Saturday, May 17, 2008

Chás de November, 2006

God is a DJ

Thursday, November 23rd, 2006

Dica do Tim. Poético.

300 Movie Trailer

Thursday, November 23rd, 2006

Full version do trailer. Arrepiante. Eu quero assistir isso.

Vejam também o making of.

Resposta a um email

Thursday, November 23rd, 2006

Ficou bonito, resolvi dividir com vocês. Me lembrou muito os antigos chás, aqueles lá do início, quando abrimos a Casa de Chá, há quase quatro anos… o tempo deu outra volta espiralada em si mesmo.

***

Eu amo viajar. Também amo meus amigos, mas os mais queridos se espalharam pelo mundo, por isso eu vivo sozinha conectada - se eu não estivesse conectada, não teria nenhum contato com eles.

Adriana está vivendo no Canadá há quase 15 anos, a Ana está em Amsterdã há 2 anos (e não vai voltar também, só virá visitar), a Thâmara está em Londres há um ano (vem no final do ano, vamos trabalhar juntas, ela vai ser minha chefe, será um privilégio para mim), o Rafael está em Toronto há dez anos. No Brasil, tem uma galera linda em São Carlos (SP), uma outra turma linda em BHZ, a família do meu pai no Rio, o povo lindo de Salvador.

Nessa cidade cinza, comecei a encontrar pessoas só no ano passado.

Basicamente todo mundo que dividiu comigo o melhor da minha vida, dos 20 aos 35 anos, está muito, muito longe. Foi por isso que eu quis transformar o momento presente no melhor da minha vida, porque não estava suportando o peso de viver com a noção de uma solidão absoluta, de não ter ecos próximos de mim.

A maior conversa entre dois espíritos é o silêncio.

O tempo me ensinou mais algumas coisas, como por exemplo, a colecionar pessoas e que se você tem um tipo específico de pessoa que se afina com a sua sintonia, você não está só, porque vai encontrar mais pessoas que pertençam à mesma sintonia, basta manter-se naquela freqüência. E é isso que é tão complicado, manter a freqüência.

Você se sente deslocado entre as pessoas? Eu já senti isso, há muito, muito tempo atrás. Mas eu descobri que isso acontecia porque eu estava deslocada de mim mesma. Quando entrei em sintonia comigo mesma e voltei a me amar no volume máximo - e isso só aconteceu porque eu enlouqueci, quis morrer, fui à Bahia e morri lá, na paisagem mais linda do mundo mas mesmo no pós-morte eu ainda continuei por aqui - eu me encontrei novamente e voltei a me amar no volume máximo. E isso só aconteceu por causa de “toda-aquela-música-do-mundo” e do amor da minha vida, que é um espírito indomável como o meu, que eu reconheço tão bem.

Eu tive que me afastar das pessoas-que-me-faziam-mal, foi muito duro. Tive que abrir mão da minha vida inteira, de tudo-que-eu-mais-amava (exceto aquela música e a minha arte) e cair em vários abismos.

Eu pensava que o problema era perder a confiança nas outras pessoas. Descobri que o problema é perder a confiança em si mesmo.

Eu recuperei a confiança em mim mesma. Mas isso só começou a acontecer de verdade quando eu me mudei para esse prédio aqui.

Tem mais longas histórias, mas eu conto depois. São bonitos contos de fadas que envolvem gatos, um Menino que virou Príncipe, um esquilo, um poeta baiano, um homem feio e velho que me amou muito e que não era nem feio, nem velho, mas pensava que sim - e que virou um lindo homem forte; uma casa na montanha, um equívoco, um Mensageiro de olhos de azeitona, um diário perdido, amores perdidos, uma dívida, três mortes precoces, quatro órfãos e uma mulher infeliz.

É muita história, não cabe em um email, não cabe em uma xícara de chá, só cabe na eternidade do mundo.

Adeus, meu querido

Wednesday, November 22nd, 2006

Morreu em Los Angeles, aos 81 anos, o diretor Robert Altman.

Robert Altman

“To play it safe is not to play.”

“Filmmaking is a chance to live many lifetimes.”

“I don’t know what a best director is, except that (it is) someone who stands in the same space with the best actors, … I feel that they do the work and I get to watch. And nothing is better than that.”

“Maybe there’s a chance to get back to … grown-up films. Anything that uses humor and dramatic values to deal with human emotions and gets down to what people are to people.”

“Wisdom and love have nothing to do with each other. Wisdom is staying alive, survival. You’re wise if you don’t stick your finger in the light plug. Love - you’ll stick your finger in anything.”

“It’s all just one film to me. Just different chapters.”

