Saturday, August 30, 2008

Chás de January, 2007

Recado do meu assistente de direção

Saturday, January 20th, 2007

Agora há pouco, no comunicador instantâneo:

a pedalar em Rincon… says:
diretora, akabei de filmar agora e estou a ver um lindo por do sol no mar do caribe…
tenha um bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
desayunoi e praia

Ele está filmando um longa.
Estou com saudades da minha equipe de cinema.

Cyberangels by Daniela Castilho

Saturday, January 20th, 2007

Daniela Castilho

Equipe Artística

Equipe Artística: Marcela Fecuri, produtora; Daniela Castilho, artista visual; Fabiana Passos, estilista e Mario Surcan, assistente de arte. Confira aqui as fotos da vernissage.

Da Vinci Angel
Veja as fotos das obras que estão à venda.

Acompanhe as novidades, notícias e informações no meu site novo.

Exposição na Casa da Xiclet cancelada

Thursday, January 18th, 2007

A exposição que aconteceria na Casa da Xiclet foi cancelada.
Aguardem em breve o anúncio de uma nova exposição em outro local.

Quero agradecer a todos que compareceram a festa de vernissage e a todos que mandaram mensagens. Mesmo não estando presentes pessoalmente, vocês estiveram em espírito.

Obrigada!

Atenciosamente
Daniela Castilho
http://www.castilhoart.com

Edição #112

Thursday, January 18th, 2007

Made in Japan - Edição #112 - Janeiro de 2007

Chá verde: Conheça os verdadeiros benefícios à saúde da bebida mais popular do Japão

Trecho da reportagem:
“Os brasileiros estão curtindo a novidade. ‘Experimentei essa versão curiosa em lata, achei divertido, é uma espécie de refrigerante de chá. Mas prefiro beber da forma mais tradicional’, conta a diretora de arte e amante inveterada de chá, Daniela Castilho, 40 anos, que também coordena o blog Mad Tea Party.”

A reportagem está deliciosa e extremamente informativa. Eu me senti muito honrada e encantada com a forma delicada que fui citada. Uma graça.

Na mesma edição, tem um lindo artigo sobre Kazuo Ono.

Kazuo Ono

É muita honra para essa modesta Casa de Chá.

Chá

Thursday, January 18th, 2007

Certa vez Hakuin contou uma estória:
“Havia uma velha mulher que tinha uma casa de chá na vila. Ela era uma grande conhecedora da cerimônia do chá, e sua sabedoria no Zen era soberba. Muitos estudantes ficavam surpresos e ofendidos que uma simples velha pudesse conhecer o Zen, e iam à vila para testá-la e ver se isso era mesmo verdade.
“Toda vez que a velha senhora via monges se aproximando, ela sabia se eles vinham apenas para experimentar o seu chá, ou para testá-la no Zen. Àqueles que vinham pelo chá ela servia gentil e graciosamente, encantando-os. Àqueles que vinham tentar saber de seu conhecimento do Zen, ela escondia-se até que o monge chegasse à porta e então lhe batia com um tição.
“Apenas um em cada dez conseguiam escapar da paulada…”

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Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.
Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:
“Está muito cheio. Não cabe mais chá!”
“Como esta xícara,” Nan-in disse, “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?”

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Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
“Você fez uma longa viagem para me visitar,” ele disse ao gatuno, “e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente.”
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.
Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
“Pobre coitado,” ele murmurou. “Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua.”

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Chao-Chou (Joshu) certa vez varria o chão quando um monge lhe perguntou:
“Sendo vós o sábio e santo Mestre, dizei-me como se acumula tanto pó em seu quintal?”
Disse o Mestre, apontando para o pátio:
“Ele vem lá de fora.”

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- Koans e Contos Zen Budistas

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Zen is Zen
Zen is Zen

O macaco e o peixe

Wednesday, January 17th, 2007

Um amigo meu me contou essa história, que eu não conhecia, mas ele não contou a história toda.

Melhor que isso, existem versões!

