Saturday, August 30, 2008

Chás de December, 2006

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Monday, December 18th, 2006

No momento em que deputados e senadores enfrentam protestos por terem elevado para R$ 24,5 mil seus próprios salários - um aumento de 91%-, o Congresso votará nesta semana o Orçamento da União para o ano que vem, no qual há uma polêmica em torno de conceder ou não aumento de R$ 8 ao salário mínimo (de R$ 367 já garantidos para R$ 375). O aumento para R$ 375 desagrada ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, defensor de um reajuste para R$ 367. As centrais sindicais reivindicam elevação para R$ 420.

***

A pressão popular contra o reajuste salarial de 91% para deputados e senadores não foi suficiente para fazer os parlamentares voltarem atrás na decisão de aumentar seus salários para R$ 24.500. Apesar de manter o aumento, Aldo reconheceu que o valor dos novos salários dos deputados e senadores é muito maior do que o da maioria dos salários recebidos pelos brasileiros. “Num país onde há tantas desigualdades, não há o que se comparar o que recebe um deputado, um procurador, com salário mínimo, o que seria uma disparidade.”

O reajuste vai ser concedido por ato conjunto das Mesas da Câmara e do Senado e não vai ser submetido à discussão nos plenários do Congresso. O aumento nos salários deve representar um gasto extra anual de ao menos R$ 1,66 bilhão aos cofres públicos –já que Estados e municípios seguem o aumento federal, no chamado “efeito cascata“.

Fonte: UOL.

27ª Bienal São Paulo

Monday, December 18th, 2006

“É preciso trabalhar para lutar contra o politicamente correto e a má consciência.”
- Lisette Lagnado

“Without freedom, no art; art lives only on the restraints it imposes on itself, and dies of all others.”
- Albert Camus

Mark Bradford

26ª Bienal São Paulo - Mark Bradford

Mais Mark Bradford:
- Artfacts
- Monoprints
- Ready to Watch

Nota posterior: A Ju, que foi monitora do Mark Bradford na Bienal, vai passar esse video para ele ver. YAY!

what does your soul look like?

Sunday, December 17th, 2006

what does your soul look like?,

originally uploaded by fernando [pixelStains].

Fernando é um grande fotógrafo.

Segredo, presente

Sunday, December 17th, 2006

Eu ganhei um segredo. Um artista, um amigo (?), um homem arredio faz fotos magníficas mas não quer mostrar pra ninguém. Mostra pra mim (e para poucas outras pessoas). Esse homem arredio (e lindo) aparece como um relâmpago no comunicador instantâneo, fala poesias concretas, manda fotos, exige segredo, tudo num nanossegundo e depois escorrega entre meus dedos, como um Homem-peixe colorido e raro, fugindo para o fundo da lagoa quase sem me dar tempo de responder.

Ficam as fotos na tela do computador, magníficas - e eu não posso dividir isso com ninguém, estou proibida pelo segredo e pela promessa de discrição.

Esses presentes me deixam sem ar. É especial demais.
Eu fico… desentendida, mas atingida pela beleza das fotos.
Ao menos a poesia do acontecido eu posso tentar dividir.
E vocês podem imaginar a beleza.

Obrigada pelas fotos por email, meu querido, são pura poesia, são um presente lindo.

Recuperação

Saturday, December 16th, 2006

Algumas pessoas arrancam pedaços e nem percebem. Abandonam a pessoa sangrando, viram as costas. Esquecem. Deixam para o tempo, ou não se importam, não sei.

Não sei.

Eu não sou boa em contar às pessoas que elas arrancaram pedaços. Fico quieta. Estou tentando aprender a dizer isso à elas. Estou tentando aprender a dizer à elas para não fazerem isso comigo.

Esses dias alguns pedaços arrancados retornaram até mim. Eles bateram à minha porta, entraram de mansinho e sentaram-se pelos cantos do meu apartamento, quietos. Têm sinais de cansaço, sinais de saudades, memórias demasiadas. Mas voltaram, estão aqui. Eu olho para eles ainda sem saber o que fazer, porque a mesma dor que eu senti quando foram arrancados, eu senti ao vê-los retornar. Estou feliz porque voltaram, eu tinha perdido a esperança de tê-los de volta, mas as cicatrizes ainda doem, ainda sangram de vez em quando.