- Robert Altman
20 February 1925 - 20 November 2006

*****

Fiquei muda. Na festa do Oscar desse ano ele fez um lindo e inteligente discurso ao receber o prêmio de conjunto da obra, dizendo que a Academia só dava esse prêmio quando começava a achar que um diretor ia morrer. Depois contou que há 10 anos ele passou por um transplante de coração e que ele possuía o coração de uma moça de 30 anos, então que todos poderiam esperar muito tempo ainda antes dele morrer.

“No other filmmaker has gotten a better shake than I have; I never had to direct a film I didn’t choose and develop. I always thought this kind of award meant that it was over. I’m here, I think, under kind of false pretenses, and I think I have to become straight with you. Ten years ago, 11 years ago, I had a heart transplant - a total heart transplant. I got the heart of, I think, a young woman who was about in her late 30s. So, by that calculation, you may be giving me this award too early, because I think I got about 40 years left on it - and I intend to use it.”

Eu gosto de fazer filmes sobre pessoas por causa dos filmes do Altman. Muito do que eu aprendi sobre pessoas, tramas, roteiros e atores eu devo a ele.

Entre tantos filmes maravilhosos, MASH, Nashville, Quinteto, Popeye, com Shelley Duvall cantando “he needs me, needs me, needs me” (música que, décadas depois, Paul Thomas Anderson usaria em Punch-Drunk Love), Short Curts, Cookie’s Fortune, e vários documentários, como The James Dean Story.

Meu querido, meu querido, esse filme que estou fazendo é pra você. Só existe esse filme porque você fez seus filmes. Obrigada por tudo, muito obrigada.

“everything is blue in this world”

Memento

Wednesday, November 22nd, 2006

eu tenho 5 anos de idade
Às vezes eu tenho 5 anos de idade.

greeneyes

Fotos: Mario Surcan
Finalização: Daniela Castilho

“Sharpness is a bourgeois concept.”
- Henry Cartier-Bresson to Helmut Newton

“I have always enjoyed reverse technology. People tend to always think the better the camera, the better the picture. I believe the better the concept, the better the picture.”
- Mark Sink

A beleza nos olhos de quem vê

Tuesday, November 21st, 2006

Equipe

“And this is how it all begins.”

Fotos: Mario Surcan

Intensidade

Monday, November 20th, 2006

Não, eu ainda não dormi. Eu já deveria ter dormido, porque o dia foi cansativo. Imagino que a maior parte da equipe já esteja sonhando nesse momento.

Não consegui. Todas as vezes que eu fecho os olhos, vejo toda aquela altura, aquela vertigem. Não é apenas uma vertigem real de quem sobe em um local muito alto, é uma vertigem interior, uma queda de Alice na toca do coelho, um mergulho numa escuridão interior de tudo aquilo que está muito bem escondido e trancado dentro de você, um abismo nietzschiano.

Hoje eu confirmei que sim, o Abismo é nietszchiano. Mas o filme não é. É antítese.

Everything is blue in this world.

Imaginem enfrentar o dia mais intenso da sua vida. Oito pessoas, uma câmera HDV, o vigésimo segundo andar de um edifício, um roteiro complexo que teve que ser desmembrado, reescrito diversas vezes e decupado não apenas em planos de cinema, mas em pedaços de opiniões, olhares diferentes, significados simbólicos, decisões sobre o passeio do olho da câmera, como serão os recortes e zilhões de outros detalhes técnicos.

O que é importante ser visto? O que não é importante ser visto? Que história é essa que estamos contando?

O lado racional pensa “temos grades que isolam todos da beirada, temos piso firme, não há muito vento, temos nuvens filtrando a luz. Tudo foi planejado, temos um story-board, tudo está cronometrado e organizado.”. O lado emocional olha aquela cidade que se exibe em todos os lados sob um céu cinza de um dia que amanheceu com chuva e pensa “o que é isso? O que estamos fazendo aqui? Vamos morrer.”.

Dicotomias.

Certas mortes são não-físicas. Somos criaturas mortais, que um dia passarão pela morte física - e vivemos em negação toda a nossa existência. Negamos a morte diariamente. Acreditamos que os velhos nascem velhos e que nós seremos a eternidade.

Não. Um dia chega a vez. Pode estar distante, mas vai chegar.

Nas últimas três semanas, durante o trabalho de preparação do filme, eu recolhi diversos fragmentos de memória que estavam espalhados. Reli velhos textos que eu mesma escrevi, procurei backups de outros textos mais velhos ainda, revirei fotografias. Hoje de manhã eu tinha nas minhas mãos fotos de 20 anos, 30 anos, 50 anos de idade. O tempo congelado em imagens nas minhas mãos. Memórias fragmentadas eternizadas.

Tive que fazer uma revisão imensa e intensa de mais de vinte anos da minha própria história em poucas semanas - e resolver as pendências e pontas soltas em menos de 72 horas, porque existia uma urgência de tempo, de preparação para filmar. Dirigir um filme é muita, muita responsabilidade.

