Friday, May 9, 2008

Chás de March, 2007

Art is Resistance

Saturday, March 31st, 2007

Os fãs espalhando a arte da resistência.




AIR materials






Mais arte dos fãs, aqui.


“I want to be everywhere
and I want to do something that matters”

Dizem que se você pedir, consegue.

Estranhos prazeres

Saturday, March 31st, 2007

Contei uma historinha para o Donizetti.

Cedocore

Friday, March 30th, 2007

Uma nova pista surgiu, vinda do lançamento do single da música “Survivalism” na Alemanha. Na capa do CD, letras em destaque, dentro do CD, um mp3.

Site encontrado:
http://cedocore.com/rswtb/


Texto fragmentado no background: Collapse, by Jared Diamond.

Quote:
“Will tourists someday stare bewildered at the rusting hulks of London’s skyscrapers, much as we stare today at the jungle-overgrown ruins of Maya cities?”


As pistas ainda estão sendo decifradas.

- Tópico do ETS sobre o novo site
- Tópico do ETS sobre “Cedocore”

Stay tuned…

A pista perdida

Tuesday, March 27th, 2007

A pista veio do The Spiral, através de um post do próprio Trent Reznor, que comentou que os fãs “estão perdendo detalhes da trama”.

(Trent wrote: “Yes, you are clever little buggers out there. It’s been great fun watching this all unfold and we’re all quite impressed. The funny thing is, we’ll watch you collectively instantly solve puzzles we thought were hard while the “easy” ones get you tripped up.”)

O comentário foi o suficiente para que o site mais recente, que foi encontrado através de um painel artístico fosse revirado novamente.


Uma série de fãs recebeu um email que levou a um novo site: http://www.thepriceoftreason.net:

“ATTENTION!
The Bureau of Morality has identified you as A CONSUMER OF DISSIDENT MATERIAL.
This is a one time warning. Any further attempts to view, consume, or distribute un-american content will result in the loss of citizenship increments and/or the imposition of fines, penalties, or imprisonment.
You have choices. Make the RIGHT ones.
For further information on making good choices, visit http://www.thepriceoftreason.net

——————–

Bureau of Morality
One Nation Under God


Desse novo site, surgiu mais um: http://www.opensourceresistance.net/.


Na imagem de background do site, citação de fragmentos de mais um dos livros banidos: as “Vinhas da Ira” (John Steinbeck).

“Rattlesnakes! Don’t take chances with ‘em, an’ if they argue, shoot first. If a kid’ll kill a cop, what’ll the men do? Thing is, get tougher’n they are. Treat ‘em rough. Scare ‘em.
What if they won’t scare? What if they stand up and take it and shoot back? These men were armed when they were children. A gun is an extension of themselves. What if they won’t scare? What if some time an army of them marches on the land as the Lombards did in Italy, as the Germans did on Gaul and the Turks did on Byzantium? They were land-hungry, ill-armed hordes too, and the legions could not stop them. Slaughter and terror did not stop them. How can you frighten a man whose hunger is not only in his own cramped stomach but in the wretched bellies of his children? You can’t scare him- he has known a fear beyond every other.”


Os fãs ainda não terminaram de decifrar os sites.

Links no ETS:
- E-mail leads to TWO new websites?!
- VERIFIED SITE: http://www.thepriceoftreason.net/ - found through an email from the Bureau of Morality
- VERIFIED SITE: http://www.opesourceresistance.net/ - found through http://www.thepriceoftreason.net/


Mais um fórum, só que especializado em ARGs, para quem tiver interesse em espiar o tamanho da repercussão de Year Zero: ARG: Year Zero


E a especulação, na imprensa, de que Year Zero pode ser transformado em filme: NIN: Year Zero the movie?


>>>ASSINEM A PETIÇÃO PARA TRAZER O NINE INCH NAILS AO BRASIL<<<
Essas petições funcionam, funcionou com o Rush. Vamos assinar!

BACK TO THE GAME!!

Monday, March 26th, 2007

Eu já estava meio chateada, achando que o jogo tinha acabado, mas não, novidades!
No site oficial do YearZero apareceu, hoje, um link para um PDF com a letra e a capa do single Survivalism. O pessoal do ETS já está a todo vapor tentando decifrar as novas pistas, que incluem uma nova página dentro do site AnotherVersionofTheTruth. A nova página chama-se “revisionism”, um nome bastante adequado ao próprio site, uma vez que o mesmo apresenta uma “versão oficial” da história, maquiada para ficar mais palatável.

