Sunday, July 20, 2008

Chás de March, 2007

Haiku error

Wednesday, March 14th, 2007



Three things are certain:
Death, taxes, and lost data.
Guess which has occurred.


Everything is gone;
Your life’s work has been destroyed.
Squeeze trigger (yes/no)?


Windows NT crashed.
I am the Blue Screen of Death.
No one hears your screams.


Seeing my great fault
Through darkening blue windows
I begin again


The code was willing,
It considered your request,
But the chips were weak.


Printer not ready.
Could be a fatal error.
Have a pen handy?


A file that big?
It might be very useful.
But now it is gone.


Errors have occurred.
We won’t tell you where or why.
Lazy programmers.


Server’s poor response
Not quick enough for browser.
Timed out, plum blossom.


Chaos reigns within.
Reflect, repent, and reboot.
Order shall return.


Login incorrect.
Only perfect spellers may
enter this system.


This site has been moved.
We’d tell you where, but then we’d
have to delete you.


Wind catches lily
Scatt’ring petals to the wind:
Segmentation fault


ABORTED effort:
Close all that you have.
You ask way too much.


First snow, then silence.
This thousand dollar screen dies
so beautifully.


With searching comes loss
and the presence of absence:
“My Novel” not found.


The Tao that is seen
Is not the true Tao, until
You bring fresh toner.


The Web site you seek
cannot be located but
endless others exist


Stay the patient course
Of little worth is your ire
The network is down


A crash reduces
your expensive computer
to a simple stone.


There is a chasm
of carbon and silicon
the software can’t bridge


Yesterday it worked
Today it is not working
Windows is like that


To have no errors
Would be life without meaning
No struggle, no joy


You step in the stream,
but the water has moved on.
This page is not here.


No keyboard present
Hit F1 to continue
Zen engineering?


Hal, open the file
Hal, open the damn file, Hal
open the, please Hal


Out of memory.
We wish to hold the whole sky,
But we never will.


Having been erased,
The document you’re seeking
Must now be retyped.


The ten thousand things
How long do any persist?
Netscape, too, has gone.


Rather than a beep
Or a rude error message,
These words: “File not found.”


Serious error.
All shortcuts have disappeared
Screen. Mind. Both are blank.


Haiku Error Messages

Ashes and Snow

Tuesday, March 13th, 2007





My photographs are a ladder to my dreams.



© Ashes and Snow™ All photographs © Gregory Colbert

Avisos do futuro

Monday, March 12th, 2007

O ARG de Year Zero continua.

Ontem, lá pelas nove da noite (horário Brasil) recebi um email avisando de que a primeira “listen party” tinha acontecido, ao mesmo tempo que um concerto em Londres. No concerto de Londres foram distribuídos folhetos com uma “informação fora de lugar”:

folheto

o que tem debaixo da ponte?

Vejam como o folheto indica “EC1 Kingsland Road under the bridge” (debaixo da ponte).

A partir da notícia, uma multidão de fãs se concentrou no #yearzero e no canal #iamtryingtobelieve (IRC) aguardando notícias, que demoraram, mas vieram. Sob a ponte da Kingsland Road,

a ponte

_Christo_ e schteph correram ao local e tiraram várias fotos, das quais a que melhor resume o que eles encontraram é essa aqui,

o painel

eles encontraram um lindo painel que levava ao site http://www.operationswamp0000.net.
(veja foto maior aqui)

A imagem de fundo do site possui fragmentos de palavras, que quando colocadas reunidas formam um fragmento do texto do “Apanhador no Campo de Centeio”:

“Anyway, I keep picturing all these little kids playing some game in this big field of rye and all. Thousands of little kids, and nobody’s around - nobody big, I mean - except me. And I’m standing on the edge of some crazy cliff. What I have to do, I have to catch everybody if they start to go over the cliff - I mean if they’re running and they don’t look where they’re going I have to come out from somewhere and catch them. That’s all I do all day. I’d just be the catcher in the rye and all. I know it’s crazy, but that’s the only thing I’d really like to be.”
~Chapter 22, spoken by the character Holden Caulfield

Livro banidos” é um dos temas do ARG, que já apresentou em outros sites fragmentos de textos de livros que constam das listas de “livros banidos” do sistema educacional estadunidense.


Ao mesmo tempo que os fãs decifravam esses sites, quem fez a pré-ordem do single de “Survivalism”, primeira música do album lançada oficialmente em CD (e, sendo assim, o oficial Halo 23), na “listen party” recebeu uma litografia onde se lia, no canto superior esquerdo, “the mailstrom”:

NIN litho

As pistas, reunidas, levaram a mais dois sites:

http://www.operationchipsweep.net/
http://www.themailstrom.com/

fragmentos

No segundo site, fragmentos do texto de George Orwell - 1984:

“It was a bright cold day in April, and the clocks were striking thirteen. Winston Smith, his chin nuzzled into his breast in an effort to escape the vile wind, slipped quickly through the glass doors of Victory Mansions, though not quickly enough to prevent a swirl of gritty dust from entering along with him.”

