Kodak Filmschool Competition 2006 – Etapa Brasil
Wednesday, December 13th, 2006Na Cinemateca, segunda-feira passada.

Vencedor: A História da Figueira
direção: Julia Zakia
direção de fotografia: Heloisa Ururahy
A Festa








Na Cinemateca, segunda-feira passada.

Vencedor: A História da Figueira
direção: Julia Zakia
direção de fotografia: Heloisa Ururahy
A Festa








Às vezes meu coração bate de uma forma tão assustada que me dá a impressão que irá se quebrar no próximo segundo. Coração assustado de cristal.
Uma flor…
Fugindo de um tigre, um homem quase caiu em um abismo, segurando-se a tempo em um galho de vinha que crescia na beirada. O tigre, esfomeado, farejava e rugia ameaçadoramente acima dele. Quando olhou para baixo, o homem viu que no fundo escuro do abismo um rio corria com águas caudalosas. As raízes da vinha ameaçavam se soltar, sendo roídas por um rato negro. Nesse momento, no auge do seu desespero, o homem percebeu que ali a seu lado crescia um pé de morangos e que um fruto magnificamente maduro balançava suavemente de um dos galhos. Momentaneamente esquecido do perigo e do triste fim que o aguardava, o homem, sem largar a raiz da vinha, colheu e saboreou o morango.
- Parábola Zen
…e o amor da minha vida.
I’ve become impossible
holding on to when
when everything seemed to matter more

you and me
we’re in this together now
none of them can stop us now
we will make it through somehow
(Nesse exato instante tem mais alguém online aqui. Nem imagino quem possa ser. Obrigada pela companhia.)
Meu tio Bebeto tem MSN.
E gosta de contos Zen.
Eu tenho uma reunião odiosa hoje.
Mas ainda adoro Anjos.

Capa de hoje do Google.
Surreal art collective - Beinart Surreal
Magníficos.
Link enviado para mim pelo AMF.
Algumas conversas são necessárias por email.
O email nos dá tempo de ruminar, repensar, escolher palavras. Palavras são preciosas, não devem ser desperdiçadas sem escolha, não devem ser usadas como simples babblings. O email nos permite responder quando estamos prontos para responder.
Somos Pensamento.
Algumas conversas são necessárias por comunicadores instantâneos.
Os comunicadores instantâneos nos dão proteção, nos dão a não-visão. Estamos e não estamos ali. Falamos com mais liberdade. Perdemos o medo de dizer coisas que não diríamos olhando nos outros olhos, com medo de enxergar nos olhos do outro que o que estamos dizendo está ferindo. Usamos uma venda virtual que nos permite falar verdades que não diríamos, porque pouparíamos o sentimento alheio.
Somos Texto.
Algumas conversas são necessárias em pessoa.
É preciso muito amor, muita amizade, muita confiança para ter a coragem necessária de dizer coisas que despedaçam vidraças. Mas às vezes, vidraças precisam ser despedaçadas, ainda que os cacos do vidro estejam cortando a nós mesmos profundamente, nos fazendo sangrar.
Somos Verbo.
A platéia ri muito e realmente tem algumas tiradas que só rindo - pra não chorar. Os personagens inspiram um misto de simpatia e piedade - são todos disfuncionais mas são todos “gente boa”.
E talvez essa seja a razão pela qual “Little Miss Sunshine” seja apenas uma comédia divertida para uma sessão de cinema com amigos - e não uma obra prima.
O filme vale pela sequência de abertura, cinema de alta qualidade. Os personagens são apresentados em poucos minutos, cada um em suas atividades, com pequenas narrativas que definem quem é quem e qual a situação, com a música minimalista em crescendo. Infelizmente, esse tom não se mantém pelo restante do filme.
A família é completamente disfuncional, com personagens que já conhecemos de outros filmes sobre “famílias americanas disfuncionais”: o pai fracassado, o avô drogado, o irmão suicida, o filho que está fazendo voto de silêncio (de longe o melhor personagem do filme) e a menina, que ainda não tem idade suficiente para ter se tornado uma pessoa frustrada e infeliz. Todos os atores são de primeira qualidade e a atriz infantil Abigail Breslin surpreende pela incrível interpretação, o filme é bonito, bem feito e diverte - mas sinceramente, não passa disso.
Na linha “o sonho americano acabou” ainda prefiro o belíssimo e impecável Beleza Americana (1999), mais consistente, mais contundente e com um final impiedoso - o que, por si só, sempre merece de mim a mais alta honraria, porque são poucos os cineastas que tem coragem de deixar a audiência pensativa e transmutada.
A “Pequena Senhorita Raio-de-Sol” critica o modelo do sonho americano e da família tradicional, mas de forma piedosa, de forma paternal. A “Beleza Americana” ainda é mais selvagem, mais cru e por isso mesmo, inesquecível.
Nota posterior: entre camarões e vinho, um amigo me lembra uma frase que eu mesma quotei aqui no chá:
“I didn’t want help… I wanted hope.”
- Ian Banks, “The Player of Games”
Sim, eu quotei.
Mas eu sou a mesma pessoa que quotou isso aqui:
“Hope is a waking dream.”
- Aristóteles
Certo. Certo.
O site sobre as artes é aqui:
http://www.castilhoart.com/
Estou produzindo fotos, vídeos, fotopinturas.
Eu ganhei uma música de presente. Essa música veio diretamente do coração de um amigo muito querido e muito especial - e diretamente de 1987. É a música que está nesse post, acompanhada da foto que inspirou o lindo filme. Esse filme é tão especial. Essa música é tão especial.

