
Oh, how we’d kneel down
Oh, we were so quiet
Never any light there
I don’t care, it’s not right there

Get up early, do your hair
Sunday best on Sunday morning
I don’t wanna see it anymore
Tea and toast in the social hall
We had it all on Sunday morning
I don’t wanna see it anymore

We come in fear , to worship here (x2)
(CHORUS)
It’s wrong to feel, It’s wrong to care
You must not steal, you must not swear
(CHORUS)

I don’t wanna do it anymore
I don’t wanna see it anymore …

Where the Hell is Matt?

Friday, August 4th, 2006

É engraçado. É poético.
Tem site. Tem o primeiro vídeo.

Here we go again

Wednesday, August 2nd, 2006

Uma de minhas alunas me mandou um email dizendo que adora assistir os videos que eu encontro no Youtube e posto por aqui. Então, vamos a mais alguns vídeos.

OK Go - Here It Goes Again
Faça um clipe com quatro caras e meia dúzia de esteiras de ginástica. Divertidíssimo!
O OKGo é uma banda norueguesa (eu e as bandas norueguesas!) tipo… Supergrass!

Agora aqui um videoclipe dirigido pelo Michel Gondry, para o Chemical Brothers, absolutamente genial.

Keep Walking, keep walking.
Meus dois favoritos: “Fish” e “Tree”

Você usa peles de animais?

Wednesday, August 2nd, 2006

Fur is dead

Visite esse site, leia a matéria e assista o vídeo que Trent Reznor fez para o PETA - mas atenção: é chocante. É o massacre diário de cães e gatos domésticos na China, para vender suas peles. O pior é que “alguns desses animais usam coleira, o que significa que pertencem a alguém que os ama”. Peles de gato e cães são vendidos na Ásia e Europa para “enfeitar” bordas de mangas e golas de roupas.

Eu sou muito fã de Trent Reznor - como todo mundo por aqui está cansado de saber - e a cada dia que passa eu descubro novas razões para admirá-lo cada vez mais.
Passem o link adiante, tá?

Now listening: That Hand that feeds, Trent Reznor

Expressionismo

Wednesday, August 2nd, 2006

Uma das qualidades que mais me atraiu a atenção quando visitei esse apartamento em busca de um local para morar foi a percepção de que com o ângulo de câmera correto, a luz adequada e um pouco de ajuste digital em photoshop eu poderia criar imagens incrivelmente expressivas, transformando o local em algo completamente diferente. O local não é o mesmo durante o dia e durante a noite, texturas e cores magníficas saltam aos olhos com o aumento do contraste.
Sério, estou até com vontade de rodar um filme por aqui. É uma locação perfeita.
Chega de texto, vejam o que eu quero dizer:

rusty

Mais aqui.

Now Listening: The Fragile, Trent Reznor

Stop war

Tuesday, August 1st, 2006


Civil prayer for Lebanon, originally uploaded by philipinperu.
Comentário do autor da foto: “I’m not religious, but i feel the need of a prayer now, for those babies.”

Recomendo a leitura desse artigo de Gustavo Barreto. A foto principal me deixou absolutamente sem palavras. É uma foto que está circulando pelo mundo.

Existem páginas e páginas de fotos a respeito no Flickr (na última contagem que eu vi, 4391 fotos), com imagens dos locais de guerra e dos protestos ao redor do mundo.


Protest against war in Lebanon. 07-29-06 NYC, originally uploaded by dagg2008.


FACES FOR NO WAR | Annette, originally uploaded by waelpix.

Existem também dois grupos particularmente interessantes no Flickr:
- Stop the WAR CRIMES in Lebanon and the OPTs
- e Mundo Uno, que está espalhando um “black ribbon” contra essa guerra.

Leiam também:
- Officer refuses to take part in war
- Yesh Gvul - um grupo pacifista de israelenses contra a ocupação que dá apoio aos militares israelenses que se recusam a participar dos ataques contra civis.
- Médicos sem fronteiras - grupo internacional que presta socorro médico a catástrofes naturais e guerras em qualquer país, sem distinção