“A typhoon stranded a monkey temporarily on an island. In a secure and protected place, while waiting for the raging waters to recede, he saw a fish swimming against the current. It seemed obvious to the monkey that the fish was struggling and in need of assistance. Being of kind heart, the monkey resolved to help the fish. A tree precariously dangled over the very spot where the fish seemed to be struggling. At considerable risk to himself, the monkey moved far out on a limb, reached down and snatched the fish from the threatening waters. Immediately scurrying back to the safety of his shelter, he carefully laid the fish on dry ground. For a few moments the fish showed excitement, but soon settled into a peaceful rest. Joy and satisfaction swelled inside the monkey. He had successfully helped another creature.”
- Barbara Zielinski

“Once upon a time a monkey and a fish were in a huge flood. The agile monkey was able to save itself by grasping a tree branch and pulling itself to safety. Happy at last, the monkey noticed the fish fighting against the massive current and, deeply moved by the plight, he bent down to save it. The fish was not happy, for it bit the monkey’s hand. Whereupon the monkey, being terribly annoyed at the fish’s ingratitude, threw the fish back into the water.”
- See D. Adams

E, finalmente, em português:

“Num canto do Brasil viviam um macaco e um peixinho. O macaco era conhecido por sua extrema bondade e por gostar de ajudar os outros animais daquela mata. Naquela floresta tropical nunca fazia frio, tudo era tranqüilo e o macaco passeava de galho em galho, procurando alguém para ajudar. Um dia, aproximou-se de um rio e como não sabia nadar ficou observando maravilhado as suas águas claras. Viu então um pequeno peixe, que passeava em busca de alimento, sem se preocupar com a sua presença. O macaco ficou então muito preocupado achando que o peixe estava com frio e poderia morrer afogado naquele rio imenso. Resolveu ajudar o pobre peixinho. Arriscando-se em cima de um tronco que flutuava, conseguiu agarrar o peixe em seu passeio. Sentiu então que ele estava gelado e pensou no frio que o coitado sempre teria passado, sem que ninguém o ajudasse. Isso o deixou ainda mais satisfeito com a sua boa ação. Depois da operação salvamento, o macaco ainda não estava contente. Acreditava que poderia ajudar muito mais o pobre peixinho. Decidiu, então, levá-lo para casa e esquentá-lo com seus pelos. Na manhã seguinte, ao acordar, viu que o peixinho estava morto. Ficou triste, mas não se preocupou demais, pois sabia que tinha tentado de tudo para ajudar o amigo. Consolou-se mais, quando concluiu que o peixinho só poderia Ter morrido devido a um resfriado que tinha contraído durante o tempo vivido na água, sem receber a ajuda de ninguém.”

“Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro da água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou - que pena eu não ter chegado mais cedo!”
- Mia Couto

Certo.

Agora eu só preciso conseguir explicar aos macacos que eu sou peixe e que aqui dentro da água está muito bom, está ótimo, me deixem aqui e parem de tentar me fazer viver em árvores. Até porque, eu sou o peixe que morde - e depois os macacos ficam reclamando que foram mordidos.

E eu estou com sorte. Minha irmã e meu irmão caçula já se descobriram peixes e eu tenho muitos amigos que também são peixes.

Os macacos que se cuidem.

Vernissage: foi hoje

Sunday, January 14th, 2007

A festa foi SEN-SA-CIO-NAL.
As minhas artes ficaram lindas nesse bar.

Dia 15 de janeiro de 2007 às 20 horas

no Dynamite Pub, Rua Cardeal Arcoverde, 1857
(quase esquina com a Mourato Coelho)
a partir das 20 horas
fone: (011) 3032-5623
Vila Madalena

O bar é genial. Vale a pena ir lá.

convite novo vernissage

Quem matou Robin Finck?

Sunday, January 14th, 2007

A vítima:
Robin Finck, 36 anos, ex-guitarrista do Nine Inch Nails e atual guitarrista do Gun´s and Roses.

O crime:

Ele era assim…

Robin antes

…e ficou assim!
Robin depois

O culpado:

Axl Rose

Ninguém merece.

Desabamento no metrô

Saturday, January 13th, 2007

Eu queria viver em um mundo onde as pessoas se importassem mais umas com as outras.
Eu queria viver em um mundo onde até a morte de um simples passarinho fosse chorada com pesar.
Eu queria viver em um mundo onde os seres humanos não fossem apenas o topo da cadeia alimentar, nem apenas seres racionais com polegar opositor, mas seres humanos.