Até o presente momento, o resumo da história do ARG pode ser contado da seguinte maneira:

Em um futuro breve, o governo em vários países (a Inglaterra foi incluída na história com os novos sites) irão controlar a população através de substâncias adicionadas à água e remédios cuja finalidade é manter as pessoas obedientes e dóceis. Ao mesmo tempo, vários mecanismos democráticos serão abolidos, as pessoas serão vigiadas por circuitos internos de TV e por microchips (como em 1984, de Orwell, mas com mais tecnologia do que a imaginada por Orwell), que controlarão onde as pessoas estão e o que elas pensam. Uma nova droga, chamada Opal, irá ser distribuída. O Opal é ingerido pingando-se no olho, como colírio (por isso a referência do casal aplicando “colírio”, no vídeo da música Survivalism). Os usuários da droga apresentam a esclerótida do olho escurecida. A forma de resistência será a arte, mas essa arte será policiada e os “infratores” ideológicos serão presos e enviados a “casas de readaptação” (como o Judson Ogram Correctional Facility). Uma equipe de resistência irá preparar um mecanismo para viajar de volta ao passado e tentar… ainda não sabemos o quê.

Fiquem ligados, vem mais por aí.

Mais informações:
- new lead in the game, from the London 11th concert
- Art Is Resistance
- Resumo dos achados e das pistas (em inglês, no ETS)


#
“Art is essentially the affirmation, the blessing, and the deification of existence.”
- Friedrich Nietzsche

Gabriel, o fotógrafo

Monday, March 12th, 2007

Meu sobrinho Gabriel, de cinco anos de idade, já mostra talento artístico. Além de gostar de cantar e ter ouvido para música, começou, há uns dois meses, a fazer fotografias com a câmera digital da minha irmã, que tratou de abrir um Flickr para mostrar as fotos feitas por ele.

autoretrato
Autoretrato do artista quando jovem

Leticia
Uma de minhas artes, um retrato de Leticia, irmã de Gabriel, fotografada por ele mesmo.

Minha irmã e eu
Retrato de minha irmã e eu, por Gabriel

Esse menino vai longe e a tia coruja está babando.

Vida

Sunday, March 11th, 2007

Criei um certo vício em ler a primeira página do conjunto residencial de blogs do Interney. Ali ficam as últimas atualizações dos moradores, é irresistível.

E me pego comentando. Lendo o blog da Suzi e suas considerações a respeito da passagem do tempo, me pego comentando.


“O que eu descobri, com a idade - completei 40 em dezembro - é que as marcas no rosto não são a pior coisa que o tempo marca. Está certo que eu tenho poucas linhas de expressão - genes privilegiados, não tenho nem uma ruga em torno dos olhos, apenas a linha do sorriso em volta da boca. Mas “a cara cai” e isso me incomoda horrivelmente. Eu vejo as bochechas ficando flácidas, como resultado do envelhecimento. Isso me irrita. E o pior não são as marcas externas, mas as marcas interiores. Cicatrizes da vida que vivemos. São invisíveis e são indeléveis. E, de vez em quando, doem.”


Não foi apenas a leitura do blog de Miss Suzi que causou a reflexão. Ontem à noite, relendo o que já está programado para ser servido no chá - sim, eu programo posts que se publicam sozinhos - e pensando na minha atual situação de vida, veio naturalmente essa reflexão.


Saudades nunca passam. Perdas nunca são preenchidas.


Não é que eu não goste de ficar sozinha. Eu aprecio imensamente a solidão. Ainda mais tendo a Mia como companhia. Sou capaz de passar semanas isolada em casa, sem sair ou atender a um telefonema, na companhia da Mia, de música e vídeos. Sempre tive essa característica solitária. Sempre preferi a companhia de gatos a pessoas.

O que não significa que eu não adore as pessoas. Eu gosto imensamente delas. Tenho algumas pessoas hoje que são muito especiais na minha vida e muito queridas.

Mas se alguém fosse me perguntar, eu preferia mil vezes viver naquela casa na montanha, sozinha, cercada de gatos, com internet, sim, mas sozinha, ouvindo música o dia inteiro e conversando apenas com os gatos. Gatos são mais cordatos que pessoas, te amam incondicionalmente, não fazem chantagens emocionais e não usam você.

E também jamais quebram promessas.


O que me levou, novamente, a pensar no filme que vamos reiniciar e terminar. Fico encantada da minha equipe de cinema compreender tão bem e tão profundamente o que é esse filme. Fico encantada em ter uma equipe de cinema tão linda, tão competente, tão talentosa.