Achei a novidade informada na comunidade do Orkut do NIN Brasil.

Pelo fim do preconceito contra gatos pretos!

Sunday, March 25th, 2007

To: Rede Bandeirantes de Televisão e todo Brasil

Devido ao episódio ocorrido em 28/02/2007, no programa Prá Valer da Rede Bandeirantes de Televisão, apresentado por Claudete Troiano, quando a teórica sensitiva Márcia Fernandes alertou os telespectadores a se desfazerem de gatos pretos – pois, segundo ela, são associados à magia negra e as pessoas teriam que ter “cuidado” com esse tipo de gato –, exigimos, com essa petição, que seja feita uma retratação justa, além da veiculação de uma reportagem sobre posse animal responsável.

Vale lembrar que violência e abandono de animais são considerados crimes na Justiça Brasileira (Decreto nº 24.645, de 10.7.34). Com o comentário preconceituoso da teórica mística, é possível que seus seguidores não só abandonem gatos pretos, como os ataquem. Além da incitação da violência, a dita sensitiva pode provocar maiores problemas na saúde pública, à medida que seu “conselho” infeliz pode aumentar o número de gatos abandonados.

Não só uma questão de preconceito e intolerância, o evento marca uma extrema irresponsabilidade social, que deve ser punida. Esperamos que a questão possa se resolver com a retratação honesta. A emissora havia prometido um pedido de desculpas, mas simplesmente optou pela omissão e a declaração, não de Márcia Fernandes, mas de Claudete Troiano, de que tudo não passou de um mal-entendido; declaração que subestima a inteligência de seus telespectadores e dos protetores e simpatizantes da causa animal.

Alertamos também à emissora que, caso nossas reivindicações não sejam aceitas, faremos um boicote não só ao programa, mas aos patrocinadores que nele anunciam. E, obviamente, mandaremos essa petição aos principais meios de comunicação do país.

ASSINEM A PETIÇÃO, por favor!


E aproveitem e assistam o vídeo que fiz com a Mia, para meus dois sobrinhos e vejam como um gato preto é só mais um gatinho lindo.

WhiteNoise

Sunday, March 25th, 2007

WhiteNoise - Portmanteau #10

“I have nothing to say / and I am saying it / and that is poetry / as I needed it”
# John Cage

Trabalho final da pós-graduação.
Não me odeiem, é um video conceitual. Vou escrever uma monografia de 80 páginas sobre ele.


“I like to see things moving backwards. It holds a possibilitie of some beautiful accidents. That´s allways exciting cause a beautiful accident can sometimes leads to something more and discoveries can be made.”
- David Lynch

A compressão em FLV que o Youtube faz automaticamente gerou acidentes de ruídos de imagem que não existem no meu vídeo quando não compactado. A compactação fez com que as letras dos créditos iniciais fiquem praticamente ilegíveis e gerou um ruído de ciclo de monitor horizontal que não existe no arquivo AVI nem no arquivo MPG (transcodificado a partir do AVI original). Um lindo acidente ruidoso. Um lindo acidente que comprova parte da hipótese que já estou escrevendo para a pré-tese do mestrado que quero fazer.


“I love the smell of noise in the morning.”


Se estiver muito duro de assistir com os lindos ruídos da trilha sonora, você pode tocar uma musiquinha junto (mas não abaixe o som do vídeo totalmente senão não funciona tão legal, acione a música primeiro, deixa tocar um bocadinho e lá pelo terceiro ou quarto compasso, assim que o piano começar, acione o vídeo):
Eu não me ofendo, juro. =)

Bukowski

Saturday, March 24th, 2007

The Laughing Heart - Charles Bukowski
Lido por Tom Waits

your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.

Roll the Dice - Charles Bukowski
Lido por Bono Vox

if you’re going to try, go all the way.
otherwise, don’t even start.

if you’re going to try, go all the way.
this could mean losing girlfriends,
wives, relatives, jobs and
maybe your mind.

go all the way.
it could mean not eating for 3 or 4 days.
it could mean freezing on a
park bench.
it could mean jail,
it could mean derision,
mockery,
isolation.
isolation is the gift,
all the others are a test of your
endurance, of
how much you really want to
do it.
and you’ll do it
despite rejection and the worst odds
and it will be better than
anything else
you can imagine.

if you’re going to try,
go all the way.
there is no other feeling like
that.
you will be alone with the gods
and the nights will flame with
fire.

do it, do it, do it.
all the way
all the way.

you will ride life straight to
perfect laughter, its
the only good fight
there is.