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desabamento do metrô

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Desabamento em obra de estação do Metrô de SP fez casas da região serem evacuadas.
Motivo do acidente ainda não foi esclarecido.
Cinco funcionários ficaram feridos em desabamento de obra do Metrô em SP
Empresa: microônibus está a 28 metros dentro de cratera do Metrô em São Paulo.
O secretário estadual de Transportes Metropolitanos assumiu que pode ter havido ao menos uma morte.

Não consegui nem pegar meus remédios’, diz vizinho de obras do Metrô - Ele se diz ‘acostumado’ a situações desse tipo.

Bombeiros suspendem buscas em obra do Metrô que desabou em SP. O Consórcio Via Amarela, constituído pelas construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Correa e Andrade Gutierrez, é responsável pela obra.

Operários afirmam ter visto corpo de motorista na cratera.

Cronologia dos 11 acidentes nas obras da Linha 4 do Metrô de SP

Fonte: G1, Globo.com

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“I’d listen to the words he’d say
but in his voice I heard decay
the plastic face forced to portray
all the insides left cold and gray
there is a place that still remains
it eats the fear it eats the pain
the sweetest price he’ll have to pay
the day the whole world went away…”

- Nine Inch Nails

Arte assustadora

Friday, January 12th, 2007

Uma série de pinturas que ornavam as paredes do Ottawa Heart Institute foram removidas porque pertubavam e aumentavam a pressão sanguínea dos pacientes cardíacos. As pinturas tinham sido colocadas em fevereiro de 2006, como parte de uma experiência de “arte-terapia” para fazer os pacientes se sentirem melhor. Entretanto, algumas das pinturas escolhidas para ornar as paredes do hospital causava medo e tensão, o que não é exatamente o que um médico indicaria para infartados, transplantados e outros pacientes cardíacos.

“O objetivo era deixar o ambiente mais alegre” - afirmou o diretor do hospital, Robert Roberts - “mas talvez as escolhas tenham sido inapropriadas”.

O quadro “The Queens” foi removido porque os pacientes reclamavam que as rainhas seguiam-nos com o olhar.

Queens
The Queens by Shirley Brown

O Gorila acabou se tornando uma espécie de mascote da equipe médica mas uma paciente levou um susto tão grande ao pegar o corredor que leva ao banheiro que soltou um grito: foi removido para uma área mais remota do hospital.

Ward Robe
Maggie Dunbar-Deegan, “Ward Robe”

A pintura de Paul Butler foi considerada bonita pelos pacientes, mas tem uma frase escrita - “getting there is half the fun” (chegar até aqui é apenas metade da diversão) - que foi considerada “de um certo mau-gosto”: a pintura estava colocada no caminho que leva à sala de cirurgia.

getting there is half the fun
Paul Butler, “Getting There is Half the Fun”

Foi feita uma “pesquisa de opinião” entre os pacientes e os médicos para decidir quais pinturas eram apreciadas e quais estavam causando stress.

Another Run
Katerina Mertikas, “Another run”

the rocky mtns
David Thauberger, “the rocky mtns”

Katerina Mertikas e David Thauberger ficam. As rainhas e o Gorila saem.

O hospital continuará investindo em obras de arte para colocar em seus corredores - as pinturas foram alugadas no Banco Federal de Arte Canadense. “Saber o que colocar aonde é parte do experimento” - disse o diretor, Mr.Roberts. A arte-terapeuta Sharon Mintz, ao ser consultada para dar opinião sobre o caso para a rede de TV CBC, disse que “pinturas em hospitais precisam ser seguras, relaxantes, sem gatos jogando bridge ou cachorros jogando pôquer, ou ainda, Elvis vestido de veludo”.

Os resultados da experiência serão apresentados na conferência da Society for the Arts in Healthcare em Nashville, Tenn, Abril de 2007.

Fontes: UOL, AFP, CBC e The Ottawa Citizen

Pois é, a notícia toda parece piada dos irmãos Marx, mas não é.