E então, faço arte, para tentar curar.

***

Passamos o dia selecionando e organizando fotos e imagens (para a exposição), Mario e eu. Eu nunca teria conseguido sem ele. É extremamente difícil pra mim. Talvez a maioria das pessoas nunca compreenda isso, o quanto tudo é tão difícil.

Consegui encontrar um grau de lente de contato que me permite ver tanto de longe quanto de perto. Eu me senti como quando eu tinha 13 anos de idade e usei lentes de contato pela primeira vez e pude ler os outdoors da rua, que eu nunca tinha enxergado até então. Desde ontem consigo ler de longe e de perto. Estou usando uma lente com 10 graus e meio, 10 graus e meio! Corrige meus doze graus de miopia, os dois graus de astigmatismo, a vista cansada, tudo. Eu posso ver. Posso ler, posso atravessar a rua.

Posso produzir a minha arte, vendo-a melhor e não apenas imaginando-a.

Isso me deixou feliz.

E agora, depois de quase quatro anos em que ninguém via meus olhos verdes, ocultos pelas pesadas lentes dos óculos, eles voltaram a aparecer, olhando seriamente para as pessoas.

Imagens de Salvador

Friday, December 15th, 2006

Salvador por Wagner Pyter

Wagner Pyter

Fotografias feitas por meu amigo Wagner Pyter, direto de Salvador, Bahia - ou como eu digo, direto de Marte (mas só para os íntimos).

Mais fotos no Multiply ou no Flickr do Wagner.

Saudades de Marte, mandem todo meu amor para lá.

Chá da madrugada

Thursday, December 14th, 2006

Fui assitir ao espetáculo do Pedro Vieira, que eu tinha citado mais cedo aqui no chá. Foi a beleza da foto que me levou ao teatro. O espetáculo dele é belíssimo, realmente, daquelas belezas que fazem a gente ficar sem ar. Ele é um ator magnífico. Conversamos depois do espetáculo, ele foi extremamente gentil. Hoje foi o dia de conhecer atores e atrizes, conheci vários. Foi bom. Todos foram gentis comigo - estou numa fase cansada, todas as gentilezas me fazem bem e qualquer mínima irritação do outro me atinge mais do que deveria, então, que venha a gentileza, por favor.

Eu preciso terminar todos os curtas que estou produzindo. Eu tenho tantas coisas pra fazer. Tive hoje uma notícia ruim de trabalho por email, mas não vou falar sobre isso. Conquistar coisas é tão complicado.

Eu voltei a escutar Massive Attack e Portishead. A crise pessoal que me fez parar de escutá-los - há quase três anos - tinha sido tão séria que eu não tinha mais nenhuma música deles em lugar nenhum. Tive que resgatar Massive Attack.

Também voltei a falar com pessoas com quem eu não falava há anos. Alguns resgates são necessários, eu não suportava mais não-resgatar essas pessoas. Agora estou perdida na dicotomia de estar feliz por tê-las resgatado e o fato de que com algumas dessas pessoas eu não aguento falar, é demais pra mim. Estou feliz de falar com elas, eu sentia falta - mas eu sofro tanto, vocês não tem idéia.

Passado demais, memórias demais, sonhos perdidos demais.
Eu estou o tempo todo perdida entre dicotomias.

Um amigo meu parou de falar comigo. Eu sei a razão. Eu devia ter dito uma coisa que eu não disse e não deveria ter dito uma coisa que eu disse - mas o fato é que eu sou ruim nesse tipo de “jogo”. Eu sei que eu deveria falar para as pessoas que elas me magoam - mas nem sempre eu consigo, porque quem não quer magoar sou eu.

Não vou falar nada para ele. Eu nunca falo nada, eu nunca forço nada. Eu fico quieta ouvindo música e cuidando das minhas coisas-que-precisam-ser-cuidadas. Eu fico aqui sozinha, quieta, pensando.