404 not found

Saturday, March 24th, 2007

Só existe esse.

404 not found

Está guardado pra você, San. Bem na frente do meu computador. É um dos meus favoritos.

Ladrões de sabonete

Friday, March 23rd, 2007

O título acima é de um filme sensacional, paródia do filme italiano “Ladrões de Bicicleta“. Em Ladrões de Sabonete o assunto é a mídia, onde a desenfreada comunicação de massas leva a consumo desenfreado.

Lembrei desse filme porque minha amiga Sandra foi virtualmente (e realmente) roubada. Um sujeito que se nomeia “Jeandro Cabral” (onde é que ele achou esse pseudônimo?) copiou e colou um texto da Sandra como se fosse dele.

Esse tipo de “roubo virtual de idéias” é uma coisa que acontece com bastante freqüência na internet. As pessoas querem elogios. São incapazes de escrever alguma coisa realmente boa. E pensam que não serão descobertas.

Estão totalmente enganados.

E assim, tem muita gente que está copiando trechos inteiros sem citação, plagiando, ou simplesmente usando textos de outras pessoas como se fossem os autores originais dos mesmos. O plágio e a cópia já se tornaram caso de polícia, pois tem gente até mesmo pagando pessoas para que “escritores fantasmas” escrevam monografias, dissertações e teses.

Todas essas pessoas estão sendo desmascaradas e estão tendo que responder processo por plágio, roubo de idéias e outros crimes.

Quem copia e quem rouba idéias perde mais do que quem é roubado, porque não é o verdadeiro autor, mostra que é incapaz de ter uma idéia nova e original. Ladrão autoral só faz “sucesso” uma vez e por muito pouco tempo. Sempre termina descoberto.


!Update!

Recado do Barba, um dos gerentes do blog Bar do Escritor, onde o rapaz Jeandro colou o texto da Sandra:
“ninguém sabia disso. sinceramente me decepicionei com ele. se preciso até ele será banido.
seu trabalho não será copiado, acredite. o dono do blog já foi avisado, não por orkut, mas por e-mail.outro membro da comunidade do Bar, já disse que é caso de expulsão mesmo
e já avisei a segunda pessoa que fica no comando.”

Recado do Jeandro no meu Orkut e no da Sandra:
jeandro:
Ouve um grande mal entendido. eu nao sabia que esse texto era de Sandra não copiei nada de seu blog. um amigo me deu esse texto dizendo que tinha pego na internet. e não me falou que não tinha nome de autor, então fiz uma montagem em cima do texto.

Mal-entendido? Que parte do “ele copiou um texto da internet que pertence a outra pessoa” que eu não entendi? Alguém faz um desenho pra mim, por favor?

E haja erro de ortografia, pontuação e conjugação verbal!
Vamos aguardar pra ver como essa história termina.
Stay tuned…


Update 2:

Comentário que eu deixei no blog onde o Jeandro postou o texto que ele plagiou da Sandra:

“Espero conseguir dar aqui uma opinião justa a ponderada. É esse meu objetivo.
Entendo que as pessoas que contribuem e as que gerenciam esse blog tenham ficado ofendidas com alguns dos comentários que as pessoas que correram em apoio à Sandra postaram: mas pensem, se alguém grita “pega ladrão, ele me roubou?” o que se pode esperar? Eu esperaria reações variadas, algumas mais calmas e outras nem tanto. E o ladrão, pode esperar que vai apanhar, de toda forma.
Realmente, o Jeandro andou se desculpando pelo Orkut e isso é uma atitude boa. Erro é erro, roubo de texto não é erro, é crime. Não importa de quem é o texto, o direito autoral é inalienável mesmo depois da morte do autor. O que se discute na lei do direito autoral é o direito PATRIMONIAL, ou seja, quem é herdeiro dos lucros advindos de uma obra e não quem é o autor. O autor jamais perde seus direitos. Sendo assim, não importa se o texto que o Jeandro plagiou era da Sandra ou de outra pessoa, o problema foi pegar um texto de outra pessoa, usar como modelo e não dar o devido crédito. Eu posso usar Shakespeare como base para um texto sem precisar pagar direito autoral e sem precisar pedir autorização a ninguém, Shakespeare é de domínio público, mas eu PRECISO citar que meu texto foi baseado num texto de Shakespeare, porque citar o autor é uma atitude no mínimo ética, mesmo em obras de domínio público.
Ou seja, o crime do Jeandro foi plágio de texto. Caso ele tenha mesmo recebido o texto através de outra pessoa, ele foi vítima de ingenuidade, mas ainda assim, deveria ter citado a outra pessoa como autora do texto original. Isso teria poupado muitos aborrecimentos à ele. Nunca usei texto de ninguém para fazer outro texto, mas ocasionalmente posto algum poema ou texto que não é meu no meu blog e SEMPRE CITO O AUTOR. Já me aconteceu de citar autor incorreto porque alguém me passou informação errada - os famos os textos de Clarice Lispector que não são dela - mas eu corrigi e pronto. Se o Jeandro tivesse feito isso, não teria tido nenhum problema.
Quanto à reputação do blog, ao menos para mim, não fez difereça nenhuma o evento. O blog é coletivo e em blogs coletivos essas coisas acontecem (por isso prefiro ter meu blog só pra mim), mas sim, terá que ser feito um gerenciamento de danos. O mais interessante, a meu ver, é assumir que ocorreu um problema e fazer um “termo de responsabilidade e modo de usar” com relação à publicação. Isso pode facilitar muito no futuro, deixando claro para futuros membros o que é que o coletivo pensa de plágios e citações não autorizadas.
Boa sorte pra vocês.”

Traços, rastros

Friday, March 23rd, 2007

Aconteceu um orkuticídio.

Nope. Não fui eu. Eu não me orkuticidarei jamais. Acho fascinante a perspectiva de ter Orkut até os 100 anos de idade. Acho fascinante a perspectiva de viver até os 100 anos de idade - assim que eu conseguir superar essa atual batalha interna emocional com a problemática em torno do “ser idoso um dia”. Esse “um dia” está a cada dia menos remoto. E eu sou extremamente vaidosa, you know.

Fim da divagação. Fim da introdução.


Uma pessoa se orkuticidou. Eu sou um espírito investigativo. Essas engrenagens que possuo aqui dentro da cabeça puseram-se a maquinar motivos.

Mas estou me precipitando.

Como eu descobri o orkuticídio? Fui ler scraps de alguns dias atrás em busca de um email de uma pessoa que tinha deixado um recado há uns dois meses. O objetivo era bem objetivo, não era de natureza emocional: estou em plena fase de matrículas para a próxima turma do curso de direção de arte que eu leciono, e quis me certificar de que não esqueci ninguém que tenha solicitado informações.

De repente, faltava uma pessoa ali.


Interlúdio.


Eu estava mais cedo ao telefone com minha irmã e antes dela, com um querido amigo meu. O amigo querido me fala de como eu leio o chamado subtexto das outras pessoas. Como eu sou precisa. Ele também é bom nisso. A minha irmã também é boa nisso.

Às vezes me pergunto se isso pode ser aprendido - e eu acredito que sim, embora acredite que o talento para o subtexto seja um pouco inerente, instintivo. Semiótico. A comunicação humana não se limita à palavras, embora algumas pessoas possam apresentar mais dificuldades com comunicação não-verbal. A essência da comunicação entre criaturas vivas é não-verbal. Eu compreendo totalmente a minha gata, e ela não fala, veja bem. E olhe que ela é péssima nisso ainda, ela não entendeu ainda alguns códigos importantes pra gente se comunicar melhor. Mas chegaremos no entendimento.

Existem bloqueios culturais e emocionais à comunicação humana. (Tem um livro maravilhoso do J. Whitaker Penteado que fala sobre isso, chama-se A Técnica da Comunicação Humana, eu recomendo). Uma pessoa pode não compreender o código usado. Uma outra pessoa pode comprometer a eficiência da comunicação expressando-se mal ou equivocadamente. Uma terceira pessoa pode manipular a comunicação porque possui determinados objetivos.

Ruídos de comunicação.

E às vezes, as pessoas não querem compreender, porque aquela compreensão será dolorosa ou complexa. É o chamado bloqueio emocional.