Um dos textos que fui buscar em algum lugar perdido do passado foi um texto longo onde eu fazia reflexões sobre atropelamentos. Não sei se todos vão lembrar desse texto, foi servido aqui no chá em 23 de julho de 2004. Harry vai lembrar, tenho certeza.

“Algum de vocês já foi atropelado? Eu já. Um atropelamento é uma coisa curiosa. Você está atravessando a rua, você acabou de olhar pra verificar se vem vindo algum carro, se pode atravessar e de repente, do nada, tem um carro em cima de você. Eu fui atropelada de forma absolutamente espetacular há quase cinco anos. Foi em 1999 ou 2000, eu não me lembro bem. Era inverno, eu vestia uma calça comprida, botas e um sobretudo lindo de lã marrom que ainda tenho. Fui atravessar a avenida principal do bairro, a rua estava vazia, eu atravessei com toda a calma. Um carro virou uma esquina, de repente, bem em cima de mim. Esses eventos acontecem em frações de segundos que parecem uma eternidade. Em slow motion. De repente, do nada, tinha um carro em cima de mim. Eu me lembro de ter entendido que tinha um carro batendo em mim e relaxei o corpo todo, deixei o carro vencer. Era um carro, metal, motor, vidro. Eu sou apenas uma pessoa, músculos, ossos. Relaxei. O carro esbarrou em mim quase delicadamente, eu caí sobre o capô, o carro parou, eu deslizei sobre o capô até o chão. Esperei alguns segundos. Nada.O carro estava parado, o motorista conseguiu frear a tempo. Eu me levantei devagar, o motorista estava fora do carro, parado ao meu lado, pálido. Eu olhei pra ele e disse sorrindo “Tome mais cuidado, você pode matar alguém.” Podia. Mas não ia ser eu, não ali, naquele momento. Eu não tive um arranhão.”

O Abismo não foi escrito em 1999 ou 2000. Foi escrito em 2003, após um desastre de amor. Se alguém me perguntar o que penso sobre desastres, eu responderei com calma e doçura que um desastre de amor mata mais que um desastre de automóvel, mais lentamente, com mais sofrimento, com tempo infinito de duração. Eu sei, porque aconteceu comigo.

“O Amor te faz tão vulnerável. (…) O Amor faz reféns. Ele penetra nas suas entranhas. Ele lhe devora e lhe deixa chorando na escuridão, e então uma simples frase no estilo ‘talvez a gente devesse ser só amigos’ ou ‘que bom que você percebeu’ se transforma em um cortador de vidro trabalhando direto rumo ao coração. Ele faz doer. Não apenas na imaginação. Não apenas na mente. É um ferimento-alma, é um ferimento-corpo, é um ferimento-entra-em-você-e-despedaça-você. Nada deveria ser capaz de fazer isso. Quanto mais o Amor.”
- Neil Gaiman em Sandman

Então, se alguém quiser uma definição precisa, sim, esse é um filme de amor.

“…and in a dream I’m a different me with a perfect you”

Mas não é só isso.

Existe um segundo filme sendo rodado nesse momento, que infelizmente, não sei se terei como exibir. É um filme feito dos momentos do não-filme, momentos onde pensamentos, olhares e idéias foram trocados. É um filme que eu não sei bem quem foi que assistiu. É um filme lindamente composto como uma sinfonia de muitos instrumentos musicais. Eu assisti, eu não perdi nem um segundo desse segundo filme.

Existe uma fragmentação de grande importância no Abismo - e quem me deu a chave para compreender essa fragmentação foi primeiramente a Marly, nossa documentarista, entre os vários cafés que tomamos em vários dias e as conversas de horas; e o Tim, diretor de arte responsável por alguns dos designs, com uma simples e linda sugestão de design para o poster.

O que somos cada um de nós senão uma série de fragmentos que insistimos em reunir e aglomerar, tentando compor algum tipo de amálgama? O fragmento, presente no próprio roteiro, é a chave do filme.

A fragmentação é tão forte, tão poderosa, que diferentes pessoas da equipe já expressaram essa fragmentação em palavras, mas acredito que tenha sido o ator quem melhor e mais poeticamente resumiu o que estamos fazendo, o que é esse filme, enquanto tomávamos café depois do almoço, na pausa de filmagem. Ele disse que o trabalho de cinema é como um organismo vivo, uma pessoa é o cérebro, outra é o coração, outra é o pulmão, outra os olhos. Disse isso com olhos já cansados, acordado desde as seis da manhã, depois de quatro horas de filmagem no alto de um prédio.

Nossa.