Eu tenho recebido presentes cinematográficos. Acho que posso considerar oficialmente que o meu aniversário começou…

… e eu fiz um Rafaello…
foto: Daniela Castilho
Na foto, a Atriz Luisa Nóbrega, em cena do filme.
Um filme de Mario Surcan e Daniela Castilho
com: Luisa Nóbrega e Leandro Weissheimer
história e roteiro: Mario Surcan
direção de arte: Mario Surcan & Nicole Santini
câmera: Mario Surcan e Daniela Castilho
som e montagem: Daniela Castilho

foto: Daniela Castilho
Na foto, a Atriz Luisa Nóbrega e o diretor Mario Surcan.

foto: Mario Surcan
Na foto, o Ator Leandro Weissheimer, em cena do filme.
Fizemos o filme inteiro em 48 horas. Nem eu acreditei.

Raffaello Sanzio Santi: Portrait of Jeanne d’Aragon 1518, Oil on wood transferred to canvas, 120 x 95 cm Musée du Louvre, Paris
Rafael, em italiano, Raffaello (Urbino, 6 de abril de 1483 — Roma, 6 de abril de 1520) foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano, celebrado pela perfeição e suavidade de suas obras. Também é conhecido por Raffaello Sanzio, Raffaello Santi, Raffaello de Urbino ou Rafael Sanzio de Urbino.
Font: Wikipedia
Veja esta linda tela de Raffaello em tamanho gloriosamente maior, aqui.
Dizem que essa moça é a descendente da família de Castela (Castille, vejam vocês). Dizem que é outra pessoa, a Rainha de Nápoles. Acho que vou ficar com a opção da filha da Rainha de Castille. É mais poético.
Eu ganhei um cartão postal com essa linda imagem. Eu adoro Rafaello. O cartão postal estava dentro de uma embalagem de tecido, maravilhosamente perfumada.
Quanta poesia em um presente.
Como eu disse por aqui, outro dia, não existem respostas definitivas para nada, tudo no mundo é mutável, mas as boas perguntas permanecem, indeléveis.
Alguns mistérios permanecem deliciosos porque não sabemos as respostas.
Hoje choveu uma tempestade de inundar vales, o vento era tão forte que a janela da varanda bateu - e eu assustei, claro. Que lindo, fiquei assistindo à tempestade. Eu adoro tempestades.
Lembram que eu disse que ia no lançamento do livro da Olivia? Pois eu fui. Peguei duas filas enormes, uma pra comprar o livro, outra para pegar o autógrafo. Tem umas duas mil e setecentas fotos do lançamento aqui, porque a Olivia é megalomaníaca, inclusive uma foto de mim que está engraçada. O lugar onde fomos tomar cerveja era caro, mas o sanduíche era ótimo. O Biajoni está mentindo descaradamente de novo (suspiro), eu não gritei nada porque eu sou uma dama, mas sim, eu dei uns rodopios e perdôo a mentira dele porque eu gostei dele me chamar de bailarina. Até onde soube, o Roger não foi armado e ele é um gentleman. Ele e a Olivia formam um par tão bonitinho! Adorei. O Diogo descobriu o segredo da minha câmera fotográfica só de olhar, esse menino tem futuro. Descobri que o Ricardo não é tão formal quanto eu pensava nem tão escrachado quanto parece ser em texto, na verdade achei-o um tanto tímido e encantador. Os amigos-de-colégio da Olivia são umas graças, cheios de vida e inteligentes. Adoro vida inteligente, you know.
A Olivia fez uma dedicatória linda pra mim no livro:
“Para minha amiga imaginária Dani, um beijão!”
Puxa, amei. Já faz uns dois anos (eu acho) que eu sou amiga imaginária dela e ela é a minha ficcionista. É uma honra.
E eu fiz um filminho bonitinho, já que eu fui até lá.
Tem mais histórias da noite de autógrafos no blog da Olivia.
Noite deliciosa. Chuva, amigos, festa de aniversário de uma grande artista querida. Foi bom.
Muitas lembranças me assaltam. Não vou falar nada.
Vou postar uma foto antiga que fala muito. Essa foto é de 2005, mas vale para um período de tempo muito maior.

… ouvindo Radiohead.
Às vezes eu não consigo parar de ter saudades.
E era apenas isso que nos faltava!
Chá com música.
E para aproveitar melhor esse post, convido-os a ver um pouco da minha mais recente arte:
Escutando Amon Tobin:
Só pintava digitalmente há quase 18 anos. Foi surpreendente descobrir como a mão vai sozinha, o pincel vai sozinho, a tinta vai sozinha. Mágico.
The more I stay in here
The more it’s not so clear
The more I stay in here
The more I disappear…
“Every act of creation is first of all an act of destruction.”
Pablo Picasso