Eu sei, eu sei, eu preciso aprender a deixar as pessoas partirem. Não que eu as impeça, eu nunca impedi ninguém nem de entrar nem de sair da minha vida. A minha porta está sempre aberta. Eu sei que cada vez que alguém vai embora, uma pessoa nova aparece, eu sei que todas as pessoas são interessantes, cada pessoa é um pequeno universo lindo de se conhecer. Eu sei, eu sei. Mas é tão difícil se despedir de alguém. Eu gosto tanto das pessoas, eu crio um amor especial por elas. Daí elas vão embora e eu sinto tanta falta.

Mas é como eu disse para outro amigo meu, eu sou tão desastrada. Eu espatifo pessoas sem querer, como jarras de água caindo no chão ou… ou. É.

Um outro amigo meu falou essa semana sobre velar-revelar. O meu amigo-que-não-quer-falar-mais-comigo eu preciso velar. Preciso ficar quieta e nada falar. As pessoas-com-quem-voltei-a-falar eu preciso revelar.

É muito, muito complicado, é demais pra mim.

E como disse o Pequeno Príncipe, de madrugada, o Homem-que-é-o-mais-sábio-do-mundo, apesar de ter tão pouca idade:

“é meio triste isso (mas não quero pensar), em como o ser humano é sozinho até morrer”.

É. É. Eu também não quero pensar.

Óbvio.

Thursday, December 14th, 2006

“Fazer o óbvio exige muita análise.”
- “Adams Óbvio” ou uma famosa história de como obter sucesso usando simplesmente bom senso.

e

“Há um paradoxo semântico porque se dá a impressão de que a ação prometida é duradoura.”
- Sírio Possenti, da Universidade de Campinas.
O Gerúndio é só o pretexto.

Achei por aqui.

Tango

Thursday, December 14th, 2006

Yo-Yo Ma é o mais famoso cellista da atualidade. Astor Piazzolla é o mais sublime autor de tangos da história. Libertango é sua composição mais pungente. Tango é a música mais emocionante que existe. Tango é a dança mais sensual e sedutora que existe. Eu amo cinema. Videoclipes são a minha paixão.

Pois juntemos tudo.

Dica enviada para mim pelo Gonçalo Franco.

Inspiração

Thursday, December 14th, 2006

De vez em quando, a beleza me atinge e me fulmina.

Pedro Vieira

Termina dia 14 de dezembro o espetáculo Três Paredes e Meia. A peça é encenada pelo ator Pedro Vieira, tem texto de Sérgio Pires e direção de Emerson Rossini.

Local: ESPAÇO DOS SATYROS DOIS - Praça Roosevelt, 124 - 21 horas

Último dia, hoje.

“Open your mouth and say
Say what your soul sings to you…”

Túnel do Tempo

Thursday, December 14th, 2006

Duran Duran era o Anjo da Barbarella.



Cant tell the real from reflections
When all these faces look the same to me
In every city such a desolate dream
.

Lost Boys. Se liga na carinha do Kiefer Sutherland.
E foi assim que me apaixonei por The Doors.

Aqui, a versão de Echo & The Bunnymen.

Rapaz, a gente se divertia muito nos anos 80. =)

The Waking

Wednesday, December 13th, 2006

Theodore Roethke

I wake to sleep, and take my waking slow.
I feel my fate in what I cannot fear.
I learn by going where I have to go.

We think by feeling. What is there to know?
I hear my being dance from ear to ear.
I wake to sleep, and take my waking slow.

Of those so close beside me, which are you?
God bless the Ground! I shall walk softly there,
And learn by going where I have to go.

Light takes the Tree; but who can tell us how?
The lowly worm climbs up a winding stair;
I wake to sleep, and take my waking slow.

Great Nature has another thing to do
To you and me, so take the lively air,
And, lovely, learn by going where to go.

This shaking keeps me steady. I should know.
What falls away is always. And is near.
I wake to sleep, and take my waking slow.
I learn by going where I have to go.

***

tried to save myself but myself keeps slipping away