Mas o subtexto sempre está lá e nunca mente.

Algumas pessoas são exímias em dar sinais falsos. Outras conseguem disfarçar muito bem o que estão pensando e se comunicar de forma fria ou falseada. Eu chamo a arte de esconder pensamentos de “fazer cara de paisagem”. Entretanto, mesmo a “cara de paisagem” não impede um olho de piscar na hora errada ou um dedo tremer quando não devia.

Pessoas deixam traços e sinais. Subtextos.

O subtexto sempre está lá e nunca mente.

Algumas pessoas têm memória fotográfica. Eu sinceramente as invejo e adoraria ser assim.
A maioria das pessoas têm memória seletiva. Lembram apenas aquilo que lhes é conveniente emocionalmente recordar. E algumas pessoas têm memória analítica. Lembram aquilo que é importante lembrar. Selecionam suas memórias de acordo com a necessidade.

Eu tenho uma memória excelente e ainda por cima, faço mnemônicas para melhorar essa memória. Minha memória só é ruim para números e nomes. Mas eu contorno o problema. Eu sempre associo idéias para me lembrar melhor. E eu sou sinestésica. Eu tenho um mecanismo meio complicado de explicar que funciona mais ou menos assim: às vezes dispara um alarme dentro da minha cabeça. O alarme toca, chamando a minha atenção para alguma coisa. “Alguma coisa” pode ser uma ligeira entonação de voz, uma alteração na respiração, um levantar discreto de sobrancelha, um meneio de sorriso, a posição da mão da pessoa sobre a mesa, o fato dela ter se inclinado levemente para trás quando fala uma determinada palavra. A sinestesia me indica o que é que está errado.

Chamei isso de feeling, por falta de palavra melhor.

Pior que isso, o “alguma coisa” pode ser um comentário inteiro, que dito de forma casual, pareceria totalmente inocente. Só que não é. A frase pode ser “estacionei o carro aqui perto” ou pode ser “vou querer meu café com um pouquinho de leite”, pode ser algumas coisa perfeitamente natural e casual.

Só que não é. Tem um subtexto inteiro ali.

É possível compreender imensamente uma pessoa com apenas meia dúzia de informações, se forem as informações adequadas.

O subtexto sempre está lá e nunca mente.


Eu sei porque a pessoa orkuticida se orkuticidou. O subtexto me contou. Essa pessoa não apenas se orkuticidou, ela se retirou da minha vida por completo. E eu sei até o motivo. Sentirei imensa falta.

Espero apenas que essa pessoa saiba o quanto eu gosto dela e o quanto ela iluminou (ainda que rapidamente) o meu caminho. Espero que volte um dia e ilumine por aqui outra vez. Cometas são sazonais, mas eventualmente, reaparecem, mesmo que mais distantes que da última vez.

E espero que da próxima vez, os olhos dessa pessoa não me queimem tanto, tanto, quanto dessa vez queimaram. E que a dor interior dessa pessoa não seja para mim tão clara e dolorosa como se o ar inteiro da sala tivesse se transformado numa cortina de fogo.

Fique bem, fique bem.

Eu nunca vou me zangar com você, você mora no meu coração.


Só pra completar, o que eu estou ouvindo agora:

Vou dar de comer pra Mia, vou comprar algo pra comer e depois eu volto. Stay tuned.

Famoso, polêmico e proibido

Friday, March 23rd, 2007

Em 2005 tive o prazer de assistir a uma palestra de Mario Carneiro na ABCine. Entre as várias coisas que o cinematógrafo contou, a história de como Glauber Rocha documentou o funeral de Di Cavalcanti. Mario Carneiro contou que Glauber, ao saber da morte do amigo Di, foi correndo para o funeral, com o Mario e com a mulata que era amante de Di, Marina Montini, para fazer um documentário-homenagem. A família, obviamente, detestou tudo, especialmente a presença de Marina.

“Di”, nome do documentário, estava proibido em território nacional por processo aberto pela filha do falecido pintor. O processo, devido a tecnicalidades, era nulo e agora, o Brasil pode finalmente assistir o famoso documentário, do famoso pintor Di, pelo olhar do não menos famoso cineasta Glauber.

Leiam a história completa do documentário:
A polêmica saudação de Glauber a Di, por Maria Eugênia de Menezes.