Feliz Ano Novo, de novo

Wednesday, January 10th, 2007

Por favor, leiam o texto de final de ano que eu escrevi. Foi publicado no dia 01/01/2007 - que bonita data para ser publicado. Eu soube só hoje que estava no ar. Linkado nele, o texto que escrevi em 2005 e que também considero bonito.

***

Mia Wallace

Minha filhota estava sem comer direito desde ontem. Justo ela, que come tão bem, que está crescendo tanto e tão bonita. Fiquei muito preocupada, levei ao veterinário, ele receitou vermífugo e vitaminas. Ela quis morder o veterinário. Ele meio que me tratou como se eu fosse um alien, porque a mini-fera-wannabe se comportou como um bebê assim que voltou para o meu colo. E ela tem duzentas gramas, vocês precisavam ver a cara que os veterinários faziam quando o GatoJu, que tem oito quilos e cinquenta e cinco centímetros, se comportava como um bebê no meu colo, logo após ter ameaçado matar o veterinário com ganas assassinas de tigre asiático - e com o tamanho dele, acreditem, ele era MUITO mais convincente que a Mia.

O veterinário pareceu muito preocupado com vermes-poderosos-do-espaço-exterior que ela poderia ter e transmitir pra mim. Foi a minha vez de olhar para ele como se ele fosse o alien. Ela não é gato de rua, apesar de, quando veio, estar um esqueleto coberto de pêlos ressecados e espanados, parecendo uma assombração preta de olhos amarelos iluminados, ela comia ração, o que significa que alguém dava ração à ela, ou seja, ela definitivamente não tem vermes-poderosos-vindos-do-espaço-exterior que eu possa pegar e virar um monstro alienígena de dezoito tentáculos. Ela dorme na minha cama, eu disse, com a maior calma, e ele me olhou como se além de eu ser um alien, fosse um alien-que-perdeu-a-sanidade-totalmente. Aham, então tá.

Dei remédio para ela assim que voltamos. Ela brincou, dormiu na minha cama e jantou direitinho. Está aqui ao lado, dormindo em cima da minha bolsa. Que alívio.

casa

Esse lindo criado-mudo antigo eu ganhei de presente da minha mãe e da minha madrinha. Chegou hoje.

Tem mas acabou

Wednesday, January 10th, 2007

Não durou nada a pretensiosa proibição ao Youtube que a Cica moveu em ação judicial acompanhada pelo namorado, com direito a parecer de juiz, empresa de provedor web bloqueando o acesso ao Youtube, gente me telefonando desesperada - “a Cica conseguiu!” - protestos aos baldes no site da MTV, no Orkut, com petição online e até um blog de boicote, já! Os protestos foram tantos e aconteceram tão rápido que o juiz voltou atrás na decisão, meio que dizendo que foi tudo um mal entendido na forma como o tal parecer deveria ter sido executado e desculpe qualquer coisa.

A Cica chegou a dar entrevista choramingando que dessa vez a carreira dela vai pro vinagre - cadê o produtor da moça que não explicou pra ela que fazer sexo em local público pode acabar na internet e que se isso acontecer, o melhor é ficar quietinho fingindo de morto?

O carnaval aconteceu e desaconteceu tão rápido que quando eu li a respeito, a festa tinha acabado e só me sobrou ler um texto do Ina, onde está tudo bem explicadinho e de onde eu emprestei os links.

O episódio, ao contrário do que algumas pessoas insistem em dizer, com um jeitão de papo de jogador de futebol que perdeu campeonato, não fortalece a justiça coisa nenhuma, foi uma vã tentativa de censura e controle do incontrolável e causou uma reação tão rápida e avassaladora da população online que eu preciso tirar meu chapéu para a capacidade de organização e mobilização do brasileiro quando alguém tenta restringir o direito de uso e livre acesso da internet.

Ganhamos nós, que podemos continuar navegando em nosso oceano virtual caótico livres. Ainda de quebra, peguei um link engraçadinho no site do Ina e fiz um selinho:

Não é bonitinho? Adoro esses bichinhos.

Viva a internet, viva a liberdade de expressão.

Nota nada a ver: a música abaixo chama-se “The Becoming” e é daquele moço bonito que eu amo.