Hoje tivemos uma traquitana mágica trazida pelo CameraMan, Wagner, que girava com a câmera e o ator em cima dela. Não vi exatamente o que os olhos do Wagner viram através do olhar da câmera, mas vi o que poderia ser essa cena belíssima um pouco antes, quando eu experimentei a traquitana junto com o ator, sendo movida pelo Mario (diretor de arte). Girávamos lentamente e eu tinha medo, muito medo - eu tenho horror de altura, não é uma dicotomia linda e paradoxal que eu tenha escrito exatamente um filme com um abismo na história? O ator segurava a minha mão, eu tremia de medo, ele sorria. Giramos um longo tempo. O giro era lindo. Delicioso. Assustador. Vertiginoso. Depois filmamos/rodamos a cena. Magnífica. O abismo está ali.

Eu já fui atropelada na minha vida, mas não sofri nem um arranhão.

Cumprimos uma diária correta, 12 horas, desmontamos, fomos embora. Não consegui dormir. Estou ouvindo o amor-da-minha-vida cantando aqui no meu computador, ele mesmo mergulhado em suas próprias vertigens e abismos.

“all fuzzy, spilling out of my head”

Temos alguns problemas de logística para resolver essa semana. Stay tuned. Eu conto mais assim que eu tiver mais coisas para contar.

Now Listening:
The Downward Spiral (The Bottom) - Nine Inch Nails

And All That Could Have Been - Nine Inch Nails

Breeze still carries the sound Maybe I’ll disappear
Tracks will fade in the snow You won’t find me here
Ice is starting to form Ending what had begun
I am locked in my head With what I’ve done
I know you tried to rescue me Didn’t let anyone get in
Left with a trace of all that was And all that could have been

Please Take this And run far away Far away from me
I am Tainted The two of us Were never meant to be
All these Pieces And promises and left behinds If only I could see
In my Nothing You meant everything Everything to me
Gone fading everything And all that could have been

Please Take this And run far away Far as you can see
I am Tainted And happiness and peace of mind Were never meant for me
All these Pieces And promises and left behinds If only I could see
In my Nothing You meant everything Everything to me

“The Day The World Went Away” - Nine Inch Nails

I’d listen to the words he’d say but in his voice I heard decay
the plastic face forced to portray all the insides left cold and gray
there is a place that still remains it eats the fear it eats the pain
the sweetest price he’ll have to pay the day the whole world went away…”

Abismo

Saturday, November 18th, 2006

Amanhã, dia 01 de filmagem.
… e eu tenho a melhor equipe de cinema do mundo.

“And this is how it all begins.”

Gonçalo
Gonçalo, Assistente de Direção

Juliana
Juliana, Assistente de Direção

Mario
Mario, Diretor de Arte e Assistente de Direção

Tim
Tim, Diretor de Arte: Design Gráfico, poster e impressos

Ricardo
Ricardo, Diretor de Fotografia

Wagner
Wagner, Câmera

Alois
Alois, Animação

Felipe
Felipe, Animação

Marly
Marly, Documentarista, “o olhar estrangeiro”, Making Of

Eu
… e eu.

Faltam aqui as fotos do Japa (Montagem e finalização) e de Mathias Capovilla (Trilha).

Marly e Eu

Ah, não!

Saturday, November 18th, 2006

Destruíram um dos meus filmes favoritos.

Fiquem com o original, please:

Desconstruindo Dani

Thursday, November 16th, 2006

Il nome ha origini ebraiche (Daniy’el) (דניאל). Il suo significato è “Dio ha giudicato” oppure “Dio è il mio giudice”, da “dan” (ha giudicato) e “el” (Elohim, Dio). Danilo rappresenta la variante slava di Daniele.

(significado enviado para mim por um querido amigo)

COGNOMI ITALIANI
Più diffuso sotto la forma plurale (Danieli) in tutta Italia e nella forma singolare soprattutto nel napoletano, questo cognome ha altre varianti: Danielli, tipico nel Nord, Dani toscano. Alla base c’è il nome di tradizione biblica del profeta di Israele, vissuto a tempo di Ciro il Grande e deportato in Babilonia. Si racconta che fu gettato nella fossa dei leoni e che ne uscì illeso, insieme al compagno Abdenago. Daniele è composto da due elementi linguistici ebraici: “dan” che sta per giudice e “el” abbreviazione di “Elohim”, che sta per Dio. Dunque ha il significato di “Dio è il mio giudice”. Le prime attestazioni di questo nome si trovano già nell’alto medioevo, nelle forme “Danihel, Daniel”, poi alla fine dell’età di mezzo nella forma latina “Daniellus” e in quella volgare “Daniele”. Si può ricordare un Francesco Daniele, storico e archeologo, attivo fra il XVIII e il XIX secolo, oltre un Daniele da Volterra (1509-166) pittore.

Domingo, café

Thursday, November 16th, 2006

Domingo, café
Domingo, café

tango… gotan

Wednesday, November 15th, 2006

Gotan Project, El Capitalismo Foraneo, num filme de praveenprodigy

Gotan Project: Santa Maria

Gotan Project: Queremos Paz