Flyentology with Trent Reznor
Monday, August 6th, 2007Certo. TR está começando a me fazer gostar de hip-hop. Please, shoot me.
Certo. TR está começando a me fazer gostar de hip-hop. Please, shoot me.
Eu me sinto no mundo errado, com as pessoas erradas, vivendo uma vida que não é minha.
Mais alguém aí, além de mim, tem um déja-vu no estilo “A dupla vida de Veronique”?
Direto do ETS, o painel atrás deles é um daqueles murais russos de propaganda do antigo governo comunista:

Parece que estivemos em situações parecidas, recentemente. Essa veio do Spiral, atentem para TR e Aaron North cochilando no chão, é um aeroporto russo:

Certo. Nossos aeroportos são como os russos, bom saber.
O show tem novos visuais, com telas de leds:

Mais fotos do show, aqui, nesse livejournal russo.
Eu já disse que eu amo esse cara? Olha mais uma razão para eu amar esse cara:
“É uma época muito esquisita para se estar numa major, pois há tanto ressentimento com a indústria musical que é difícil não parecer um c*zão ganancioso para seus fãs”, disse o cantor/produtor, quando perguntado porque vinha se sentindo desconfortável nos shows. Reznor afirma que seus discos e DVDs são em média dez dólares mais caros que os outros lançamentos na Austrália. “Quando fui perguntar o porquê para o cara da gravadora, ele disse: ‘os fãs do Nine Inch Nails são fiéis, pagam qualquer preço que colocarmos no disco. Temos que deixar os discos pop mais baratos’. Nunca me senti tão insultado na vida, eu consigo uma base de fãs fiéis para eles serem roubados? Mandei ele se f*der.”
Segundo Reznor, em um mundo ideal ele colocaria o disco todo para download em seu site e as pessoas pagariam 4 dólares via PayPal pelos arquivos. “E ele estaria disponível assim que saísse do estúdio, sem essa m*rda de ‘vamos esperar três meses para lançar’.”
Ele afirma também que o ARG (jogo interativo de pistas) que criou para promover Year Zero foi “surrupiado” pela gravadora. “Eu fiz tudo sozinho, do meu bolso, porque sabia que se contasse a eles alguém ia querer inventar um jeito de colocar operadoras de celulares no meio, sei lá. Não sou contra ganhar dinheiro, mas é preciso ter alguma integridade, também. Aí, agora que eles viram que o negócio deu certo, já fiquei sabendo que eles chegam para outros artistas e falam ‘Viu o que fizemos para o NIN? Podemos fazer um igual para você’. Já tentaram compraram a empresa que fez o nosso jogo, até. Tenho certeza que eles não fazem a menor idéia do que se trata, mas estou ansioso pelo ARG do Black Eyed Peas, deve ser incrível.”
- entrevista concedida por TR para o Herald Sun, surrupiei a informação aqui.
Tinha uma confusão rolando no novo site do NIN, no mesmo velho endereço. Tinha, mas acabou. Parece que TR resolveu colocar um blog público, daí um povo resolveu reclamar e jogar tomates nele e na banda, daí ele perdeu a cabeça (grande novidade), mandou todo mundo tomar no c* e se recolheu no Spiral (onde ele não dá ar de nada desde janeiro, só pra constar). Putz, perdi o bafon, eu ia adorar ver isso.
Sim, ele dá piti. Não sei por que tem fã que se admira com isso. O homem é um superstar, kids, claro que ele dá piti. Nunca vi UM superstar sem piti. E é um ser humano, parece que todo mundo esquece isso o tempo todo. Tem uma pessoa ali.
E por falar em piti, soube que Pogo (Stephen Gregory Bier Jr. aka Madonna Wayne Gacy) está processando Marilyn Manson. Parece que os motivos são grana (óbvio) e as esquisitices de Mr. Manson, como comprar peças de taxidermia (entre elas, um esqueleto de uma criança chinesa). Manson negou as acusações, e deu risada sobre a conversa do esqueleto. Para quem frequenta o Spiral, tem um thread inteiro sobre o assunto.
physical 7%
emotional 99%
intellectual 79%
total 62%
Eu sabia.
O que eu mais vi de Florianópolis foi o aeroporto. A programação da TV nos aeroportos é péssima. Especialmente quando o show principal está atrasado.

“Oh dear! Oh dear! I shall be too late!”
Como alguém pode NÃO ter medo de voar? É totalmente antinatural, faz a gente se sentir um micróbio.

É lindo, de tirar o fôlego. Ver aquilo daquela altura. Mas nem por isso, menos apavorante. É uma experiência quase religiosa. Eu sempre me pego desejando que Deus exista e que faça alguma coisa pra garantir que eu vou conseguir chegar ao chão ilesa.


“Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?”
Não estava frio, estava sol. Foi um bonito passeio, embora totalmente exaustivo e estressante. Da próxima vez, vou de ônibus. Do chão, a gente não passa. Não consigo convercer meu lado irracional, nem mesmo mantendo diálogos interiores comigo mesma, de que aquilo foi feito pra voar e de que vai dar tudo certo. Meu lado irracional está completamente convencido de que o ser humano não foi feito para voar.