É um filme tão complexo e tão intimista, e ainda assim, compreensível.

Isso é bom, porque estou com uma sensação melancólica de final de era, e a impressão de que tudo que tenho em volta de mim nesse exato minuto vai evaporar já, já.

Sobrará o Abismo, o Eletronic e o WhiteNoise (que vocês ainda não assistiram, mas que eu vou postar em breve).

WhiteNoise é belíssimo e melancólico. Talvez difícil de compreender. Mas quem já viu, gostou, mesmo que beire o incompreensível.


Eu sou muito ruim com palavras. Eu tenho essa tendência aos pensamentos flutuantes e à fragmentação. Se começo a explicar alguma coisa, tenho tendência a me tornar ininteligível. Começo a me perder no texto, gaguejar, não coordeno mais.

Eu estou sempre querendo resumir tudo o que penso a uma tela de vídeo ou a uma fotografia. Pensar em imagens é muito mais fácil pra mim. Ainda mais se forem apenas cores e ruídos.

Quem diria que meu surrealismo iria caminhar para um abstracionismo indecifrável e ruidoso? Será que o Caciporé, que previu meu surrealismo, adivinharia isso?


Mas como eu dizia, novamente, tenho a sensação de final do mundo. Olho a Mia aqui deitada ao meu lado e penso que faz apenas quatro anos que o meu outro mundo terminou. Aquele, pelo menos, eu consegui manter coeso por sete anos.

Esse aqui não vai durar a mesma coisa. É pena. Eu estava gostando desse quase tanto quanto eu gostava do outro.

E enquanto isso, no Youtube…

Sunday, March 11th, 2007

Dylan getting money to “Perfect Drug” by Nine Inch Nails.

Coisas bonitas

Sunday, March 11th, 2007

Melão esculpido
Melão esculpido

Melão esculpido, via Blue Tea.

color

Cerâmica multicolorida via Apartment Therapy.

In This Twilight

Sunday, March 11th, 2007

Fanvídeo feito pot Jennaphoenix, postado no youtube com uma das novas músicas do novo album do Nine Inch Nails, Year Zero.

Sobre o ato de blogar

Saturday, March 10th, 2007

Faz séculos que eu não falo do ato de blogar aqui no chá - sei lá por que, é uma boa pergunta. Mas eu postei ainda agora esse comentário lá no Guindaste e gostei tanto do que eu mesma pensei, que copiei aqui para o chá:

“Pois olhe, eu nunca tinha lido seu blog, mas agora que está ali na página de atualização do Interney, vim parar aqui, meio como alguém que vai entrar em uma porta e entra em outra sem querer, sabe? Adorei.
E seu ex-professor tem razão. Tenho um blog há 4 anos, tem dias que estou prolífica e posto várias coisas, tem dias que largo a casa de chá (meu blog) vazia. Mas acho que isso é que é legal em blog: escrever quando dá vontade. A gente não visita os amigos todos os dias nem é visitado por eles diariamente, mas eu sempre tenho a casa aberta para um papo, um chá, uma música. Blog é isso. Ter a porta aberta.”

Fim do momento ego, voltamos à programação normal.
Assistam esse vídeo aí do post de baixo, é lindo.


Nota posterior: vou ter que postar esse texto do Cintaliga, porque é lindo:

“Eu adoro escrever. Adoro. Escrevo no blog porque adoro escrever. Escrevo no caderno, escrevo no Word, escrevo na escola, escrevo na rádio. Adoro. Gosto de poder tocar as pessoas através das minhas palavras. É isso que me faz escrever. E pra que isso aconteça eu sempre escrevo com emoção – pra que a emoção nasça em quem me lê.”

Beside You In Time

Saturday, March 10th, 2007

Beside You In Time. Assistam inteirinho, se puderem, em tela cheia e com as luzes apagadas. Poesia em movimento. Lindo de chorar.

Let´s dance.

Saturday, March 10th, 2007

Guild Wars vs World of Warcraft.
Can´t touch this.

Sobre o dia da mulher

Friday, March 9th, 2007

Várias mulheres me enviaram recados expressando satisfação com o texto da cineasta Bia Werther, publicado aqui no chá, que fala abertamente de como as mulheres ainda são vítimas de machismo e de violência e de como o Dia da Mulher termina sendo uma data de exercício da hipocrisia, porque durante o restante do ano, muitas mulheres ainda são tratadas com injustiça, sexismo e com violência.

Alguns homens também mandaram mensagens me congratulando por ter postado o texto. Meus queridos, obrigada.

Eu também recebi algumas agressões por email e via sistema de comentário do Chá (alguns senhores postaram comentários agressivos, que foram devidamente retidos pelo sistema antispam do chá e deletados sem piedade). Todas as agressões vieram de homens.

Pensem sobre isso: por que tantos homens ainda precisam agredir as mulheres quando elas falam abertamente?